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Poucos artistas terão combinado tão bem arte aplicada, design, dança, poesia e, do mesmo modo, cor, luz, movimento
… como Sonia Delaunay.
Vi encantada a exposição retrospectiva na Tate Modern em Londres (permanecerá até 9 de Agosto), organizada pelo Museu de Arte Moderna de Paris e tentei compreender a complexidade da sua obra e da sua vida. Registo aqui as minhas impressões, a partir também do que li no prospecto distribuído.
É sobretudo uma artista moderna, para já… moderna, ainda moderna, moderna para sempre. Celebrou tecnologia, vida urbana, viagem, dança, diz-se no folheto da Tate. E tentou transpor os limites tradicionais da “fine art” para se dedicar à moda, aos têxteis, ao vestuário, à decoração de interiores, à arquitectura e à publicidade. Teve uma muito bem sucedida casa de moda, colaborou com escritores sobretudo poetas… A poesia parece-me uma constante nas suas obras apesar de tão cheias de cores vibrantes e dinamismo.
Nasceu na Rússia em 1885, viveu na Alemanha, em França, em Portugal e Espanha.
Interessou-me saber que com seu marido Robert Delaunay a partir das ideias do cientista químico M. E. Chevreuil (que estudou de que modo a percepção das cores parece mudar quando são colocadas ao lado umas das outras) desenvolveu a teoria do que ambos chamaram simultanismo e que será a teoria dos contrastes de cores simultâneos.
No caso de S.D. estas ideias foram aplicadas não apenas à pintura mas a uma variedade de formas de arte. A paisagem que lhe interessava era a da cidade nos princípios do século XX e dos acontecimentos que ali ocorriam. Como a dança, na verdade, o tango, tão na moda na época, e que ficou como símbolo de modernidade.
Frequentava o salão de baile Bal Buller e desenhava fascinada com os movimentos dos dançarinos. Em muitas ocasiões levava um seu vestido “simultâneo” que parecia estabelecer diálogo entre o abstracionismo e o movimento dos bailarinos.
(continua..)
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