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"Une bulle sur l'eau" ou um cogumelo na floresta

por Zilda Cardoso, em 05.12.09

 

Deixem que transcreva aqui alguns pequenos textos do livro de Matthieu Ricard PLAIDOYER POUR LE BONHEUR a propósito de tempo.

Ele próprio cita Séneca que diz que "não é o caso de dispormos de muito pouco tempo, é antes que... perdemos muito tempo".
"O tempo é comparável a um fino pó de ouro que deixássemos escapar distraidamente entre os dedos sem mesmo nos apercebermos. Se for bem utilizado, torna-se a "navette" (ou a lançadeira) que fazemos correr entre os fios dos dias para urdir o tecido da vida. É pois essencial para a conquista da felicidade, tomar consciência de que o tempo é o nosso bem mais precioso. Sem causar dificuldades a ninguém, é preciso ter força de espírito suficiente para não ceder à vozinha que nos sussurra que façamos incessantes concessões às exigências da vida quotidiana. Por que hesitar em fazer tábua rasa do supérfluo? Que vantagem há em consagrar-se ao superficial e ao inútil?"
“Se não cessarmos de adiar para mais tarde o essencial e nos deixarmos apanhar na cilada dos constrangimentos incoerentes da sociedade, seremos sempre perdedores.”
“O aborrecimento é o mal daqueles para quem o tempo não tem valor.” “Aquele que entende o inestimável valor do tempo, aproveita cada instante de descanso nas actividades quotidianas e as estimulações exteriores para apreciar com delícia a serenidade do instante. Ele ignora o aborrecimento…”.
“Quer nos encontremos num estado de descontracção ou de concentração, de tranquilidade ou de actividade intensa, em quaisquer circunstâncias, é preciso apreciar o tempo no seu justo valor”.
“Para vivermos harmoniosamente a nossa relação com o tempo, devemos cultivar um certo número de qualidades. A vigilância permite vigiar a passagem do tempo, não o deixar fugir sem nos apercebermos disso. A motivação justa é o que dá cor ao tempo e lhe dá valor. A diligência, o que permite utilizá-lo bem, com conhecimento de causa. A liberdade interior evita que ele seja monopolizado por emoções perturbadoras. Deste modo, cada dia, cada hora, cada segundo é como uma flecha que voa na direcção do alvo. O bom momento para começar é agora.

 

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publicado às 15:29


6 comentários

De Marcolino - Passatempo a 05.12.2009 às 18:04

Zilda,
Se me der conta, que em minha vida passada, existiu um Tempo, dar-me-ei conta, mais tarde, que deixei de viver o meu Tempo Presente, como se fosse uma peça, de um jogo de encaixe, devidamente colocada em seu lugar, logo após, o outro Tempo, ter passado por mim.
Marcolino

De Zilda Cardoso a 05.12.2009 às 20:37

Quer dizer: o Tempo passa, deixa de ser presente passa a passado, naturalmente. Está no seu lugar noutro tempo, como se fosse noutro lugar. Devidamente esquecido. Quase como se já não tivesse nada a ver comigo. Ou muito pouco. Faz parte do m/passado, já foi vivido, não me importa mais, senão vaga memória. Ou se calhar sem deixar memória. É isso?

De Marcolino - Passatempo a 06.12.2009 às 11:37

É mais ou menos isso, mas está no caminho certo!
Bom e santo Domingo
Marcolino

De pmvs a 05.12.2009 às 22:33

muito bom ... obrigado por nos relembrar !

De MCA a 21.12.2009 às 13:29

Boa tarde Zilda,
que bonito este Post, que mágica a primeira passagem. Queira Deus que eu consiga tomar essa"navette" nas minhas mãos e tecer os fios da vida de forma delicada, colorida e consistente. Obrigada.
Maria do Carmo Almeida

De Zilda Cardoso a 21.12.2009 às 16:10

Muito obrigada, MCA. É de certeza capaz, visto que quer.
O tecido da vida nós o tecemos com o tempo... que é de facto um bem precioso. Se soubermos fazê-lo, se dermos importância ao que é importante, teremos sempre tempo com valor, não o deixaremos fugir. E não nos deixaremos dominar por emoções perturbadoras, caminharemos sempre no sentido da felicidade que pretendemos conquistar.

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