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meditação 2

por Zilda Cardoso, em 24.01.10

 

Pela meditação… que se faz com bons resultados numa posição correcta e confortável do corpo, se possível, na posição tradicional que todos conhecem, prestando atenção à nossa respiração, por exemplo, ou à contagem de cada inspiração e/ou de cada expiração, ou a um objecto qualquer em que se fixa o olhar.

 

 

 

 

O importante é ser capaz de pôr de lado os pensamentos emotivos que surgem a todo o instante e voltar à respiração; sem deixar de estar atento ao mundo que nos rodeia, porém, mais uma vez, não permitindo que ele nos perturbe.

 

E talvez nos demos conta num certo momento de um espaço especial entre os pensamentos. Poderá ser este espaço um momento de iluminação? Para alcançar o nirvana, temos que deixar que a luz ou o conhecimento nos penetre e ilumine, afastando a ignorância que nos faz sofrer.

 

Carlos Quintas falou da sucessão dos acontecimentos quotidianos como um sonho (muitos de nós não sabem que estão a viver um sonho); da realidade como alguma coisa que não está a acontecer; da vida ou do mundo como um infinito ou como um rio que não se conhece onde começou nem onde vai acabar, um rio que não é uma entidade mas aquilo que flui, que é diferente a todo o momento.

 

Falou da consciência como inseparável do corpo…

E entrou por caminhos complicados para explicar o que não pudemos facilmente entender. Surgiram muitas dúvidas.

 

Para já, nem a ciência nem a espiritualidade nos fazem compreender o mundo.

 

 

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publicado às 17:24


18 comentários

De Isabel Maia Jácome da Costa a 25.01.2010 às 00:38

Zilda
Obrigada pelo conteúdo do seu blog.
Este mundo virtual ainda me faz reflectir quanto à sua utilização. Não é um mundo onde me sinta à vontade. É um mundo onde me sinto estranha e talvez por isso, muito pouco interventiva.
De qualquer forma, venho aqui. E gosto.
Conheci o seu Blog através da leitura do Blog da Laurinda Alves... a Laurinda que procuro continuar a ler desde que terminou a XIS, a Laurinda que gosto de acompanhar... a Laurinda que nos acompanha há tantos anos permitindo-nos reflexões importantes sobre coisas simples... e complexas.
Assim fui catapultada para o seu Blog...
Leio aquilo que escreve e gosto. Muito.
Claro que a minha opinião vale o que vale... mas a intenção não é de avaliação. É de agradecimento!
Obrigada pelas reflexões que nos proporciona. Obrigada pela forma como escreve.
Obrigada, sempre.
Isabel Jácome

De Zilda Cardoso a 25.01.2010 às 08:42

Agradeço também as suas tão simpáticas palavras.
A Laurinda é uma pessoa excepcional de quem me orgulho de ser amiga.
A minha intenção é reflectir e levar os que me lêem a reflectir sobre temas que não são o "gossip" diário e que não leva a nenhum lado.
Dê tb a s/opinião sobre o que a preocupa. Gostava muito que partilhasse connosco as suas reflexões.

De Isabel Jácome da Costa a 25.01.2010 às 22:30

Zilda...
...desculpe... pegando nas suas palavras e como mote para ganhar coragem para experimentar soltar-me um pouco aqui começo por perguntar-lhe: o que é, ou pode ser, esse ""gossip" diário e que não leva a lado nenhum?"

..."gossip" foge-me ao meu léxico (sem ironia, mesmo. Não tenho vergonha de perguntar o que não sei ou não entendo e estou sempre desejosa de aprender...)

...depois,
..."não levar a lado nenhum"...
...é possivelmente uma das realidades que, aos 50, me perturba e "preocupa" sobremaneira....
...Esse tipo de consciência altamente perturbadora que não queremos ter... talvez por necessitarmos por um lado, "Acreditar" sempre em alguma coisa, por outro, de nos sentirmos sempre com, ou em alguma "direcção"!...

Confesso, ainda preciso de reflexão, organização, sistematização de todo o bulício interior que me transcende. Aos 50, repito, ainda tenho sérias dificuldades em digerir, entre muitas coisas, a intercepção entre o interior e o exterior... como se uma imaturidade, ou uma qualquer falha enzimática faça espumar, por vezes convulsivamente, uma amalgama de fluidos indefinidos que não sei se me envenenam ou se me desintoxicam.

...acho sinceramente que precisava de aprender a "Meditar"!... mesmo que esse caminho possa aparentemente ser para o vazio, ausência de pensamento, emoção...
...iluminação?...
...quem sabe as coisas maravilhosas que poderia descobrir, após esse estado tão difícil de alcançar, para alguém que, como eu vive em permanente desassossego?!?

Obrigada pela sua paciência
Sempre,
Isabel

De Zilda Cardoso a 26.01.2010 às 17:53

Começo por dizer-lhe que gostava muito de poder responder com clareza às suas perguntas,
(para isso precisava de saber incomensuravelmente mais sobre o tema). E gostava mesmo de saber dizer muito acerca da arte de viver que é para mim o precioso ensinamento budista.
Quando falo em "gossip" quero dizer tagarelice que quase sempre inclui mexerico e não leva a lado nenhum porque se não baseia em nada reflectido ou de que se tenha conhecimento que não seja superficial. E isso rouba-nos espaço e disposição para criar alguma coisa útil e interessante para alguém. Por isso, é desperdício.
Pelo que entendi dos pensamentos budistas, a meditação de alguns minutos permite quebrar a cadeia dos pensamentos que nos preocupam, que provocam agitação interior e se encadeiam uns nos outros sem fim. Naturalmente, sentimo-nos mais livres e abertos nesses momentos. Com certeza, sentimo-nos em paz nesse pequeno período. Depois voltámos à agitação.
Porém, ficámos a saber o que será a paz e a serenidade interior a que aspiramos; e que nos é possível alcançá-la porque conhecemos agora as circunstâncias que a provocam. Talvez compreendamos a “verdadeira natureza das coisas”, isto é, o que elas são antes que as “nossas fabricações mentais” se sobreponham e as modifiquem.
Vale a pena estudar estes pensamentos e experimentar as práticas aconselhadas. Temos tudo a ganhar, desde que o adaptemos à nossa cultura - tanto quanto possível.

De Isabel Maia Jácome da Costa a 26.01.2010 às 23:39

Obrigada, Zilda. Pela sua paciência, delicadeza e cuidado.
Apesar do bulício, também conheço alguns momentos de paz... e quero acreditar no ecumenismo das religiões, sem fundamentalismos e sem espíritos vendados.
Gostava particularmente de conseguir fazer uma adaptação realista do Budismo à nossa realidade. Mas precisava ter coragem para "ter tempo". Para me dedicar. Para me esvaziar primeiro e depois "ganhar" o espaço dessas aprendizagens.
Depois... pô-las em prática. Partilhá-las também. Não teoricamente, mas como experiência vivida. Só assim vale realmente a pena.
Se calhar, já me estou a alongar demais... mas confesso que me tem entusiasmado esta troca de palavras.
Sempre,
Isabel

De Zilda Cardoso a 28.01.2010 às 17:15

Faça isso, por favor. Gostará de ler um livro que já tenho recomendado de Matthieu Ricard - "Plaidoyer pour le bonheur"- pocket Évolution NiL éditions. Ricard é filho de um filósofo francês muito conceituado Jean-François Revel e é doutor em biologia molecular. Abandonou uma carreira promissora como cientista para se dedicar ao budismo. Converteu-se e é monge. Escreve, faz fotografia, acompanha o Dalai -Lama e é tradutor. Uma vida muito interessante.
Pode ajudar-nos a disciplinar os n/pensamentos.

De Isabel Maia Jácome da Costa a 28.01.2010 às 22:09

Mais uma vez muito obrigada. Reterei a recomendação que me fez.
Sempre,
Isabel

De João Nuno a 25.01.2010 às 01:03

É bom ler a Zilda em tempos de dias cheios. E gosto. Gosto muito.
Espero nesta semana encontrar tempo e lugar para meditar com paz.
Um abraço
João Nuno
http://joaonunomb.spaceblog.com.br

De Zilda Cardoso a 25.01.2010 às 08:48

Fui visitar o s/blogue que aprecio muito.
Há sempre uns minutos em cada dia para meditar com paz. O tempo fabrica-se com não sei que materiais, parece-me que nascem da n/vontade.
Tente sempre.
Obrigada pela vontade de sonhar que me deixou a leitura do s/mais recente texto no blogue.

De Marcolino - Passatempo a 25.01.2010 às 01:28

Olá Zilda!
Regressei agora de um dia de férias que dei à minha postura diária aqui por casa!
Fui convidado a passear pelas Praias do Sado. Caminhei pelas belas praias da Comporta, descalço, molhando os pés na espuma das pequeninas ondas, que se espraiavam à minha frente, como que me convidando, dentro de um Conto de Fadas, a caminhar sbre elas.
Fui cedo. Estava fresco demais. Mas, assim que puder, lá regressarei mas, levarei calções de banho e não calças de ganga. O Rei Sol ali se estreou neste final de Janeiro. As águas, essas, estavam clarinhas, bem transparentes o que lhes conferia aquela tonalidade azulada nas partes mais fundas. A meio da tarde fomos lanchar a Troia, para regressarmos a Lisboa usando um velho Ferry até Setúbal, pelo estuário do Sado, e dali até Lisboa, via Ponte Vasco da Gama.
Olhe, foi bom demais...!
Parabéns por esta bela foto minimalista, de um serenissimo pôr-do-sol que convida « a pôr de lado os pensamentos emotivos que surgem a todo o instante e voltar à respiração»
Uma boa e santa noite!
Marcolino

De Zilda Cardoso a 25.01.2010 às 08:35

Espero que tenha milhões de dias tão perfeitos como este. Há lugares maravilhosos e há disposições boas para tirar proveito deles. Quando é assim, quando se juntam os dois estados, que bom é viver!

De Nucha a 29.01.2010 às 14:54

Zilda,
Permite-me um comentário para o Marcolino?
Marcolino,
Se me permite vou aqui fazer uma ressalva que só perceberá quem mora em Setúbal.
Quando escreve Praias do Sado com maiúsculas está a referir-se a uma terra deste lado de Setúbal.
Já a Comporta e praias afins são na Península de Tróia.
Mas estes ferries verdes são novos...usados mas como se fossem novos porque os velhos já eram.
Eu não sou setubalense mas mora cá há muitos anos mas se os setubalenses o ouvissem...
Abraço,
Nucha

De Marcolino - Passatempo a 29.01.2010 às 17:24

Olá Nucha!
Quando conto qualquer coisa, a titulo de comentário ou mesmo em desabafo, nunca poderei ir ao pormenor, não só porque este espaço não me pertence, mas também porque me tornaria «chatinho».
Conheço essa zona, onde fiz campismo selvagem em Troia, desde quase os meus 13 anitos, isto é, 1955.
A primeira vez que fui a Troia, fui convicto de que iria encontrar os despojos do velho guerreiro Ulisses... Deveria ter escrito praias do Sado especificando em qual das margens se tem feito praia, há décadas...
A Comporta, deixou de ser um lugarejo piscatório e tornou-se uma zona cosmopolita, quiçá «Jet Set».
Eu e o meu velho amigo, e companheiro de estudos, já falecido, Raul Durão, encontravamo-nos, muitas vezes por aí, e pela zona do Meco.
Nomeei «Velho Ferry» porque sempre assim tratei, com este carinho, aquele tipo de transporte. Pintados de fresco ou não, a meu ver e sentir ainda são os velhos e nostálgicos Ferry.
Em 1966, salvo o erro e omissão, comprei em Troia, um pequeno apartamento, ainda estava eu em Angola a trabalhar. Vendi-o em 1971, dois anos antes de me casar, porque já estava a dar despesa a mais, sem lhe dar o devido uso, durante o ano.
Tenho grandes amigos, de longa data, em Setubal, muitos deles tão ou mesmo mais velhotes que eu. Setúbal sempre teve lindissimas mulheres, tal como sempre aconteceu com Almada. Palavra de homem!
Além disso em Setubal sempre existiu um licor com um nome «exótico» mas de um sabor muitissimo peculiar. Há muitissimos anos que não o saboreio, nem sei se ainda existe. Sabe a que licor me refiro?!
Depois ainda há o Choco Frito, Lulas Grelhadas, peixe fresco para grelhar, Sardinhas Assadas, bom vinho, em fim uma ementa convidativa a um belo passeio.
Não me recordo do nome, mas ainda existe, ou existiu, um enorme restaurante numa espécie de armazém requalificado, onde se come até «cair para o lado», principalmente Caldeirada de Peixe, e a prêço único.
Portinho da Arrábida era outro dos locais frequentado por mim e pelos meus pais.
Sezimbra sempre foi um local de eleição para meus pais onde chegaram a ter uma vivenda na zona antiga de Santana. Foi vendida ainda em vida do meu pai.
Acho bem que defenda com unhas e dentes Setúbal, a sua terra actual, porque também defendo, da mesma forma, a terra onde vivo desde 1970, Santo Antonio dos Cavaleiros.
Olhe, Nucha, como vai o sei pai?
Abraço
Marcolino

De Nucha a 30.01.2010 às 18:03

Zilda,
Mais uma vez permissão para usar esta sala de estar tão acolhedora e responder ao Marcolino.
Fico feliz por conhecer bem esta zona. Infelizmente a cidade não está bonita mas tem coisas incontornáveis como esta Baía e a Serra e a Península de Tróia. Compreendo-o bem quando fala na castiça Comporta que se tornou um templo cosmopolita (?) e deixou de ter a graça e fazer jus ao bom nome que tinha no que respeita à sua culinária e aos petiscos. Os tascos que continuam tascos têm preços absurdos e de péssima qualidade..é o que temos, não é o que merecemos...
Obrigada por se lembrar do meu pai. Está já em casa o que me deixa mas aliviada ...
Grande Abraço.
Para si Zilda um excelente fim de semana.
Depois da meditação tente o Yoga...
Nucha

De Isabel Maia Jácome da Costa a 25.01.2010 às 23:06

Já agora, Zilda... e ainda no empolganço destas novas lides, ao avançar na leitura dos comentários, a Zilda catapultou-me por sua vez para o texto do "Nuno"...
...que bonito!...
...sabe? Estou contente.
Obrigada mais uma vez.
Isabel

De Alice Cardoso a 26.01.2010 às 20:08

Avó,
Concordo consigo e especialmente, adorei a ultima frase... Acho que cada vez menos compreendemos o mundo, apesar da ciência progredir, as dúvidas e as questões surgem cada vez mais..
Já experimentei meditar e achei mesmo dificil abestrair-me dos meus pensamentos e dos barulhos lá de fora. Mas acredito que faz bem a qualquer um, "livrarmo-nos" deste mundo por alguns minutos...
Beijinho grande

De PU-JIE a 27.01.2010 às 12:20

Há pessoas que nos falam e nem as escutamos; há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossa vida e nos marcam para sempre.

que fantástica surpresa descobrir este refrescante e tranquilo blogue e que bonita fotografia da autora.

PU-JIE sendo estrangeiro, não resiste a enviar um piropo à Zilda, mas é decente e de tipo frutícula: "Que pêssega"!

De Marta M a 30.01.2010 às 20:19

Zilda.
Tenho encontrado muita paz na pratica da meditação edo yoga. Tal serenar interiro ajuda-me a ter mais disponibilidade emocionale mental e, nesse processo (lento), tenho entendido melhor a mim e ao mundo.
Recomendo.
Bom fim de semana
Marta M

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