A Assembleia Geral das Nações Unidas em 1959, depois de vários considerandos, proclamou e adoptou a Declaração dos Direitos da Criança de 1924 com vista a “uma infância feliz e ao gozo, para bem da criança e da sociedade, dos direitos e liberdades aqui estabelecidos e com vista a chamar a atenção dos pais, enquanto homens e mulheres, das organizações voluntárias, autoridades locais e Governos nacionais, para o reconhecimento dos direitos e para a necessidade de se empenharem na respectiva aplicação através de medidas legislativas ou outras progressivamente tomadas de acordo com dez princípios".
Todos conhecem esses princípios, mas vale a pena recordá-los.
Foi assim a semana passada na Póvoa, no acontecimento literário Correntes d’Escritas: houve um prémio para livro infantil, foram ditos poemas no palco por crianças e foram lidos e lembrados esses direitos.
Mónica Baldaque esteve no dia de abertura do “encontro de escritas e de escritores” a falar e a homenagear a sua mãe, Agustina Bessa-Luís. E dela cita: “O infinito cabe num dedal de terra; as mais belas histórias são articuladas na dimensão da infância, quando tudo parece imenso e é pequeno”.

Um livro para crianças “Dentes de Rato”, de memórias, está a ser preparado para reedição tal como toda a obra de sua mãe, confidenciou-me Mónica Baldaque. Este é agora inteiramente e profusamente ilustrado pela pintora, é a diferença, mas já havia, pelo menos um outro livro infantil “Vento, Areia e Amoras” com belas ilustrações suas.
No seu atelier, que começo agora a frequentar, toda a gente adora a pintura de Mónica e está ansiosa pela apresentação do “dentes de rato” totalmente renovado.