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Sendo uma viagem organizada por agência, não podíamos deixar de visitar o balcão onde Romeu e Julieta se teriam encontrado, segundo o romance. É pelo romance que nos levam a Verona.
Porém, a cidade é muito interessante e é, nesta região de Veneto, a mais importante a seguir a Veneza e uma das que melhor resguardaram o seu património cultural e arqueológico. O anfiteatro romano ou Arena é uma beleza do século primeiro, ampliada mais tarde, onde se realizam festivais de teatro; há a catedral romanesca e gótica, belos palácios como o Barbieri já do século XIX, a ponte de pedra do tempo de Augusto, a torre Lamberti do século XII que conserva os famosos sinos de 1464, as mais bem preservadas portas da cidade…
Verona dá a ideia de cidade próspera e limpa, um tanto medieval, com belas praças como a Piazza delle Erbe onde se realiza um mercado de rua, muito popular e colorido de vegetais e de frutas frescas que comprámos devidamente embaladas e apreciámos ali mesmo; e vias importantes para o comércio de excelente roupa de design italiano como a via Mazzini.
O que nos deu gosto ver foi que o enquadramento do mercado era de palácios e de torres e de esculturas, de belos edifícios de diferentes estilos. O maravilhoso Mafei do século XVII rematado pelas seis divindades pagãs, considerado barroco, aparece sempre como fundo do mercado na Piazza delle Erbe.
Verona é muito mais do que o lugar do romance; contudo, é dele que nos lembrámos em primeiro lugar quando pensámos na cidade que tinha sido cenário de outra peça de Shakespeare, Two Gentlemen of Verona.
Em Romeo and Juliet, "the most excellent and lamentable tragedie" "Two households, both alike in dignity,/In fair Verona, where we lay our scene,/From ancient grudge break to new mutiny,/Where civil blood makes civil hands unclean."
E depois da história contada, os últimos versos são do Príncipe de Verona: "Go hence, to have more talk of these sad things;/Some shall be pardon'd and some punish'd:/For never was a story of more woe/Than this of Juliet and Romeo."
Também eu cumpro a ordem do Príncipe ao lembrar estas angústias e talvez provoque, como ele queria, "more talk of these sad things".
Que maior fatalidade podia ter havido e por piores razões? Podemos evitar futuras tragédias falando delas... das passadas... apresentando-as... representando-as?
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