Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


LET LOVE FLOW

por Zilda Cardoso, em 19.05.09

 

Fiz uma pequena viagem a Viena integrada num grupo interessado em visitar os museus da cidade.
Foram três dias intensos dessa arte dos museus. De música também, de palácios, de jardins e de parques, de cozinha tradicional e de praias de canal.
Praias de canal, é verdade: de Maio a Outubro, o Praia Tel Aviv anuncia-se como o hot spot no Canal Danúbio, onde é oferecido tudo aquilo que os jovens apreciam como diversão. E há o Strandbar  Herrmann; a piscina de navio – Badeschiff; o Flex – clube dos live shows; o Summerstage que, além de acontecimentos culturais de entrada livre, oferece a melhor cozinha e, no pavilhão de vidro, a prova de quarenta espécies de vinho vienense.
Tivemos ocasião de ver confeccionar e de provar o famoso bolo de chocolate, recheado com compota de pêssego no café, perto da Opera, do hotel Sacher, que desde a sua fundação guarda cuidadosamente a receita original.
 
 
 
No Museu Leopoldo há peças belíssimas de Klimt e de Schiele, e no de História obras primas de Rubens, Rembrandt, Raphael, Vermeer, Velasquez, Ticiano, Durer e uma grande colecção do velho Bruegel. E poderíamos ter assistido a novos discursos sobre fotografia como disciplina humanística.
Situam-se os dois museus na praça Maria Teresa, uma das praias insólitas dos vienenses, onde apanham sol estendidos em cadeiras de descanso ou espreguiçadeiras, julgo que de cimento armado, pintadas de lilás. Devem ser extremamente cómodas e limpas - não há areia para se colar à pele.
No Mumok, vi várias exposições temporárias muito interessantes como a de Maria Lassnig, pintora de noventa anos com coragem de se auto-retratar de cores alegres e formas muito murchas. Um quadro chocou-me de forma especial: aquele em que aparece voltada para o espectador apenas vestida com duas pistolas, uma apontada para mim, outra para a sua própria cabeça. Fiquei magoada com aquilo!
A expressão talvez seja de expectativa, mas é também de espanto. E de divertimento (os velhos não são todos maus!).
Não tinha nada a perder, talvez, só a ganhar. Vi autocarros na cidade, pintados de ponta a ponta com essas cores e essas formas - as formas da Lassnig - que ficarão para a posteridade como provavelmente não ficarão as outras. E  cartazes de todos os tamanhos... mas não vou  reproduzi-los aqui.
Mostro o relógio que, ao meio dia, dá umas horas muito cinematográficas e muito fotografadas pelos turistas.
 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:54

O Mundo na Primavera

por Zilda Cardoso, em 17.11.08

Não tenho o menor talento para obter imagens a partir de máquina: por mais automáquinas que digam ser, pedem-me sempre coisas que eu lhes não sei dar.

Porém, sei muito bem quem tira belas fotos de cidade e se apaixonou por essa actividade. "Hobby", a começo, ela está a transformá-la numa actividade profissional.

Vai brevemente sair um livro de fotografias suas, editado pela Vantag. Será um acontecimento para o fim deste mês e um bom presente para um Dezembro sempre natalício apesar de todas as crises.

Só vou mostrar, se for capaz, algumas fotos da Primavera, a autora do livro que tem o mesmo título.

 

 

 

Este é um mundo novo que a autora descobriu, incrivelmente mais belo do que o que eu conhecia e fotografo quase todos os dias à minha insípida maneira.

 

 

 

As gaivotas e o pombo são muito das minhas relações: habitantes do lugar - do rio - que tem estes brilhos a uma certa hora do dia. E jamais os repete.

Mostro-lhes ainda uma terceira imagem para aguçar o apetite.

 

 

 

 

É esta, mesmo única, feita num momento de performance perto do Douro.

Deixo-lhes o endereço

galeria.vantag.foto@g.mail.com

para falarem com a autora ou com o editor.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:35

O cineasta romântico

por Zilda Cardoso, em 19.09.08

 

Ontem estive em Serralves para homenagear Manoel de Oliveira.
Até Setembro, decorrerá uma exposição dos seus filmes com visitas guiadas (a pedido, todos os dias),  será lançado um livro, um seminário O cinema inventado à letra proporá uma revisão crítica do cinema de M.O.,  passarão todos os seus filmes, e houve esta sessão a que assisti com a presença do cineasta.
O público esperou meia hora ou mais pela sua chegada ao auditório, mas ninguém se enfadou. Ele estava fresco, bem-disposto, feliz.
Era outra vez o galã, o desportista das corridas de automóveis, muito mais do que o inventor do cinema ou do cinema novo que ele quis construir. Depois das apresentações dos directores (do Museu e da Cooperativa Árvore), e das palavras de Paulo Rocha, realizador e seu amigo, Manoel de Oliveira, levantou-se e falou de pé, facilmente, apesar da sua apregoada timidez, no meio do palco, ligeiramente encostado a uma bengala.
Discorreu sobre si e sobre o seu cinema que não é movimento nem por definição nem por aproximação.
Quanto a mim que gosto do cinema como movimento, não necessariamente o americano, mas também o americano, fico sempre com enorme desejo de ver e… não consigo gostar. Tento sempre assistir, cada filme é uma real surpresa, mas nunca estou preparada para ficar até ao fim: toca-me demasiado, enerva-me em excesso, mexe comigo como se entrasse num lugar proibido, um inferno de que sairia com dificuldade.
Porém, sei ver onde está o talento, a diferença, a originalidade, a arte.
Por isso, não apenas felicito Manoel de Oliveira, mas regozijo-me por viver este tempo, o mesmo tempo do cineasta portuense. E na mesma cidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:09




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2011
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2010
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2009
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2008
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D