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Esta manhã, pelas 6, tive a sensação de que o Sol se enganara, iria nascer no lado oposto exactamente onde é costume pôr-se e desaparecer até ao dia seguinte.
O que havia nesse lugar era uma Lua iluminada que espelhava a sua luz no mar, dourada e serena, confiante em si… Como vai ela desaparecer, contando que é quase dia?
Tem de se esconder não sei como nem onde.
Entretanto, o Sol nascerá do outro lado, tal como tenho visto desde que dei conta que existia. Confio nele.
A Lua enterra-se em nuvens e nevoeiro aos poucos. Assoma como meia-laranja e mesmo como esfera dourada. Aparecem interessantes figuras desenhadas nela.
Que Lua tão divertida!
Ainda não vi o Sol, no entanto, misteriosamente o dia vai ficando claro.
No mar, um barco branco dirige-se para o porto que ainda se ilumina artificialmente de amarelo, azul, vermelho. Fica ao largo um pouco, sem ordem de entrar.
E, pronto, aí está ele deslumbrante e esplendido depois das 7 horas, radioso, dourado, risonho, o Astro. Tudo fulge agora.
No entanto, a Lua, um bom pedaço dela, ainda é visível do outro lado, meio mergulhada em nuvens.
Há um jogo entre eles.
Todavia, o dia estava feito.
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