
Antes dos Romanos, no século IV a.C., os celtas habitavam a cidade e a região de Milão. Consultando a História, apercebi-me de que todos os grandes povos conquistadores dominaram em tempos a grande capital da Lombardia - visigodos, ostrogodos, longobardos, francos e romanos. Foi capital do Império Romano do Ocidente, construiram-se grandes palácios, o circo, as termas…
Na Idade Média, famílias ricas de poder como os Visconti e os Sforza e no século XVIII os Habsburgos dominaram a cidade e o distrito. Os austríacos criaram teatros, o teatro de Opera La Scala, trouxeram o seu amor pela moral e pela cultura de forma geral e pela música em particular.
E depois veio Napoleão.
E no século XX, Mussolini criou ali os camisas negras que eram a essência do seu movimento fascista; nesta cidade, iniciou a sua marcha sobre Roma - coisas tristes que não devia recordar.
Ao longo dos séculos, muitos acontecimentos de grande relevo ali sucederam (graças ao Édito de Milão do imperador Constantino, os cristãos tiveram liberdade de praticar a sua religião no século IV d.C.) e deixaram marca: a cidade foi muito bombardeada durante a última guerra, mas o que eu vi em Julho passado foi uma cidade jovem, alegre e cheia de sol, de vida e de calor, com o melhor e mais moderno comércio, de grande qualidade quanto aos produtos e quanto à sua apresentação em grandes espaços bem iluminados e de artístico design contemporâneo. A indústria que floresce é de têxteis e de vestuário, de automóveis, (o Alfa-Romeo), e de químicos, de ferramentas e de máquinas, a da publicação de livros e de músicas. É um grande centro financeiro e de negócios.
O que me leva à Feira de produtos de decoração, mobiliário e iluminação, que se realiza num recinto que é o maior complexo de negócios que existe e que frequentei quando dirigia a galeria de arte e de design. Assombrei-me com a sua importância e utilidade. Sobretudo as exposições paralelas em galerias de design, durante a Feira, constituiam o melhor que já vi.

O que de maneira nenhuma permite esquecer a impressionante catedral gótica, a Biblioteca Ambrosiana, o fresco do Convento de Santa Maria delle Gracie, creio que recentemente restaurado, de Da Vinci que aqui tanto trabalhou; a belíssima Galeria Vittorio Emanuele II, o mais antigo “mall”, que liga a Praça Duomo à praça oposta ao Teatro alla Scala. A Galeria é uma passagem coberta com telhado redondo de vidro e ferro a que foi dado o nome do primeiro rei do reino de Itália, unificada apenas em 1861. Onde as boutiques se sucedem cada uma mais atraente do que a outra e os cafés, não há nada do melhor que se não possa ali encontrar. Não esqueço as grandes basílicas, as igrejas, as torres, os castelos, objectos de inestimável valor.
Porquanto a cidade está a ser redesenhada pelos melhores arquitectos.
(Algumas informações foram colhidas na Internet)