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Ficarei ao sol até à noite
na minha varanda em frente ao mar
olhando brilhos e os mil tons de azul
do infindo ondulado diagonal,
Sentindo o calor que é carinho deles.
O dia passa lento e preguiçoso no Verão
encosto-me às almofadas amarelas macias.
Ficarei aqui com as plantas perfumadas:
a cidreira, a erva-príncipe, a hortelã
para a infusão da manhã.
E a avenca que vejo afortunada
no lugar achado por mim na sombra
contente por ela estar viçosa e fresca
felizes ela e eu assim ridentes.
Talvez fique ainda depois do sol se pôr
um sol enorme que ilumina o mundo em redor.
Mas quem me fará companhia?
É que a noite esconde tudo isto que amo
e me envolve, com que vivo e me jubila
leva-me o brilho da água azul, o calor,
o dourado do horizonte, a luz, as velas brancas…
Virá o vento? O nevoeiro? Ou as ESTRELAS?
As estrelas, decerto. Alguma cairá na varanda devagar…
Vou ficar. Amanhã estarei neste sítio
quando o sol passar e eu puder ver
desde o princípio os barcos brancos
e os coloridos do céu reflectidos no mar.
Voltarei a ver os pássaros em bando para nascente
mas não preciso conservar memória de hoje…
porque amanhã será um dia não diferente.
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