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Monchique

por Zilda Cardoso, em 01.03.11

Estive lá, há poucas semanas, pleno Inverso, grande tranquilidade, uma oportunidade de ver a terra como ainda é.

Embarquei numa excursão de Vilamoura para Monchique e depois de visitar as Caldas, fiquei pela serra, na zona protegida, onde poderei observar as aves raras ou não, um dia. Fiquei pelo Longevity wellness resort.

As Caldas de Monchique têm uma origem muito antiga como todas as Caldas ou Termas, os romanos por ali andaram e D. João II , em 1495, procurou-as a tentar a cura do seu mal incurável. Ainda estão a funcionar, possivelmente não muito bem, não sei, não era ocasião de ver o interior dos edifícios, o exterior é romântico e lindo e fresco e cuidado.

Também não vi a igreja matriz, estilo manuelino, que dizem deslumbrante, com talha, azulejos, retábulo, portal radiado, imagem atribuída a Machado de Castro…

E há outras igrejas de grande importância, com imagens, baldaquino e pinturas de valor. E uma magnólia centenária que não vi - o guia só falava de política de há cinquenta anos para cá – coisa sem graça. Semelhava um grevista convicto.

Há miradouros donde se avistam o mar e as serras com sobreiros, eucaliptos (não, acho que já não há eucaliptos), castanheiros. Quase não havia amendoeiras em flor e mesmo sem flor -  terão desaparecido.

É aqui o ponto mais alto do Algarve, a Foia, menos de mil metros de altitude.

Mas, bom, o guia levou-nos à loja de artesanato onde quem quis provou a famosa aguardente de medronho. Não tinha chave de nenhuma outra coisa - ermida, capela, convento, fonte… nem procurou.

Para mim foi um aproveitamento – o meu objectivo era mesmo o “resort” ecológico de cinco estrelas. Esse… topei a meio caminho entre a vila e as termas: a porta estava aberta, entrei e fiquei.

Ainda assim, um tanto ou quanto desgostosa de não ter podido ver tantas maravilhas como dizem haver no sítio. Um bom pretexto para voltar na Primavera.

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publicado às 18:36


15 comentários

De Ana a 01.03.2011 às 22:19

Ah! Este nosso pequeno - grande PAÌS.
Tanto para ver, ouvir,cheirar e sentir...devagar, devagarinho...

De Zilda Cardoso a 02.03.2011 às 08:19

Sempre apreciei este país... pequeno ou grande, que importa?! Quando procuramos...aparecem os palácios, os jardins, as aves raras e... as gentes bondosas e interessantes.
Obrigada, Ana.

De Marcolino a 02.03.2011 às 08:30

Bom dia, Zilda!
Monchique e as suas águas termais, conheço-o há cerca de 40 anos. Tenho na zona alguns amigos de longa data, e um dos casais meus vizinhos, aqui no prédio, tem por lá familia e uma «casa de aldeia», modernizada, onde vão passar largas temporadas, perto de familiares. Já lá tenho estado mas, sem transporte próprio e a falta de colectivos menos espaçados, faz com que não usufrua, amiude, estes convites.
Conheço, por ter visitado, o Longevity wellness resort, que é muitissimo bonito.
Belo passeio que a Zilda fez, pressinto que valeu a pena!
Agora, e mudando de tema, ocorreu-me que me perguntou pelo nosso amigo Augusto de Magalhães. Que está vivo, está, e de saúde, lá isso parece estar, pois, por mero acaso, apercebi-me que ele escreve num site colectivo com temas do norte.
Dia feliz!
Marcolino

De Zilda Cardoso a 02.03.2011 às 08:50

São boas notícias as que me dá. A falta de transportes levou-me a hesitar muito, antes de começar aquele passeio... mas queria ver a serra. E pus a funcionar a imaginação: usei um autocarro que fazia uma excursão, passava pelo lugar onde eu estava e pelo Longevity. Gostei e as pessoas foram amáveis.
Quanto ao n/amigo... fico muito feliz com as notícias.
E como o m/filho, o que teve o acidente grave, faz hoje anos, e está bem e feliz... eu também estou. Obrigada.

De Marcolino a 05.03.2011 às 11:58

Olá, Zilda!
Estive, mais uma vez, nessa maravilhosa cidade, plantada à beira Douro. Ainda consegui fazer algumas fotos, que publicarei num dos meus meus blogues. Confesso que vejo o Porto de forma diferente daquela a que smpre me habituaei a ver. O Porto está a ficar lindissimo, incluindo aquele acesso, desde o rio até à nstrada da Pasteleira, em que a vegetação predomina O Naval está fantástico. Ficou muitissimo bem remodelado!
Parabéns a esta belissima Mãe, e ao seu filho, cuja recuperação parece estar muito bem encaminhada!
Quando vemos nossos filhos a sofrer..., doi-nos muitissimo...! É, não é?!
Abraço
Marcolino

De Zilda Cardoso a 05.03.2011 às 12:51

Sou apaixonada pela cidade. Falo dela sempre como objecto de paixão. Alegra-me muito saber que outros também a apreciam, estão dispostos a ver o lado bom e bonito. E a sofrer pelo que não é bom nem bonito, e a fazer o possível para que este lado (nem bom nem bonito)
passe para o outro lado.
Estou morta por ver as fotos. Muito obrigada.
ZC

De Marcolino a 05.03.2011 às 20:34

Olá, Zilda!
Por favor consulte este link http://marcolinosorio.blogs.sapo.pt/ e verá algumas fotos, pouquissimas, da lindissima cidade que é o Porto, e outras sobre este meu curto passeio, delicie-se....!
Abraço
Marcolino

De Zilda Cardoso a 06.03.2011 às 08:32

Fui ver e convido todos a apreciarem a beleza dos lugares e o bom gosto de quem captou as imagens.

De Marcolino a 06.03.2011 às 10:06

Olá, Zilda!
Vindo de si, este seu elogio, dá-me aquela força que todos desejamos sentir, quando expomos um relato por imagens, de uma curtissima viagem no espaço e no tempo.
Como já não conduzo, indo ao lado do condutor, passo grande parte da viagem à procura de fixar em imagens o belo que nos rodeia.
Abraço
Marcolino

De Isabel Maia Jácome a 02.03.2011 às 18:22

Querida Zilda
Que bom esses passeios e o que eles lhe porporcionam e dão... a si, a qualquer de nós, acredito.
A vista da serra é soberba, o resort, não conheço, mas fico gulosa, à espreita de uma oportunidade...
Mas acima de tudo, fico feliz de a sentir feliz...
... feliz também por lhe poder dar os parabéns no dia de aniversário do seu filho que espero, pelo que diz, possa estar bem.
Um beijinho muito especial então, pelo dia de hoje e mais uma vez, parabéns, para si e para o seu filho.
Abraço apertado... e um beijinho muito amigo,
Sempre,
Isabel

De Joana Freudenthal a 02.03.2011 às 23:03

É mesmo para lhe dar um grande beijinho de parabéns pelo seu filho, meu querido amigo, pai da nossa Alice, que aqui venho hoje especialmente.

Gosto de telefonemas surpresa que anunciam encontros felizes. No mínimo, fica combinado uma volta pelos jacarandás floridos, lá para meados de Maio em Lisboa. Visita guiada.

Um abraço forte.
Joana

De Zilda Cardoso a 05.03.2011 às 14:57

Obrigada, Joana. Vou fazer o possível por ir ver os jacarandás, há tão poucos no Porto. Acho que eles gostam de mais calor do que aquele que lhe podemos dar no Norte. Tenho um em Moledo, que foi difícil convencer a adaptar-se. Actualmente, lá vai, mas não é um esplendor. E aquele solitário que tínhamos no largo do Viriato, cantado pelos poetas e escritores portuenses... morreu. Ficamos chorando.
De modo que lá irei quando me disser que há um mundo lilás ou roxo à minha espera, fazendo o desepero dos taxistas.
O meu filhote... estou com saudades.

De Joana Freudenthal a 05.03.2011 às 15:18

A Natureza no norte é muito mais generosa, mas em Lisboa os jacarandás são verdadeiramente um esplendor. Em cada ano, em cada dia que passo a vê-los, me emociono com tanta beleza. Sempre como se fosse a primeira vez. Sem exagero.
Já que as amendoeiras estão adiadas mais um ano, agarremo-nos a este sonho e a mais um pretexto de nos vermos.

Beijinhos de bom fim-de-semana.

De CC a 02.03.2011 às 23:45

No último fim de semana estive na cidade dos Templários. Naturalmente visitei o Mosteiro de Cristo e claro que gostei muito. Admirei a famosa janela Manuelina encimada pela croa real e com muitos simbolos alusivos à força da natureza e da vida. A capela, lindíssima, está a ser restaurada. Admirei toda a grandiosidade do Mosteiro os imensos claustros, os grandes corredores e as janelas que convidam a contemplar o exterior em absoluto recolhimento.
Mas o que realmente me surpreendeu foi a casa de Carlos Relvas na Golegã. Este senhor, Monarquico, foi o pai de José Relvas o mesmo que, de uma janela, proclamou a Republica . A casa, de uma arquitectura invulgar, predomina o ferro e o vidro, foi construída com o objectivo de ser um estúdio fotográfico. E foi-o durante muitos anos, até se transformar na sua casa de habitação. O último piso é todo envidraçado com cortinas para trabalhar a intensidade da luz. compoem-no o estúdio, a sala de espera onde os modelos aguardavam a sessão de fotografias e uma sala de recobro, onde os modelos repousavam após a sessão de fotografias que, emocionalmente era um acontecimento muito marcante. Ir ao fotografo era uma emoção. Carlos Relvas era amante da fotografia, pioneiro em Portugal, ganhou prémios em França, Itália, Austria. Inventou um sistema novo de focagem do qual não há registo, porque desapareceu. Numa das vindas ao Porto e tendo assistido a um naufrágio no rio Douro, inventou um tipo de Barco concebido para se manter direito nas ondas, ficou nos registos com o nome de "sempre em pé". Tudo isto descobri numa casa onde não havia mais visitas do que eu e a pessoa que me acompanhava com uma senhora a guiar a visita com um ar muito enfadado e a despachar porque estava na hora do almoço. Receio não ter tido conhecimento de muitas mais coisas por causa do enfado da senhora. Tenho pena que um tesouro daqueles não esteja mais divulgado e que a história não faça justiça, ignorando Carlos Relvas .

De Zilda Cardoso a 03.03.2011 às 11:00

Muito obrigada pelo seu texto. Espero estarmos ambas a contribuir para a divulgação do património artístico e histórico de Portugal.
Carlos Relvas tem com certeza grande valor como investigador e como fotógrafo com cutiosidade bastante para inventar novos processos de conseguir.
O que nos falta muito é curiosidade.
Ouvi muitas vezes Agustina dizer com algum desconsolo, no fim das suas "aulas" em que havia possibilidade de a interrogar sobre o que fosse: "As pessoas não têm curiosidade, não perguntam..."
Não sei se são só os portugueses...

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