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Ilustração de Justo Luís, modificada
Tenho muitas oportunidades de falar de nevoeiro, porque é um estado frequente no meu bairro.
Fico com a ilusão de que o mundo desapareceu e eu estou só, a espreitar e a esperar. A esperar que alguma coisa aconteça ao fim de horas de invisibilidade ou de vazio. Já tem sucedido estar assim dias a fio e eu acho justo que esse tempo seja cortado da nossa vida.
Não deve contar, por exemplo, quando pensamos na idade: tenho estes anos menos aqueles que passei neste sítio desaparecido.
É a única maneira de me sentir feliz e conciliada com ele.
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