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RANIA da Jordânia

por Zilda Cardoso, em 23.03.09

 

 

Rania, a Rainha, é uma mulher exemplar: jovem, bonita, elegante, educada, inteligente, sabedora dos assuntos de que se ocupa e de que fala com o maior à vontade.

Apreciei ouvi-la e vê-la, ler o que escreve e o que responde a um sem número de perguntas - sobre as suas actividades, sobre o seu país, sobre os árabes, sobre os conflitos mais persistentes, sobre o mundo em geral.

É extremamente sensata e usa uma enorme dignidade.

Procurei saber um pouco da sua vida.

Li que era de origem palestiniana, viveu com a família no Kuweit onde estudou. Emigrou para a Jordânia em 1990, quando o Iraque invadiu aquele país. Formou-se em administração de empresas. Foi empregada bancária e de uma empresa de computadores. Casou com o príncipe Abdullah que não iria ser rei, mas que é rei da Jordânia. Tem quatro filhos e dedica-se a um trabalho muito importante: a reforma da educação - melhores condições nas escolas, introdução do ensino obrigatório do inglês...

“Sinto que o nosso mundo está em crise, neste momento, a violência tomou o lugar do diálogo e a raiva tomou o lugar da compaixão”.

Criou um canal no YouTube para responder a perguntas de internautas de todo o mundo sobre o islão e sobre o mundo muçulmano. A sua ideia é combater e eliminar lugares comuns e explicar a verdade.

“Tenho esperança de que este canal de comunicação seja uma ponte entre o Oriente e o Ocidente, porque acredito firmemente que o nosso mundo precisa muito disso”.

O seu discurso é moderado e o valor do trabalho em que se empenha é reconhecido em todo o mundo.

Portugal concedeu-lhe um prémio que recebeu há dias pela contribuição dada para o estreitamento das relações entre os países do Norte e os do Sul.

As minhas homenagens.

 

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publicado às 09:19


5 comentários

De Teresa Hoffbauer a 23.03.2009 às 13:01

É uma mulher estraordinária _____ e com muito humor.

A minha poesia
É um jardim de luz
Em cada roseira sem espinhos
Há uma rosa para colher
Sem fazer sangue

Há uma rosa para si, Zilda, no meu Jardim de Amizade. É uma maneira de lhe dizer, que o seu blogue é um dos meus preferidos, embora comente pouco.

Uma semana cheia de bons momentos.


De Zilda Cardoso a 27.03.2009 às 16:45

Que bom, não ferir. Que bom oferecer sem magoar. Apenas por bem. OFERECER UMA ROSA bela e perfumada, com espinhos que não picam! Vou ter e já tive uma esplêndida semana, graças aos seus bons desejos.
Em Maio, irei a Viena, visitar os museus, com um grupo interessado, guiado pelo pintor Albuquerque Mendes. Só para dizer que vou estar mais perto de si.
Obrigada.

De Marcolino a 23.03.2009 às 19:00

Estimada Amiga,

Citando-a: “Sinto que o nosso mundo está em crise, neste momento, a violência tomou o lugar do diálogo e a raiva tomou o lugar da compaixão”.

Mas isto vem do tempo das famigeradas Cruzadas...

Noite tranquilona!

De Zilda Cardoso a 24.03.2009 às 07:31

Acredito... o que pode significar que não há remédio. O homem continua a ser o "maior inimigo do homem" e uma "guerra de todos contra todos" é permanente... Talvez andemos "p'ra aqui a empatar". Mas eu não quero crer nisso e vou acreditando naqueles que estão dispostos a fazer alguma coisa pelos outros que afinal são semelhantes, estejam ou não próximos.
A citação a que se refere é da rainha da Jordânia.

De Marcolino a 24.03.2009 às 09:09

Estimada Amiga,

Enfermamos, por educação, evidentemente, de um sentido paternalista para com outros povos ditos "selvagens" e ou "infieis", e isso vem das fanigeradas Cruzadas que, em nme de um deus selvagem, dizimavamos selvagens/infieis a torto e a esmo.

A meu ver, cada povo, de cada Continente, tem a sua cultura porque assim nasceram, foram educados dessa forma, e a sua inteligencia está de acordo com as suas ancestralidades e direccionada para as tarefas que têm que desenvolver diáriamente. Em cada Continente nunca existiu só uma Lingua, mas sim vários dialectos. Em cada Continente são diferentes os usos e cosrumes entre as várias etnias. Cada etinia tem as suas caracteristicas fisicas e intelectuais, diferentes das restantes.

Aparecer um ou mais Iluminados de um outro Continente, impondo, à viva força, a globalização num dado Continente a sua própria cultura e as suas crenças religiosas é Escravatura pura e simples...

Se Deus criou o Planeta Terra Dividido em Continentes com povos tão diferentes uns dos outros, na anatomia, nos seus cheiros, na sua forma de serem felizes. quem com que direito outros povos se lhes vão impor destruindo, com dor fisica e psicológica, as suas ancestralidades vindas do Divino.

Um pequenino exemplo: Dizem que os povos africanos são indolentes. Enganam-se redondamente, nós europeus é que somos nervosos e impositivos.

A Zilda já se imaginou, um dia destes ter que "reciclar" toda a sua cultura, intelectual, religiosa, fisica e da familia, só porque apareceu um povo iluminado em nome de um tal de deus perfeccionista e impositivo.

Temos um caso recentissimo: Angola. Passaram por lá, segundo a história, franceses, holandezes, ingleses, portugueses, russos, cubanos, bulgaros e o desenvolvimento vê-se a olhos vistos... A fome impera, as desigualdades grassam. A Sida alastra a olhos vistos. As maiores guerras existiram entre 1961 até 1975, colonizadores e colonizados. Entre 1975 e 2001 guerra civil, guerra fraticida. Ainda hoje mulatos e negros se discriminam. Sei do que falo. Nasci lá, mas optei por vir para Portugal em 1969, e por lá ficou o meu irmão mais novo que não quiz trocar a cultura angolana Pela europeia. Contudo tem o seu curso e a sua especialização. É por Lá que se deu sempre bem e por lá é que se sente feliz como os macacos.

Afganistão... Vietname... Paquistão... India... Irão... Iraque... Kuweit, exemplos trementos da má intervenção do homem europeu.

Não sou historiador. Sou apenas um observador. Tive a felicidade de conhecer várias mentalidades, desde a da minha terra de origem, Angola, Sul-Africana, Moçambicana, Americana e, actualmente a Ibérica, que mais parece uma amalgama de sentimentos, usos e costumes, de um Colonato de uma Reserva de Indios Americanos.

Ensinaram-me a ser discreto à mesa quando estou com vontade de expulsar gases do estômago pela boca. Faço-o discretamente como mandam as sãs regras da nossa sociedade.

Outros povos fazem-no ruidosamente e com um semblante extramamente feliz.

Quem está certo? Os que se conteem ou os que se desinibem....

Querida Amiga. O melhor de tudo isto é uma boa dose de gargalhada, deixar cada povo, por si mesmo, sem imposições nem guerras sociais,

Já imaginou uma Campanha de Alfabetização intalar-se no Alentejo e e obriga-los a andar a "toque-de-caixa"?

Grato por este pedacinho! A Senhora é mesmo uma Joia de alto quilate!

Dia muito feliz!

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