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Estou p´ra’qui a não pensar em nada, a não fazer nada…
A ver o nada à minha frente - é o que sinto - o vazio, as paredes nuas… E à distância o mar, o céu alto, a esplanada com jardim sem cor, sem cores e sem bons odores...
Prossigo: não sei o que fazer, o que pensar, não sei pensar, só olhar, encho os olhos... Busco ideias aliciantes que não sei onde são nem onde pesquisar e que procuro sem saber como procurar.
Com tanto a ser feito por aqui! Tanto ruido estridente e movimento, carros e máquinas de todo o tamanho por cima dos passeios e nas faixas de rodagem, tantos homens escuros a rondar, a dar ordens…, nada me assiste ou me inspira, nada se parece com a musa.
Pousar um pouco talvez seja útil.
Tentar conhecer as histórias dos outros para inspiração é uma primeira ideia.
Mas foi de Apolo que me lembrei, de súbito!
Apolo, Deus solar que terá residido nesta zona todo o Verão, brilhante e acalorado, "sobre as sombras que roubam aos humanos o conhecimento" é suposto projectar claridade.
Muito bem, é disto que preciso: claridade, discernimento.
Deus poeta e músico, Apolo, o Sedutor, liga-se ao bem-estar, à plenitude. Podem, no entanto, os seus raios maléficos ser agentes de destruição!
Aceito-o e invoco-o como símbolo da ordem universal, encarnação da harmonia, Musageta ou condutor das Musas.
Talvez volte a escrever, enfim.
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