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Quero compreender o que se passa comigo. Disponho-me a reflectir com tranquilidade e bom senso sobre recentes acontecimentos da minha vida e não cheguei a muito claras conclusões. Não esperava chegar, não me perturbei. O que queria compreender era se podia, movimentando-me tanto quanto possível, o mais possível, física e intelectualmente, se podia evitar ou, pelo menos, adiar ao infinito o desgaste total das minhas capacidades, seja, a capacidade ou a possibilidade de ter uma vida simples e normal por um tempo, como vi acontecer com os meus pais e avós.
Tenho tentado essa movimentação com veemência e também a tão cómoda indolência contra a qual facilmente reajo. Acontece resistir com tanta força à inercia que fico aturdida, a desejar não pensar tanto, não decidir de mais, não planear, não desenvolver, não correr nem saltar nem fazer ginástica a despropósito…
Porém, o movimento mesmo aparentemente insólito põe-me bem-disposta, melhora os meus desempenhos, por isso, deve ser bom para mim. E para o universo. No entanto, receio descompor e queimar alguns dos meus preciosos fusíveis (da cabeça, naturalmente). Receio que o meu sistema de computorização, pessoalíssimo e intransmissível, tão complexo já, avarie para sempre. Não suporte tanta carga.
Aí, resolvo ficar quieta e silenciosa, não me importar com o que se passa à minha volta, comigo e no mundo. Penso que já fiz tudo o que devia fazer, o que se esperava que eu fizesse. E se, por momentos, me parece ter algo para acabar, aconselho-me a considerar isso terminado. Ter que concluir alguma coisa é um total absurdo. O comum é deixar as nossas empresas inacabadas. E estou a elogiar o inacabado.
O principal seria encontrar o ponto exacto, o momento em que devo parar de me mover ou de estar quieta, porque atingi o limite, a fronteira, o arame farpado, o fosso… sob graves consequências se o não fizer. Aquele momento em que tivesse atingido o ponto certo… (que ponto certo? Certo em relação a quê?)
Quando trabalho comigo, quer a movimentar-me quer a estar quieta, sinto que cresço. (Posso estar quieta e a pensar e então cresço de um modo mais ou menos conhecido). Acho que depois de uma boa reflexão sobre determinado assunto, passo para o nível seguinte de inteligência e de compreensão do mesmo. E meto-me a raciocinar doutra maneira. O entendimento do que se passa à minha volta será mais perfeito. E se continuar neste caminho, daqui a pouco, estarei um génio e o sentido do mundo… será claríssimo para mim. Apenas gostaria de o explicar depois, desconheço os termos.
Por isso e, no entendimento de que não volto a ser o que era depois de certas agitações e estímulos, mas que de certeza melhorei em relação ao que podia ser se não continuasse a esforçar-me, tenho continuado... Os meus esforços seguintes partem de altos patamares e vão-me levar longe. Deixarei considerável obra feita!
Os meus raciocínios mais recentes terão assimilado os novos comportamentos. A capacidade de entendimento ou habilidade para entender aumenta em simultaneidade com a qualidade da inteligência? São interdependentes? São a mesma coisa?
Na minha natureza terá havido uma evolução que a capacidade de entendimento compreenderá se correr um bocadinho à frente?
A evolução, a transformação que ocorre continua a melhorar a natureza, compreendo. É aperfeiçoamento.
Tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos.
(Não posso deixar de pensar nas definições possíveis e diferentes das palavras que uso, como inteligência, por exemplo).
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