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Demorei alguns anos a descobrir...

por Zilda Cardoso, em 07.06.09

 

 

A maioria das mulheres que ocupam lugares importantes na vida pública ou na privada, lugares que antes eram ocupados por homens, têm seguido os modelos masculinos.

"Os homens foram sempre a referência das mulheres", diz Carla Pinto.

Eu tinha pensado ser possível que as mulheres criassem novos modelos de comportamento, menos duros, menos "políticos", mais solidários... Pensei que seguiriam diferentes princípios, adoptariam outros valores.

Não aconteceu e o mundo não melhorou: outros e mais graves problemas se apresentaram.

Estranhamente, neste período de crises múltiplas, surgem ou eu conheço mulheres que adoptaram um estilo de vida que as aproxima do que sejam pessoas independentes, que acreditam nelas próprias... nas suas capacidades, que sabem o que querem, que estudam e trabalham e empreendem e inovam. E que conservaram uma faculdade e uma qualidade de sentir que as leva a reagir com afectividade aos estímulos do que as rodeia.

Ao encontrar-me recentemente com Carla Pinto, com Sofia Freudenthal, com Laurinda Alves e com tantas outras voltei atrás no meu pensamento  sobre a impossibilidade de melhorar o mundo. Elas não são maioria como será necessário, mas poderão vir a ser. 

 

 

 

Porque olho a suavidade do olhar de Carla Pinto, a sua atitude serena, oiço as palavras inteligentes sobre o que entende por solidariedade, tomo conhecimento do trabalho criativo que realiza na sua empresa inovadora e não tenho dúvida: é possível transformar o mundo.

Já que os homens não foram capazes, serão as mulheres a fazer dele uma espécie de lar onde vai ser bom viver.

 

(Falarei amanhã da empresa de confecções com tecidos africanos que Carla Pinto criou em Moçambique)

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publicado às 09:57


13 comentários

De Marcolino Duarte Osorio a 07.06.2009 às 22:53

Olá, Zilda!

Quando o nosso Mundo é limitado, por nós, apenas pelas fronteiras da Rua em que moramos, e nela fazemos Vida, outros valores existentes, além do nosso, passam desapercebidos.

Mulheres Lider, de rosto a descoberto, ou atrás de um homem, está a história recheada.

Ao longo da minha existencia, tenho conhecido, e lidado, comMulheres tão ou mais inteligentes que eu. E sei quando o são mais, porque sinto, e vejo, pelas suas atitudes, tomadas de posição, e sobriedade de pensamento, que o são na realidade. Respeito suas tomadas de posição, e sigo-as quando é caso disso, sob que aspecto fôr, porque é do meu interêsse!

Portugal está recheado de Mulheres com espirito empreendedor e espirito líder, como qualquer Ser Humano. Maria de Lurdes Pintasilgo, apenas um singelo exemplo, entre centenas, ou mesmo milhares...!

Uma Feirante não tem que ser Empreendedora e de espirito Lider? É uma questão de valorizarmos todas as Mulheres e não só uma "casta"!

Nem todos nós nascemos com esses dois Dons. Deus lá sabe aquilo que anda a fazer.

Graças a Deus, meus horizontes, nunca se confinaram atenas às fronteiras do meu quintal!

Uma óptima semana para si, Zilda!

Marcolino

De Zilda Cardoso a 08.06.2009 às 06:36

Caro amigo, Marcolino
Acho que não fui compreendida por si. O que quis dizer foi que aquelas mulheres, que ultimamente conheci e que pertencem à geração que se segue à minha, conseguem ser empreendedoras, ter êxito na sua vida profissional e não ter perdido a sensibilidade a que era uso chamar feminina. Não atropelaram toda a gente para atingir o seu objectivo, conservaram a doçura do seu sorriso e o comportamento igualmente suave e adequado. Que tem isso a ver com os limites do quintal?

De Marcolino Duarte Osorio a 08.06.2009 às 11:45

Olá, Estimada Amiga Zilda!

As mnhas desculpas se não interpretei o seu pensamento, mas sim aquilo que escreveu.

Como assim?

Citando-a: «Já que os homens não foram capazes, serão as mulheres a fazer dele uma espécie de lar onde vai ser bom viver.»

O quotidiano cansa-nos. Quanto mais avançamos na idade fisica, mais se aclara e rejuvenesce a idade da Inteligência. Por isso tratamos os mais novos com mais doçura, por isso os olhamos interiormente, redescobrindo neles, aquilo que haviamos descoberto em nós, mas numa geração como a nossa, nascida nos finais da 2ª Guerra, educados por pais amedrontados, e aguerridos à viva força, que não acreditavam na Paz, obviamente, não nos valoraram a parte boa dentro de cada um dos seus descendentes, principalmente os machinhos.

Todos nós sonhamos com um Futuro melhor. Um Futuro sem guerras. Mas não foi aquilo que se viu durante a Guerra Fria. Foi também aquilo que os ex-adolescentes enfrentaram numa Guerra Além-Mar.

Eles indo para o combate sem saber ao que íam. Elas ficando por cá, sofrendo por antecipação, aquilo que poderia acontecer aos seus familiares, aos seus namorados, e aos seus maridos, aos pais dos seus filhotes de tenra idade.

Com a perca de tantos homens, deu-se por cá, mas em menor escala, o fenómeno muito parecido ao que aconteceu na União Soviética na Revolução do Proletariado, com milhões de mortos. As mulheres passaram a ser em maior número, passaram a ter que se virar por si mesmas, passaram a ter que fazer aquilo que era usual, por tradição, a ser feito pelos homens.

Mas há por aqui uma grande falha que vem por parte das Mulheres muito mamãs, cegamente mãezinhas: Instintivamente continuam a educar muito mal os seus machinhos e as suas femezitas..., nunca por nunca desenvolvendo aquilo a que chamamos Partilha. Mas a tal Partilha Comum, e não a partilha para "inglês ver". Partilha essa que começa em casa dos Educadores, para que os descendentes a transmitam como um acto, naturalmente natural!

Mas, acho eu, tudo isto vem do tradicionalismo cultural. Olhando a foto de Carla Pinto, ar serenissimo e extremamente simpático, preparando-se para investir em Moçambique, pergunto-me se é ou não de origem de Castas Indianas, idas para Moçambique na década de 50.

Digo isto porque tenho imensos conhecimentos, a nivel pessoal, de pessoas Indianas, nascidas em Moçambique. Elas e eles, são de uma alta qualidade inata para o negócio, além de um dom de Solidariedade e da Partilha, raramente visto entre os europeus.

Moçambique está bem mais desenvolvido que Angola. Também teve guerra fraticida. Só que, os países que a envolvem, são mais evoluidos do que aqueles que fazem fonteira com Angola.

Em Moçambique insvestiu-se na desminagem dos campos de batalha e terrenos circundantes as vilas e aldeias.

Em Angola, como é?!...

Desculpe, se a ofendi, com os "limites do meu quintal..."

Já agora, revelo-lhe que trabalhei em firmas Americanas e Sul Africanas. Quando, em 1969, resolvi ficar em Portugal definitivamente, integrei-me numa Multinacional Americana. Não obstante as minhas qualificações académicas, estava habituado, por tradição, a trabalhar no duro. Ajudei, com as minhas mãos, a erguer uma fábrica trabalando lado a lado com os operários, vestido de macacão igualzinho ao deles.

Por ter visto "lá fora" e usufruido também, insisti com os donos a construir vestiários, WC, e chuveiros distintos, para ambos os sexos. Uma bem dimensionada cozinha com fogões electricos. Um belissimo refeitório onde todos nós comiamos aquilo que de casa traziamos.

Segurança no trabalho? Estou a falar de 1969..., Luvas e capacetes os obriguei a usar, porque a isso fui habituado. Homens e mulheres aderiram num ápice porque dei o exemplo!

Não sabiam ler nem escrever. Semanalmente assinavam o Talão da féria com o indicador molhado na tinta azul do carimbador.

Três vezes por semana dava-lhes aulas de leitura, escrita e contas. Não sabiam o que me haviam de chamar: Era o menino deles e delas!

Por isso era, e ainda sou, porque os visito de vez em quando, quando posso, muito querido por todos. Na lápide da empresa, meu nome figura como o empregado número um.

Cumprimentos e um óptima semana!

Marcolino

De Zilda Cardoso a 08.06.2009 às 14:32

Compreendo que toda a s/experiência e saber alargaram a s/visão do mundo. E que gosta de partilhar tudo isso.
Os homens não são todos maus, as mulheres não são todas boas, eu calculo saber. Porém, é claro que se tudo fosse assim dividido e regulamentado, seria muito mais fácil viver.
O que desejamos é dirigentes que saibam dirigir, não digo, dirigentes que tomem conta de nós. Temos uma palavra a dizer, quanto à n/ vida. E temos que ter conhecimentos e experiências que nos dêem sabedoria. Até para saber escolher os governantes capazes de colocar o interesse comum acima do seu próprio. É só isto, apenas isto, porque o interesse comum, neste sentido, engloba o bem comum, a beleza comum, a sabedoria comum, a bondade e a solidariedade.
É bom que a s/vida sirva de exemplo, tenho muito gosto em divulgar o que nos dá dela.

De Marcolino Duarte Osorio a 08.06.2009 às 18:14

Olá, Zilda!

Grato pela sua paciente atenção! Também, como a Senhora, sempre desejei colaborar, obedecer, mas também ser escutado, não como um "is the master voice", mas com ideias próprias, apropriadas a cada situação. Nunca me dei mal com isso!

Tenho uma Vida a viver. Tenho o meu contributo a dar a todos. Faço parte de uma Sociedade dita Democrática. Também ausculto quem sabe mais do que eu, para poder fazer as minhas escolhas o mais acertadas possivel, já que, quem é mais votado é quem nos orientará, segundo as suas régias determinações, mesmo que não sejam do meu agrado pelas das minhas normas de vida. Tenho que obedecer. Por isso existe uma Constituição e as Leis Gerais que nos orientam para o melhor sentido. Por isso escolhemos Deputados, vozes de quem neles votou, esperançadas de que as coisas melhorem, não só no imediato, mas um pouco mais tarde, para os nosos vindouros poderem usufruir.

A nivel laboral, devo ter tido muitissima sorte, ou então sabia interpretar, muito bem, os regulamentos internos das Empresas, isto é, sabia obedecer, sem ser subserviente...

Passemos para um ambiente bem mais restrito: Numa famlia, seja que dimensão fôr, se não existirem normas de vida, normas de conduta, nem vontade de as cumprir, nem obediencia inteligente, temos o descalabro materializado. É dos livros...

Quanto às Mulheres mandarem a nivel Governamental, é só olhar lá para fora e ver que existiram grandes estadistas, usando saias. Olhe, ainda se recorda de Golda Meyr? Da Rainha Victória, dona de mais de meio mundo...?

Mulheres a mandar a nivel empresarial. Tive o previlégio de trabalhar sob as ordens de uma grande Empresária. Exigente, porque a barca era muito grande. Humana, porque trabalhavam para ela, seres humanos, centenas de pessoas de ambos os sexos. Nunca por nunca, nos fez cultivar a auto-hipervaloração, porque nunca quiz transformar, quem quer que fosse, em insubstituivel.

Sabia ouvir, quem ela desejava escutar, para tomadas de posição na sua estratégia empresarial. Era inteligentissima. Se tinha familia? Olhe, conheci os seus sete filhos. Têve-os como qualquer trabalhadora os tem. O seu marido, homem falsamente apagado, muitissimo discreto, ocupava o seu devido lugar, ajudando-a naquilo que ela lhe pedia, muito discretamente.

Esta Empresária, estava sempre em cima dos acontecimentos. Um dia entrei pelo seu gabinete com um relatório sucinto. Antes de expor o assunto foi directa ao tema: Marcolino, porquê a nossa penetração no mercado da zona "X" baixou tanto? Fiquei surpreendido com a pergunta. Ela ficou também surpreendida porque eu, sem saber que ela sabia do assunto, já havia detectado a situação, as causas e achado o remédio!

Leu o memorando. Fez duas ou tres perguntas. Manuscreveu no seu final "execute-se", e disse-me, para me incentivar: Confio em si; quanto tempo vamos levar a reconquistar terreno.

Respondi-lhe: As soon as possible!

Retorquio: How soon is soon...!!!

Uma boa e santa noite para si, Zilda!

Marcolino

De Augusto Küttner de Magalhães a 08.06.2009 às 12:57

Estou confuso ao ler este seu post. Não assumo que sejam só os homens que conseguiram fazer chegar o mundo ao mau estado em que se encontra! As mulheres, mais activa ou até muito passivamente também deram o seu contributo. Felizmente que sempre ao longo dos anos houve mulheres que não se deixarem e bem, dominar pelos machos! E em certas alturas houve e há mulheres que passarem à frente, para e por passar à frente – só! , agarrando os problemas de pior forma do que os homens o fizeram.
Penso que as mulheres têm mais capacidade para resolverem muitas, tantas situações, mas têm que o fazer diferentemente dos homens, para não se passar de um domínio da mulher pelo homem, para o inverso.
Sei que as mulheres têm uma tremenda capacidade de até nos suplantar, mas espero que não seja por aí, mas antes pela competência, pela capacidade e pelo humanismo….para não ser mais do mesmo…e por aí por certo que termos cada vez mais mulheres vencedoras não aos homens, mas com os homens de igual para igual…

De Zilda Cardoso a 08.06.2009 às 13:48

Claro que não foram só os homens, mas sabe tão bem como eu que elas tinham uma acção muito limitada fora das suas casas. E nunca chegavam ao topo de qualquer carreira, mesmo quando trabalhavam fora. E é fácil calcular que não era falta de inteligência. Parece que esta não distingue os sexos.
Não vou discutir o assunto: está ultrapassado. O que eu sonhei foi que, quando as mulheres chegassem ao lugares de chefia, o iam fazer de outra maneira, de um modo que iria modificar o mundo e torná-lo melhor.
Não desejo que as mulheres vençam os homens, mas que, não apenas governem bem a sua vida, mas também ajudem os outros a governá-la, no melhor sentido da palavra. Será esse o sentido da sua vida, será o sentido da vida de cada um de nós.

De Augusto Küttner de Magalhães a 08.06.2009 às 22:58

Como é evidente houve uma fase tremenda em que os homens ESTUPIDAMENTE - dominaram as mulheres, e ainda é o caso em alguns pontos do planeta. E não fiz o comentário anterior com qualquer intuito de “comprar uma discussão”, mas antes de esclrarecer, o que não havia bem entendido.
Mesmo hoje sabemos que uma mulher para chegar ao mesmo lugar de topo de um homem tem que lutar mais. Mas tdo está a mdar, e há mais mulheres nas Faculdades, e em muitos outros locais, têm capacidades que ultrapassam competente os homens.
Assim, o que se exige hoje é IGUALDADE EM TUDO, sem superiridades em função do genero!

De Romina Barreto a 08.06.2009 às 15:15

Querida Zilda,

De facto existe e parece que terá de existir sempre este abismo colossal entre homens e mulheres. É pena que assim seja. Mas também à semelhança da Zilda, acredito que é possível transformar o mundo. Também muitas vezes debruço-me sobre esta história de homens e mulheres e do lugar das mulheres no mundo e acho que estes tempos de conjuntura são mais do que propícios para que a Mulher mais do que nunca se mostre e se erga. Porque também acredito que o futuro é das Mulheres. Dêem-lhes tempo, espaço, deixem-nas falar e logo verão.
É claro que estou a falar de cor mas como sou uma teen de convicções inabaláveis acredito sempre e “tudo vale a pena quando a alma não é pequena.”
Abraço terno e eterno.

P.S: Também acho que a Laurinda é um exemplo disto, uma mulher vertical.

Romina Barreto

De Zilda Cardoso a 15.06.2009 às 18:02

Romina, querida
Há quanto tempo não sabia de si! E é tão refrescante ler as suas palavras. Obrigada por estar atenta e pela sua sabedoria, apesar de tão pouco tempo de vida vivida. A sua alma é já muito grande e o próprio Camões se teria apaixonado... apesar de isso ser fácil para ele. Dizem que estava sempre apaixonado, mas sabia escolher, o que significa que havia muitas mulheres a merecerem o seu amor.
Até sempre.

De Joana Freudenthal a 08.06.2009 às 18:04

;)
Obrigada, Zilda!

Um beijinho.
Joana

De CC a 09.06.2009 às 01:37

Zilda,
Concordo que as mulheres, grande parte das mulheres, não chegam a lugares de topo por razões que nada têm a ver com inteligência, de resto, isto já nem é discutível.
Mas, a luta pela igualdade entre homens e mulheres é qualquer coisa que não faz sentido para mim. Sim, faz sentido lutar por igualdade de oportunidades porque é de oportunidades (ou falta delas) que se trata, igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, entre pessoas de outras raças e outras religiões.
Eu não sou nem me sinto igual aos homens, vejo e sinto de forma diferente, sabemos que as mulheres tÊm uma maior resistência à dor fisica, porém, o homem tem mais resistÊncia fisica; a mulher gosta de ser cortejada, o homem gosta de conquistar; o homem gosta de pensar a estratégia e fazer um plano a mulher parte para a acção.
Uma vez, a falar com uma Directora de um estabelecimento prisional, ela referiu-me que as mulheres, quando entram na reclusão, não escondem o desespero, só querem é morrer, mas rápidamente se recompõem e rápidamente estão a controlar a vida familiar, sabem os horários escolares dos filhos, as consultas médicas, etc...o homem deixa de interagir extra muros.
Tudo isto para dizer que há lutas que não fazem qualquer sentido desde que se respeitem as diferenças de géneros. O problema é que muitas vezes essa falta de respeito existe dentro do próprio género, se calhar explica porque razão as mulheres em lugares de chefia a têm desiludido: é que nós as mulheres nem sempre respeitamos a nossa natureza e quando chegadas ao poder cometemos o mesmo tipo de erros que os homens. Li há alguns anos atrás que nos EUA as mulheres em lugares de chefia assediavam os subalternos...imitação de comportamento? Vingança?

Para a Carla Pinto desejo muitos sucessos em Moçambique, terra que me é muito querida.
Em 1979, 4 anos após a independÊncia, com 19 anos, fui para lá como cooperante. Não conhecia lá ninguém, as dificuldades eram muitas, não havia comida, os produtos não circulavam dentro do próprio país porque estava em guerra e os camiões eram saquedos, a insegurança era muita, mesmo assim, os dois anos que passei lá foram muito enriquecedores, inesqueciveis.

De Zilda Cardoso a 09.06.2009 às 08:13

Experiências como a sua, de África, aos 19 anos são enriquecedoras e modificam-nos para sempre.
Quando se fala em igualdade entre homens e mulheres, fala-se naturalmente em igualdade de direitos e de oportunidades. É evidente que hs. e ms. têm papéis diferentes na vida, a s/estrutura física é diferente e a s/mentalidade também. Mas as diferenças de mentalidade, ou melhor, de maneiras de pensar não serão devidas às diferenças nas ancestrais formas de viver e de se ocuparem? Havia tantas proibições exclusivas das ms., elas pouco podiam escolher, nem tinham direito de voto! Se tinham poder, era um cripto-poder que deixou de lhes interessar.
Repito que o que receio é que, seguindo os mesmos estudos e tendo as mesmas profissões, vão adquirir semelhantes qualidades e defeitos. Aquilo de eu gostaria, e seria certamente bom para todos, era que elas prosseguissem com a sensibilidade que sempre tiveram apesar de se ocuparem, e agora que se ocupam, com o mesmo tipo de trabalho. Ou então que espontâneamente escolhessem trabalhos que não alterassem a s/ maneira de pensar e de agir. Provavelmente isto não é possível, já que a sensibilidade delas resultou de uma vida de ressentimentos devidos a falta de reconhecimento do s/valor.
Gostei do que nos conta sobre ms. presidiárias, é muito interessante.
Muito obrigada pelas s/achegas, trata-se de um tema que me é caro, de que tratei sistematicamente durante anos, e a que volto de quando em vez, mesmo sem querer voltar a pensar nele.

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