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Sem romantismo

por Zilda Cardoso, em 06.08.17

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Horas a falar consigo mesmo é, com toda a certeza, muito divertido. Pode ser… Tem sido… para mim.

Mas cansa. Muito: já não posso ouvir-me. Acho que a minha cabeça continua repleta. A esperança era que fossem saindo coisas - pensamentos que são apreensões - pelo menos, essas. E dessem lugar a outras. E isso fosse viver.

Contudo, as ideias atropelam-se, tantas, tantas. Não consigo organizá-las.

Creio que a cabeça guarda cópia de tudo o que supostamente é deitado fora, nestas cavaqueiras. O que é afastado. Não necessariamente rejeitado, talvez por isso. O que me admira é que não fica mais aliviada nunca; desafogada devia ficar. Será isto permitir que o tempo passe? Ou viver?

Resultará tomar um comprimido daqueles brancos? O efeito desses objectos é, por vezes, espantoso e também discutível. É de acreditar? Aparentemente são de ordens diferentes, ordens de realidade: animal, mineral, espiritual… o quê? Podem interagir?

Quem me dera perceber.

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publicado às 14:50


3 comentários

De Maria João Brito de Sousa a 06.08.2017 às 22:23

Zilda, gostei tanto do que li e respeito-o de tal modo que quase me custa dizer que, por vezes, me sinto feliz por ter tido, desde sempre, uma memória tão, mas tão selectiva, que não há super-ego que tenha mão nela... é certo que muitas vezes me deixou ficar em situações "delicadas" perante pessoas que nunca acreditaram que eu me não lembrasse delas (algumas, bem interessantes...), mas está sempre pronta a servir o meu razoável equilíbrio emocional e "desfaz-se" de tudo o que me não cativa profundamente.

Se é certo que as memórias ficam por cá, algures, na secção das "coisas não urgentes", não é menos certo que aprendi a entender a utilidade desse espaço semi oculto e a não andar à procura do que me não seja absolutamente necessário... só tenho pena de que isso apenas funcione em relação ao passado , quando as contas por pagar são sempre matéria do pelouro do futuro...

Quanto às ordens de realidade, estou convicta de que sim. Estou mesmo convicta de que não podem senão interagir.

Abraço!

Maria João

De Anónimo a 13.08.2017 às 18:36

Muito obrigada, M. João.
Em relação à memória, bom, a minha nunca foi muito boa.Em tempos quis convencer-me de que seria um génio da matemática se tivesse um pouco mais de memória, que para tudo é precisa. Esqueci a seguir e passei a interessar-me por letras e por arte e por milhentas coisas pequeninas sem interesse nenhum.

De Maria João Brito de Sousa a 13.08.2017 às 21:23

A arte e as letras, bem como um milhão das tais "coisas pequeninas", estão também entre os meus grandes interesses, Zilda.
Tenho uma memória profundamente selectiva, mas... naquilo que ela elege como prioritário, nunca falha; vai-me atraiçoando, como sempre atraiçoou, nos nomes, nas datas e em coisas" importantes" que ela se atreve a considerar que o não são...

Nunca me considerei genial em matéria nenhuma. Cheguei a conviver, durante anos e anos, com o soneto, sem me atrever a criá-lo por considerar que me faltava a tal genialidade que via emanar dos de Camões, do meu avô, de Bocage, de Florbela... tonteiras! Afinal acabei por me apaixonar por ele aos 55 anos... paixão serôdia, a minha. Serôdia e trabalhosa, embora muito gratificante...

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