A Mini chamou a minha atenção para a teia que a aranha cor-de-rosa tecia ao nosso lado no arbusto. Era difícil de descortinar, mas os jovens olhos dela vêem tudo.

A aranha tinha ar de ser venenosa com aquela teia especialmente atraente, (tenho dúvidas acerca dos mais sedutores, como acontece com os cogumelos), feita com fio solidificado das suas glândulas.
Dizem-me que são antrópodes da classe dos aracnídeos. Talvez esta seja, entre as 50.000 espécies descobertas, aquela aranha ou araneídio que constrói a teia em mais ou menos uma hora seguindo um ritual definido muito rigoroso (digo definido porque todas as desta espécie constroem da mesma maneira como obedecendo a uma ordem).
Ou então não é um ritual mas um plano.
É uma obra de engenharia que funciona muito bem para o desfecho em vista: a confortável sobrevivência, seja, a caça de alimentos, a reprodução, a protecção... sem ter que sair para algum lugar perigoso.
A teia é construída com fio resistente e elástico, fino, leve e mais forte do que o aço.
Os cientistas estudam-no e esperam poder fabricar um fio com estas qualidades para os mais variados fins.
Porém, eu sinto em relação a qualquer espécie de fascinantes araneídeos, todos venenosos afinal e a maior parte com oito olhos, uma repugnância difícil de ultrapassar.
Espero não ter passado à Mini este sentimento negativo.

(imagem da Wikipedia)