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Tive uma experiência fascinante: foi parado o nosso tempo comum num certo lugar nesta cidade, ontem, e inserido, por meio de ritual apropriado, um tempo sagrado.
Na realidade, foi um intervalo no presente histórico.
O tempo sagrado, repetível e recuperável, sempre o mesmo, é reactualizado todos os anos nesta data pela Festa.
Acontece um “eterno presente”! Por instantes, convidados e festejada vivem, vivemos um tempo primordial, aquele em que é possível estar na presença dos deuses, comunicar com eles, repetir os seus gestos…
Antes, sentíamos a nostalgia da perfeição dos começos. Por isso, a Festa foi importante: contemporâneos dos deuses, reintegramos o tempo sagrado e perfeito da origem.
Não encontro outra explicação para o que senti.
As línguas faladas pelos presentes foram - Português, (vagamente), e Inglês, Italiano, Grego, Dinamarquês… provavelmente outras. E também uma divertida e babélica amálgama de todas essas.
Cantaram-se os parabéns nas cinco línguas e a aniversariante apagou as velas outras tantas vezes, multiplicando desse modo o número de anos ou induzindo em erro os desatentos. Fosse como fosse, ela estava linda, risonha e muito mais jovem do que a repetição deixaria supor.
A presença do marido deu à Festa um valor único e inesquecível. Houve temperança e solenidade.
Regozijo-me por ter podido participar.
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