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Estou encarregada da minha vida!

por Zilda Cardoso, em 14.11.09

 

 

Você está incumbido de viver a sua própria vida!
Li isto algures e fiquei a repetir, a repetir. A reflectir.
Claro que ninguém pode viver a minha vida e portanto eu tenho que a viver. Depende de mim vivê-la a meu gosto. Vivê-la bem e de bem com os outros, com os que constituem comigo o mundo.
Eu é que decido o que fazer com as informações que me são dadas, li também no mesmo escrito. As pessoas podem dar-me os esclarecimentos que quiserem, mas eu decido se os aceito ou não. Se me servem ou não. Se acredito.
 
 
 
Com isto, sinto-me de tal modo responsável por mim, tantas decisões a tomar, tantas coisas em que estou envolvida. E interrogo-me: Como poderei mudar o que para mim não funciona? 
No entanto, sei agora que não quero ser um exemplo do que a humanidade pode atingir com pensamentos positivos. Não quero. E não acredito que esteja encarregada de tudo, inteiramente responsável pelas mínimas e pelas grandes decisões que tomar, não creio saber sempre o que hei-de fazer. E não julgo poder não ter dificuldades, poder gostar de tudo mesmo daquilo que acontece comigo.
A minha grande decisão é esta:  quero depender de Alguém.
Sozinha não.
                                                  

 

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publicado às 19:34


11 comentários

De Joana Freudenthal a 14.11.2009 às 20:49

Zilda,

Fala de Deus? É muito bom depender dEle! Isto é, deixar que Ele se encarregue da nossa vida.
Assim eu conseguisse pô-lo sempre em prática!...

Beijinhos.
Joana

De Zilda Cardoso a 15.11.2009 às 17:24

Sabe, Joana, às vezes estou tão cansada de comandar a m/vida, de me responsabilizar, de decidir, etc. etc. que preferia dar um grito de libertação que me deixasse dependente. Gostava de sentir por perto um Pai Especial que soubesse sempre tudo e me aconselhasse sem falhas, em quem repousasse, a quem amasse...
Mas não vai acontecer isso, por mais inquietante que esta constatação seja para mim. Então o melhor é continuar a gerir a m/vida como souber, a responsabilizar-me pelo que faço e levo os outros a fazer, porque é para isso que estou cá.
O que não quero é esquecer que, se sou obrigada a viver a m/vida, devo vivê-la a m/ gosto, com os outros. Por muito difícil que seja.
Um grande abraço.

De Augusto Küttner de Magalhães a 15.11.2009 às 01:22

Cara Zilda

Mais um interessante post, que dá muito que pensar.

Gostei, uma vez mais.

Um forte abraço

(vou pensando)

Augusto

De cabecilha flipado e companhia a 15.11.2009 às 15:46

ganda foto... ele depende... e não se rala :)))

De Zilda Cardoso a 15.11.2009 às 17:38

Pois não. Ele não tem alternativa. Ele não conhece grande coisa do mundo, conhece apenas alguma coisa. Mas não se deu conta de vazios morais, falta de referências, jogos mediáticos, referendos, estados de direito, questões políticas, escutas, segredos de justiça... Casos e casos que por um lado são descontínuos e por outro são contínuos - os problemas são sempre os mesmos, as histórias têm episódios diferentes e diversos títulos. Terminam todas da mesma maneira, isto é, na gaveta. Continuaremos a ser um país adiado? Ou o erro é a ligação de casos que começam por não ser políticos c/ política? E depois se percebe que são os jornais a lutar por um lugar ao sol, dando relevo e politizando o que não era suposto ser política?

De Sara a 18.11.2009 às 06:56

Cara Zilda,
Deixe-o aproveitar (o curtíssimo!!!) tempo em que ele ainda pode viver descontraído sem preocupacoes, o tempo em que ainda apenas se tem que preocupar com as brincadeiras, os jogos, os desenhos, o divertir-se com a Avó... A infancia passa tao depressa. E tempo para preocupacoes e consumicoes vai ele ter de sobra quando crescer!!! Ou nao é verdade?

Desejo-lhe um dia bom!

Um abraco, Sara

P.S: Tenho sentido a falta das suas visitas e do Amigo Augusto ao meu blog...

De CC a 15.11.2009 às 18:04

Olá Zilda,

Quando li este seu texto pensei: "se estou a perceber bem não posso concordar com a Zilda"

Depois, na resposta ao comentário da Joana Freudenthal percebi melhor e até concordo.

Já tenho sentido muitas vezes o peso da responsabilidade de ter que carregar a minha vida, e, isto não significa desistir dela, significa apenas descansar um pouco.
Às vezes sabia-me bem aliviar os ombros passar para os outros essa condução (mas que grande amiga que eu era deles?!), mas sei que isso não é possível e no fundo bem no fundo acho que não quero.
A vida é minha, Deus dá-me toda a liberdade para a viver conforme eu quiser, serei tão ou mais feliz quanto o que eu fizer com ela.
Mas compreendo-a, tomar decisões cansa.

De Zilda Cardoso a 15.11.2009 às 20:10

CC, boa tarde!
Gosto de a ter por cá.
Aquilo é um desabafo, nenhuma de nós gosta de depender. É também um cansaço.
Ainda bem que leu o m/comentário.






Até à vista!

De Zilda Cardoso a 19.11.2009 às 07:57

CC peço-lhe que entre em contacto comigo, queria falar-lhe sobre o assunto da apresentação.

De Marcolino a 16.11.2009 às 18:28

Olá, Zilda!

Estou de regresso aos vossos blogues não só para me deliciar com os vossos escritos, mas também para aprender o muito que ainda há para ser ensinado!

A Zilda escreveu, «Você está incumbido de viver a sua própria vida!». Comentarei que é a única Missão importante das nossas vidas..., e se não formos nós, quem será então...?!

Abraço
Marcolino

De Augusto Küttner de Magalhães a 19.11.2009 às 23:23

Evidente Zilda:

- A minha grande decisão é esta: quero depender de Alguém.
Sozinha não.


Mas:

- Você está incumbido de viver a sua própria vida!
E
- Claro que ninguém pode viver a minha vida e portanto eu tenho que a viver. Depende de mim vivê-la a meu gosto. Vivê-la bem e de bem com os outros, com os que constituem comigo o mundo.
Estava a relectir sobre isto.......

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