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tocar sorrir amar

por Zilda Cardoso, em 26.11.10

 

 

O encanto começa no título e nunca mais acaba. Refiro-me ao blogue da Laurinda Alves, por todos bem conhecido. Todos, quero dizer, os cerca de 1.500 que o visitam diariamente e os outros que dele ouvem referências. Não é extraordinário? Conheço pouco estatísticas, mas não tenho dúvida de que haverá poucos blogues que registem um tão considerável número de visitas: de admiradores, de seguidores, de amigos.

Isto não diz nada? Significa o quê?

Como aconselha o Dalai Lama, a autora abre-se ao sofrimento do mundo e à sua beleza ao mesmo tempo quando presta atenção ao que se passa, ao que se diz, ao que vê. É de tudo isso que nasce a sabedoria.

É é  claramemte de sabedoria que se fala no seu blogue, A substância da vida, nos textos que escreve (que lhe foi retirada a oportunidade de publicar, saberemos algum dia por quê?), nas palestras que faz, nos projectos culturais que inventa e propõe.

Porém, quem quer saber de quem sabe? O que se passa com os pensamentos que resultam da uma visão inteligente e sensata?

Pergunto: onde estão os artigos oportunos que deviam aparecer nos principais jornais diários e semanais, onde existem as revistas que dirige, onde passam os programas que projecta para a televisão e que gostamos de apreciar?

A Laurinda “ousa viver”, apesar de todas as contrariedades e injustiças. Gosta de escutar, de dar, de amar, o que perecem coisas pouco prudentes nos dias de hoje em que, no entanto, se repete até à saciedade (palavras, apenas palavras) que é essencial dar transparência e moralidade à vida pública e à privada.

Em que ficamos?

Em que é bom que comecemos por nós?!

 

 

 

(Nos meus sítios, o mundo está nitidamente a afundar-se)

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publicado às 14:35


25 comentários

De Fátima André a 26.11.2010 às 18:37

Sem dúvida alguma. Laurinda Alves um exemplo para a humanidade. A sua escrita transporta com clareza os valores que exercita no seu quotidiano. Um ser humano de grande valor. Apesar de não a conhecer pessoalmente, fico apaixonada pela forma simples e próxima como relata acontecimento que tocam a todos (eu creio). Admiro-a à distância de um clique... e espero um dia ter a oportunidade de lhe agradecer pessoalmente pelo excelente trabalho e pela forma como me toca a sua maneira de estar na vida.
Obrigada Zilda pelo seu testemunho.
Um caloroso abraço

De Zilda Cardoso a 27.11.2010 às 08:53

Agradeço também que nos tenha dado a sua opinião. Ela é valiosa, como todas as daqueles que queiram ver com clareza, os que tenham descoberto o que dá verdadeiro valor à existência.

De Zilda Cardoso a 30.11.2010 às 12:28

E se todos os m/amigos que têm blogues dedicassem o post de hoje ou de amanhã ou de depois de amanhã à Laurinda Alves? Para mais, amanhã é dia do s/aniversário.
Vamos lá, uma opinião sobre a Laurinda e o aproveitamento futuro dos s/talentos.

De Isabel Maia Jácome a 30.11.2010 às 12:37

Boa Ideia , Zilda.
Vou pensar como.
Abraço
Isabel

De Su a 27.11.2010 às 00:27

De facto não conheço outra pessoa que veja o mundo da mesma forma que a Laurinda Alves!
É de facto uma grande mulher e é um privilégio poder lê-la diariamente no blog!
Abraço e um bom fim-de-semana

De Zilda Cardoso a 27.11.2010 às 08:44

Acho que vê diferente e vê melhor. sim, é um privilégio lê-la. E veja - se só no blogue tanta gente a lê e se sente apaziguada com a sua maneira de estar e de pensar, se tivesse oportunidade de escrever em jornais e revistas de grande tiragem e de aparecer com frequência na televisão, mutíssimo mais gente teria esse privilégio. Eram formas de usar o seu talento assim actualmente desperdiçado.
Podemos dar-nos a esses luxos?
Que pensa?

De Marcolino a 27.11.2010 às 12:11

Bom dia, Zilda!
De acordo consigo em tudo aquilo que diz sobre a nossa querida Laurinda!
Abraço e bom fim-de-semana!
Marcolino

De Zilda Cardoso a 27.11.2010 às 15:40

Ainda bem, gostava de iniciar um movimento de reconhecimento das qualidades da Laurinda para que fossem aproveitados para nosso bem e regozijo comum. De certeza que ela ficaria também feliz! Que acha?

De Zilda Cardoso a 27.11.2010 às 15:59

É um outro assunto, Marcolino, a propósito do meu mar a afundar-se para os lados do porto de Leixões. tinha conseguido corrigir a imagem, aplicá-la mas quando a transferi para o blogue... ficou a mesma, a anterior... aquela inclinada. Já não estava com paciência parA VOLTAR ATRÁS e dar-lhe um outro nome. Me perdoem.
Talvez um dia volte.

De Marcolino a 27.11.2010 às 21:48

Boa noite, Zilda!
Ainda não achei como, mas se a Zilda tem algo em mente para destacar as belissimas qualidades humanas, intelectuais, e profissionais, da nossa querida amiga Laurinda Alves, apoia-la-ei em tudo aquilo que me for possivel colaborar!
Abraço
Marcolino

De Zilda Cardoso a 28.11.2010 às 13:29

Não quero embaraçar a n/amiga, mas conseguir que a comunidade beneficie dos s/conhecimentos e das s/qualidades que sem divulgação se desperdiçam. Isto é, poucos beneficiam e penso haver todo o interesse em que enorme número tire proveito. O que pode acontecer é o mesmo que acontece com estudantes superdotados que vão para fora trabalhar porque no seu país não se lhes ligou importância nem oportunidade. E depois eles não voltam e ficamos todos arrependidos, considerando que seria melhor para a n/comunidade se tivessem ficado. É claro que continuamos a pensar que o mundo vai continuar dividido em comunidades ou em países ou em uniões, em federações, em... doutra forma seremos todos cidadãos do mesmo mundo e não há estas diferenças. Por isso tudo, interessa-nos aproveitar os valores que temos e que são muitos e bons.
Espero e agradeço sugestões.

De Zilda Cardoso a 29.11.2010 às 17:12

MARIA HELENA RIBEIRO
PODERIA EU TER O S/ENDEREÇO DE EMAIL PARA PODERMOS FALAR SOBRE ESTE ASSUNTO? Talvez haja um modo... se pensarmos... todos os amigos.
ZC

De Zilda Cardoso a 30.11.2010 às 12:35

Para já, pode dedicar-lhe um post?

De Maria Helena P. Ribeiro a 30.11.2010 às 14:09

Eu? Com todo o gosto se prometer que corrige a pontuação e demais erros que eu possa dar, sim?
Morro de vergonha de pensar que escreverei alguma coisa dedicada a alguém e em que seja manifesta a minha ignorância. Yes or no? :-))))
Beijo.

De Zilda Cardoso a 30.11.2010 às 14:33

Não acredito, M. Helena
Mas farei o que quiser. Importa-me o s/testemunho. Obrigada.

De Marcolino a 01.12.2010 às 02:03

Boa noite, Zilda!
Estou a tratar disso agora mesmo!
Abraço
Marcolino

De Vicente Mais ou Menos de Souza a 27.11.2010 às 18:10

"De longe, os grandes carros, as imensas cozinhas, os enormes frigoríficos, as casas de família com dois andares e jardim parecem-nos opulentos. Deixamo-nos impressionar pelo facto de até a empregada do bar, que esvazia, incansável, cafeteiras eléctricas de café sempre pronto, poder viver do seu salário."

O american way of life, dizem os entendidos, refere-se à herança da Declaração de Independência fundadora do país assente nos princípios de liberdade e procura de felicidade que têm feito correr tanta tinta desde o séc. XVII.Claro que aquilo que tem sobressaído, no entretanto, são as dimensões políticas e económicas desta perspectiva, traduzidas numa certa noção de democracia e de mercado, crentes, profundamente crentes, no trabalho, na individualidade e na possibilidade de um certo tipo de sucesso.

Mesmo que a América seja já ali ao lado, próxima e familiar nem que seja por ser o fornecedor de imagens que consumimos maciça e gostosamente nas noites televisivas, o facto é que é uma outra e diferente cultura que começa exactamente nesse estilo de vida em que o american dream que fazemos nosso - da casa, do carro, das crianças e do cão, vivendo felizes - tem um contexto diferente do nosso.De longe, os grandes carros, as imensas cozinhas, os enormes frigoríficos, as casas de família com dois andares e jardim parecem-nos opulentos. Deixamo-nos impressionar pelo facto de até a empregada do bar, que esvazia, incansável, cafeteiras eléctricas de café sempre pronto, poder viver do seu salário.

Deixamo-nos fascinar pelas cidades sempre acordadas de enormes edifícios e confluência de grupos étnicos e culturais muito diversos. Deixamo-nos enredar em cenários fílmicos em que a enorme classe média é fonte de divertimento porque faz e diz coisas engraçadas com as quais nos habituámos a conviver.

Quando verificamos que os nossos carros, a maioria das vezes usados como símbolo de estatuto, não têm muito que ver com os deles, essenciais ao acesso a locais de encontros e trabalho, já que viver nas adoráveis casinhas de madeira com jardim (em correntezas de milhares, longe dos enormes centros comerciais situados em feios cruzamentos de estradas) significa estar perto apenas do vizinho do lado, já não achamos tanta graça.

Quando percebemos que ficar doente e não ter seguro por aquelas bandas significa não ser tratado, também não nos entusiasma. Quando damos conta de que viver numa enorme cidade colorida, fechado na própria cultura e distante quer do país de origem, quer do de acolhimento, é trivial, também não me parece que achemos de uma enorme mais-valia.

Num tempo em que o american way of life já não serve os próprios, convinha que não tendêssemos a desejar o que só sabemos retocado e produzido via ficção televisiva.

De Zilda Cardoso a 27.11.2010 às 21:28

É muito importante reflectir sobre o que diz no seu texto. É de enorme valor pensar sobre isso. Mas onde nos levará? Os budistas acham que devemos "reflectir no que possui verdadeiramente valor, no que dá um sentido à nossa vida e ordenarmos as nossas prioridades em consequência". Mas saberemos o que dá um sentido à nossa vida?
Compreendo que o american way of life não seja o sonho europeu, não faz sentido que seja, partimos doutro ponto. Mas os americanos actuais partiram, de facto, da Europa, da Ásia, da África para a América procurando a possibilidade de realizar o sonho que devia ser simples de ter uma casa, uma família feliz, um carro e viver do seu salário, isto é, com independência de feudalismos, com liberdade. Onde viviam não tinham nada disso nem qualquer capacidade de sucesso.
Tudo se transformou em questão política e económica – o sonho americano. Aqui penso no que está a acontecer com o Presidente Obama.
Acredito que o cinema e a televisão têm levado os europeus e os outros a desejar viver da mesma forma sem repararem no que isso implica. Muitas coisas importantes me desiludiram quando estive na América e me levaram a pensar e a tentar descobrir até onde seria interessante copiá-los. Fui muito influenciada pelos filmes, era jovem e as estrelas eram esplendorosas e viviam de forma tentadora e espectacular. Também me senti a querer viver não como num palco mas como num écran.
O cinema e a televisão, que continuam a ser poderosos meios de influência, dão uma visão superficial da realidade. Por isso, compreendo que não só é necessário mudar constantemente a nossa ideia do mundo que nos cerca e do que está mais longe (embora nenhum mundo esteja longe nem mesmo a Lua ou Marte), como concentrarmo-nos no aprofundamento da própria visão para que se torne penetrante e nos dê a sabedoria.
Agradeço ao Vicente Mais ou Menos por me ajudar a pensar neste tema e também aos mestres budistas que se não cansam de chamar a atenção para a necessidade destas reflexões.

De Zilda Cardoso a 28.11.2010 às 13:35

Gostava de publicar parte do seu último comentário, não todo, porque parece estimular a preguiça. E não queremos ou queremos? O 1º parágrafo está optimo.Não sei se sei fazer isso. Não que voltar a enviar-me só o 1º?

De Zilda Cardoso a 29.11.2010 às 08:04

Vicente Mais ou Menos, não consegui publicar o artigo censurado. Aparece-me como aprovado, mas não está publicado. Há-de haver outra forma que eu não sei.

De Zilda Cardoso a 29.11.2010 às 13:20

Isto é parte do comentário de Vicente Mais ou Menos de Souza, ilustre cidadão deste país apesar do seu estranho nome de família, que teve a amabilidade de censurar o seu próprio texto e de mo enviar por email para que eu o pudesse copiar e publicar.
"Albert Cossery - (Cairo, 1913–2008) foi um escritor egípcio em língua francesa. Conhecido como «o Voltaire do Nilo», foi considerado um mestre do escárnio e também um profeta do prazer e da preguiça. Desde 1951 habitava o mesmo quarto do hotel La Louisiane situado no coração de Saint-Germain-des-Prés, em Paris. Foi amigo de escritores como Boris Vian, Jean Genet, Henry Miller e Albert Camus, sendo admirado por todos eles.
"Nunca desejei ter um belo carro ou qualquer outra coisa a não ser eu mesmo. Posso ir para a rua com as mãos nos bolsos e sinto-me um príncipe." Albert Cossery
"Não fazer nada é uma atividade interior; não é preguiça, é reflexão." Albert Cossery
"Dei-me sempre com pessoas que têm uma concepção original da vida, que não se deixam levar pelo que lêem nos jornais, sabendo muito bem ler nas entrelinhas. Tais pessoas são felizes. Eu fui sempre feliz. Comigo só trago o bilhete de identidade, ou melhor, o cartão de residente. É o único cartão que trago na carteira, não tenho cartão de crédito nem livro de cheques, a vida é maravilhosa, mas é preciso uma pessoa saber desprender-se de tudo isso que desgraçadamente dá felicidade aos imbecis.» Albert Cossery – Magazine Littéraire

De Isabel Maia Jácome a 30.11.2010 às 12:31

Tal como Clossery diz que "Não fazer nada é uma actividade interior; não é preguiça, é reflexão.", Séneca há 2000 anos já defendia que o "ócio" era verdadeiro trabalho.
Como resultado desse ócio dedicado à reflexão, Séneca defendia precisamente a necessidade de cada um de nós cultivar a sua vida interior para aprender a verdadeira arte de viver e de morrer.
Com um certo humor e coragem, Clossery, na sua expressão actual de desprendimento relativamente à necessidade de correria aos bens de consumo e ao indispensável reconhecimento pelos outros, de certa forma, para mim, aproxima-se de Séneca...
Na nossa sociedade cultivamos cada vez maior número de dependências de bens materiais, a maioria supérfluos e até desnecessários e que nos distraem da verdadeira essência da vida - a reflexão como prática para a mudança necessária para o crescimento e desenvolvimento pessoal e para a busca do equilíbrio e da paz que todos necessitamos para nos sentirmos bem e felizes.
Como bem-estar gera bem-estar, equilíbrio gera equilíbrio, enfim "comportamento gera comportamento", se todos acreditássemos e reflectíssemos sobre o que Séneca e Clossery nos dizem, teríamos provavelmente um mundo melhor!
Os Monges Budistas, à sua maneira (que muito respeito e acredito) defendem também a busca do equilíbrio, do bem estar, da paz que se conquistam através do necessário caminho… um caminho de crescimento e desenvolvimento pessoal, através da meditação (e não só), prática que exige a capacidade de nos desligarmos deste turbilhão em que a sociedade nos induziu e viciou... e sem a qual teremos sérias dificuldades em recuperar o equilíbrio que todos de alguma forma, procuramos, na maioria das vezes, de forma errada… até por falta de orientação e… de reflexão!
Para mim têm razão no que defendem e acreditam Clossery, Séneca e os Mestres Budistas...
...cabe-nos a cada um de nós continuar estes caminhos de reflexão e entreajuda como forma de não ficarmos desanimadamente de braços cruzados ou caídos, a achar que tudo isto é utopia, idealismo e que nada podemos fazer.
Se conseguirmos ir mudando alguma coisa em nós poderemos ir mudando alguma coisa no mundo!...
... e nos pequenos gestos, se prova a vontade dessa mudança...
…como por exemplo no gesto da Zilda procurar dar lugar á Laurinda... o lugar que ela merece e que muitos de nós reconhecemos e agradecemos.
E quem fala da Laurinda, outros que, merecida e atempadamente possam dar o seu contributo, para reactivar a esperança a este país e a este mundo.
Bem precisamos.
Abraço forte
Isabel

De Maria João Brito de Sousa a 30.11.2010 às 11:31

Bom dia Zilda! :)
Os livros ainda não chegaram e eu vim fazer-lhe uma visita através da nossa amiga Isabel Maia Jácome que a referenciou entre os blogs dos seus amigos online.
Sorri assim que vi o título deste seu post... as palavras não são as mesmas nem têm o mesmo conteúdo semântico, mas fizeram-me lembrar um poema que publiquei, há meses, no Montanhas e que se chama; Tocar, sondar, pressentir...
Um enorme abraço e tenha um bom coração! :)

De Zilda Cardoso a 30.11.2010 às 14:40

Estamos muito influenciados por aquele best-seller americano - comer orar amar, mais ou menos isso. Não faz mal. provavelmente é um bom livro. Fiz-lhe um pedido no s/blog.
Obrigada

De Laurinda Alves a 30.11.2010 às 19:46

Querida Zilda, morro de embaraço (mas também de gratidão e alegria) por este seu post e todos os comentários e comentários aos comentários... Ai meu Deus! Obrigada. Grande presente de anos, este ano!! Obrigada a si e a todos. Um abraço a cada um :)

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