
(O Sol há-de voltar)
Vale a pena ler os artigos de Vasco Pulido Valente das sextas-feiras no Público. Quase sempre são certeiras as suas opiniões e expressivas e talvez fundamentadas e, embora venham de um tipo, ao que parece, maldisposto em permanência, são tremendamente divertidas.
Este que ele intitula “O espectáculo da pobreza” é típico do seu género. Infelizmente é muito provável que tenha razão: a coisa parece grave.
Como se pode escolher um de entre estes três candidatos à liderança do PSD?
Qual deles é óptimo, qual deles é bom, qual deles é menos mau? Ninguém ficará a saber pelo que mostram, pelo que dizem, pelo que fizeram e fazem e, muito menos, pelo que se diz deles.
Costumo, nestes momentos importantes, analisar com especial cuidado as feições e as expressões, as atitudes, as maneiras de estar, de falar e de rir, de vestir,… Foi o que fiz, é o que tenho feito: o resultado não é animador.
É claro que preferia, que preferíamos que fossem heróis de qualquer coisa e, por isso, merecedores da nossa confiança ou pelo menos da nossa esperança.
E não é que não seja comum não ver essas coisas boas a olho desnu. Em geral, as más vêem-se rapidamente.
Acredito, ao invés de Vasco Pulido Valente, que o PSD tem alguma coisa a dizer ao país e o país espera ainda coisas valiosas do PSD. Porém, neste momento, admito com ele que “esta campanha parece uma procissão de defuntos”. Que diabo: uma procissão de defuntos, de frivolidades e de inexactidões! Prefiro que não esteja a acontecer.
Há outra frase no artigo, todo ele cheio de humor, que muito me divertiu: “Como lhes passou pela cabeça que estavam preparados para mandar em Portugal é um puro mistério”.
Qual renovará, qual romperá, qual conservará?
“Quem os quer?” pergunta ainda Pulido Valente.
Eu pergunto: o espectáculo é para rir ou para chorar? Ou é para arrasar?