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O discurso político

por Zilda Cardoso, em 09.02.09

Ontem na estrada a caminho de casa, ouvi com espanto o discurso com que  Francisco Louçã encerrou a convenção do seu partido, o B.E.

Na verdade, não gosto do seu tom e por isso habitualmente não o ouço para além dos 2 ou 3 minutos que me permitem saber que nada foi alterado.

Porém, desta vez, escutei e estranhei.

 

Disse que ouvi com espanto, porque nunca me tinha apercebido de que ele fosse um fazedor nato e altamente eficiente de discursos políticos. Ou aprendeu muito com a experiência dos últimos anos.

Quem teria dito com mais clareza, vivacidade, habilidade, o que pretendia e tão ao gosto dos ouvintes?

Não estou a afirmar que concordo com ele, com as suas ideias, nem  digo que discordo: apercebi-me agora da sua extrema eficácia como político teórico.

Sei que afirmou muitas verdades, coisas que precisavam ser ditas com tamanha convicção, firmeza e racional dramatismo. E disse outras sem o menor sentido de oportunidade. E isso seria imperdoável se não percebêssemos que estava ali para conquistar poder e liderança, interesse seu e do seu partido.

A crise económica e financeira dos últimos tempos... concebemos que é real e não demagógica...alterou e tem que continuar a alterar o que desejávamos para nós próprios e para a sociedade. Podemos continuar a desejar, mas para um futuro presumivelmente longínquo... já que temos a ideia de que há uma realidade complexa que é o mundo em que vivemos, que deve ser considerada, antes de propor sonhos e fantasias.  

Se cada um deve dizer o que pensa, deve também pensar o que diz e, no caso de um dirigente político em boa posição para conquistar poder, deve pensar o que diz de uma forma… como direi… muito larga e solta: tem que ver para o longe.

Haverá lugar para reivindicações como as que F.L. enunciou? Ou será ocasião de trabalhar no serviço da comunidade com lealdade e a competência demonstrada no discurso, sem firmar conflitos e guerras ilegítimas?

Agrada-me muito que exista um partido como o B.E. que declare com convicção e com força umas quantas verdades que aos outros não interessa asseverar, mas é esse o seu papel e não nenhum outro, não a conquista do poder e do governo, como parece ser agora a sua ambição.

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publicado às 16:37


25 comentários

De Augusto Küttner de Magalhães a 10.02.2009 às 14:13

Acho que o FL tem algo que para mim me desinteressa à partida, toma sempre uma posição de exagerada agressividade sempre que quer dizer qualquer coisa! Penso que a agressividade, deve se a ultima arma, e nunca a unica!!!!!Ainda não entendi a necessidade! Depois vai tentando dizer umas verdades, mas no dia - suponho que longinquo - que fôr chamado a actuar efectivamente, vai-se tudo por água a baixo, É sempre fácil dizer tudo o que nos vem à cabeça, desde que seja tudo teoria, por outro lado, todos sem excepção, quando passam a fazer parte do verdadeiro poder - decisório - se modificam. Pelo que nunca ouço o FL dado o tal tom agressivo, mas leio o que diz, e penso ser só bom, para fazer alguns pensar em "coisas diferentes", mas nada mais do que isso. Como todos e todas - e ainda mais estas - que o rodeiam, entram sempre em muita agresividade, e apontam alternativas que não podem ser postas em prática, nunca iriam funcionar.....

De Augusto Küttner de Magalhães a 10.02.2009 às 19:56

Todos pensamos que se não aparecerem melhores tempos, isto não se aguenta! Estamos a ver que ninguém tem soluções, vemos que se esperam ideias para dar a volta. Algo que já entendemos sem duvidas: a globalização "global" falhou. Ou seja a parte mercantilista conseguiu-se! Mas a parte social e humana falhou. Tudo que se pode consumir aqui, também se pode nos outros continentes, e a situação global das Pessoas? Tão diferente, tão desequilibrada! Por certo o nivel de vida de todos, vai ter que ser mais baixo, mas se para além do "ter" houver "ser" , nem tudo se perde!!!!!!!!

De José Esperança a 10.02.2009 às 23:52

Gostaria de ser relativamente claro sem ter de recorrer a grandes parágrafos que naturalmente possam fazer distrair quem possa ler ,mas no caso de Francisco Louçã não julgo necessárias muitas palavras: brilhante na forma como discursa mas discurso politico responsável não tem que rimar, não tem que apagar verdades diferentes das que defendemos parecendo até que só mesmo as nossas existem e fazem sentido.
Falar verdade é o mais importante que nos resta, mas não existe só aquela verdade. Infelizmente existem políticos que sendo coerentes com o seu passado não percebem que não é preciso aumentar ainda mais as diferenças entre os Portugueses . A única solução é trabalho ,trabalho de todos e para todos. Existem muitos empresários neste pais em que se por qualquer motivo a sua empresa falhar, ficam sem nada, absolutamente nada.

De Augusto Küttner de Magalhães a 11.02.2009 às 12:37

Posso? Não percebi a parte final. Mas permito-me referir que algo de possivel hoje, é, em todas as empresas, não recorrer como primeira medida ao despedimento. E para reduzir custos fixos de pessoal (gosto mais de Pessoas) sem acabar com hierarquias totalmente necessarias, diminuir um pouco vencimentos, regalias e mordomias dos quadros de topo, e aguentar todo o pessoal, com trabalho, com empenho, com vontade, com muito esforço. Dado que se as empresas acabarem, também os de topo acabam, aí não tenho duvidas! Pelo que diminuir as diferenças salariais, mantendo hierarquias , é hoje uma Resoonsabilidade Social de todas as Empresas. Não é demagógico....muitos de topo fganha 31 vezes mais que quadros intermédios, e 50 vezes mais que outros trabalhadores, veja-se só aqui o que se pode e deve ter que fazer!!!!!!Não é necessario vir o conselho do F.L.

De Zilda Cardoso a 11.02.2009 às 12:46

Muito de acordo consigo. Há outras verdades!
Obrigada pelo comentário muito benvindo.

De KI a 11.02.2009 às 11:24

Há qualquer coisa de efeito Obama na eloquência de FL agora. Não?

De Augusto Küttner de Magalhães a 11.02.2009 às 12:39

Acha? Porquê? Obama tem mais empatia, é menos agressivo! Não vejo semelhanças, e garanto-lhe que não sou propriamente de direita, e estou com o Obama!!!!!

De Zilda Cardoso a 11.02.2009 às 13:03

Acha? Tenho que rever o discurso, pode ter razão, não sei.
Há um pensamento que gostava de transmitir.
Julgo que nenhum país nem empresa nem instituição se podem governar com raiva. Sim, com racionalidade. E com amor e compaixão, no sentido mais lato destes termos.
Obama é exemplar e não pode desiludir, seja o que for que vá acontecer a seguir. É a sua atitude - clara, solta, bem disposta, consciente - que cativa e que me parece certa. Ninguém no mundo terá que enfrentar tantos problemas, mas não são problemas para ele resolver sozinho. Por que seriam? Por isso, não parece nunca excessivamente preocupado.
Qual é a sua opinião?

De KI a 11.02.2009 às 14:19

O efeito Obama... referia-me ao tom pausado, mais optimista que FL pareceu ter, menos arrogante. Não sou simpatizante do BE mas aprecio o lado reinvidicativo e não acomodado.

Nada se deveria governar sem a base que o Cristianismo defendia (defende? a ver pelas questões homosexuais não parece...), mas as pessoas perdem consciência do motivo real que as levou a tal posição. Também porque temos formas de pensar institucionalizadas que embatem directamente com icebergues civilizacionais complicados de contornar.

Sou um pouco céptica quanto a Obama, gosto dele, é impossível não gostar dele, não ter esperança, não ficar cativado mas acho a América tão enredada em interesses que não vão além do seu umbigo que por enquanto não consigo acreditar que a atitude mude.

Não me esqueço do ignore das arábias perante tantas calamidades sociais para mais tarde em situações semelhantes defenderem de fachada quando têm um objectivo meramente económico, por exemplo.

Nenhum homem é bom sozinho como Hitler não foi mau sozinho, quero acreditar em Obama e naqueles que escolher para o rodearem, ma so jogo americano está tão viciado.

Peço desculpa se não fui clara ao abordar tantas questões.

Obrigada.

De Augusto Küttner de Magalhães a 11.02.2009 às 20:15

Interessante esta explicação, e oportuna! Como é evidente Obama, vai desiludir muitos, vai ter que por vezes fazer o que não quer- presumo que a indigitação de Hilary Clinton para Ministra dos Negócios Estrangeiros - foi uma obrigação partidária! Mas nada tenho profundamente contra a senhora! Quanto a Hitler, até foi eleito democraticamente, e depois deu no que deu, não sózinho, mas era a cabeça, e sem ela tudo tinha falhado....
Quanto a FL não me agrada quando se diz o que se diz, só para dizer, porque nunca se vai poder fazer! Mas por vezes seria util, mas não sendo agressivo. Sou muito contra a agressividade, e penso que sem aquela permanente agressividade Louçã, não consegue falar! Mas penso que é bom ser-nos possivel abertamente isto, aqui comentar!

De KI a 12.02.2009 às 10:22

Muito bom dia e obrigada pela sua disponibilidade. Concordo consigo e deixe-me esclarecer que não simpatizo com FL, acredito-o inteligente e isso admiro.

O BE já tem alguma representatividade e n gostaria de os ver numa coligação governativa. Mas é útil sim, mais que não seja pq é necessária oposição, ideias novas mesmo diferentes e ilógicas que nos façam pensar e evoluir.

Não tenho grande respeito por Hilary pela sua atitude no passado, poderia tê-la, teve-a mas não é numa pessoa assim (homem ou mulher) que confio para o cargo que desempenha.

De Hitler discordo em parte porque existem ainda muitos extremistas e inteligentes que felizmente ou infelismente quase todos o são mas em mau serviço, não colhem é o apoio que ele teve mas claro as circunstâncias são outras e o mundo não está tão frágil.

Obrigada.

De Augusto Küttner de Magalhães a 12.02.2009 às 14:10

Mais uma vez uns muito adequados comentários, que penso ser isto, que nos pode levar a algum sitio. Trocar opiniões, partilhar ideias e as suas são muito adequadas! Quanto ao Hitler, aquele momento ajudou muito, como é evidente! Esperemos que não se estejam a criar outros momentos...apesar que os tempos são outros, mas por vezes com as devidas diferenças a História repete-se. Quanto a serem lançadas ideias pelo BE, é bom, até para nos podermos focar de forma diferente em temas, que não o Freeport,...pelo que é sempre bom, e o FL - também não gosto dele, até pela agressividade - tem bases, tem conhecimetos. e repare na Ana Drago, diz umas coisas acertadas, mas achja-se senhora da razão, e tem sempre também que optar pela agressividade (algo que está a ser demasiadso transversal.......)....um abraço do Augusto

De KI a 12.02.2009 às 17:39

É verdade. Mas muita gente pensa que é pela agressividade que se evidencia e se faz ouvir. O que lamento é não vislumbrar soluções, melhor, não vislumbrar pessoas capazes de levarem Portugal a ser, a continuar a ser um sítio fantástico para viver.

Obrigada.

Abraço.

De Augusto Küttner de Magalhães a 13.02.2009 às 16:12

Exactamente estamos com um deficit muito grande de politicos, que saibam fazer verdadeira politica! Apareçam, sem nunca serem salvadores da pátria!!!! Estes dão em ditadores, mas em democracia, já houve muitos, muito capazes.....

De Viktor a 11.02.2009 às 11:30

Parabéns pelo destque.
Tem um blogue interessante que visitarei futuramente mais vezes.
Saudações Reikianas
NAMASTÊ

De Zilda Cardoso a 11.02.2009 às 18:33



Recebi a promessa e a opinião, obrigada.

NAMASTÊ

De Mamito a 11.02.2009 às 12:06

Conseguiu ouvi-lo dois ou três minutos? É corajosa. Eu nem olhar para a cara dele...dele e do Sócrates.
Agora a senhora estará apensar: -Mas que tenho eu a ver com isso?
Nada como é evidente. Sou só eu a falar.

De Zilda Cardoso a 11.02.2009 às 13:41

Tem todo o direito, ora essa!
Tenho tudo a ver com tudo.
Espero que fale mais vezes.

De Augusto Küttner de Magalhães a 11.02.2009 às 20:17

Estes comentários, desde que educados, penso que são sempre oportunos, todos podemos dar um contributoziiinnnhhhooo1

De Barão de Campos a 12.02.2009 às 01:24

Antes de tudo o mais, parabéns pelo seu blog, particularmente pelo nível que revela... Todavia, ao analisar o conteúdo do seu post, achei por bem, ajustar alguns pensamentos que talvez contrastem com os seus... Não pertenço a nenhum partido político, clube ou religião, trabalhei como quadro num grupo de empresas, durante 30 anos... Estou desempregado há 7 anos, sem subsídios, rendimentos ou esperança...
Ao elegerem o mercado como um Deus, ao acreditarem na oferta e na procura como alguém acredita num poder sobrenatural, os especulares, os capitalistas engordaram, serviram-se do estado, violaram direitos constitucionais e triunfaram...
O nível dos nossos governantes é baixo, rude, o nível dos nossos deputado na maioria é reles...
Os probremas do país não se resolvem com maioria absolutas que promovem a corrupcção e impunidade...
Os problemas do país naõ se resolvem com calúnias e difamações visando o primeiro ministro, mesmo que a sua governação seja péssima... Em democracia, as pessoas deveriam respeitar-se mantendo sempre presente que foram eleitos pelos cidadãos e não por súbditos ou decretos régios...
3 milhões de Portugueses passam todo o tipo de "fomes", 2 milhões vivem com o salário mínmo...O número real do desemprego é de mais de 700.000...
Estimada Zilda Cardoso, é preciso uma viragem, é necessário que o grande capital assumo a postura de empresário responsável e social, abandonand esta prática de capitalismo mafioso e selvagem...
Nas próximas eleições não posso votar no P.S de Augusto Silva, Sócrates e outros arrogantes, nem votar num PSD que está perdido, desejando não ganhar, porque não tem soluções.... Votar no partido comunista, com as incoerências de considear Cuba e Coreia como modelos, parece não valer am pena...
Por isso, apenas por isso, desejo que o BE atinja os 15%, seja uma força de defesa dos mais carenciados, impeça a votação de alguns diplomas, denuncie situações... Caso contrário, seria necessário uma revolução, com as consequências inerentes...
Pense nisso...

De Zilda Cardoso a 12.02.2009 às 09:23

Agradeço muito a sua opinião. Não vejo que haja grandes contrastes entre o s/pensamento e o meu.
Gostaria no entanto de fazer algumas observações.
Todos estão de acordo acerca do que está mal, mas parece que ninguém sabe como corrigir sem prejudicar. Parece que para emendar umas coisas, se arruínam outras. Sobre o BE, o que eu acho é que o partido é de uma utilidade tremenda para denunciar o que de facto está mal e é injusto. Mas não creio que ele tenha descoberto soluções que não vão prejudicar uns e outros, prejuízos maiores portanto, e diria definitivos. Por isso, acho que não deve ser partido de governo.
Estou a pensar na semana de 35 horas que foi proposta do BE desde o seu princípio e que continua a ser uma questão importante e de que ouvi F.L. falar no s/famoso discurso de encerramento. Acha que nesta altura é ocasião de reivindicar isso? Só para mostrar que o partido não mudou de opinião? Ou haverá um desejo demagógico de chamar a atenção para uma coisa que lhe trará votos, mas que no momento não passará de fantasia sem suporte no real?
Neste período, que esperemos não seja longo, não será uma semana de 35 horas ruinosa para qualquer empresa? Se a empresa falir e forem para o desemprego os seus trabalhadores não será muito pior? Há outras motivos que poderão levar a empresa à falência, mas esse pode ser um dos mais importantes.
É apenas um exemplo.
Gostaria de continuar a ter notícias suas.

De Augusto Küttner de Magalhães a 12.02.2009 às 20:09

Este blog é muito bom, por dar margem as estes correctos e acertados comentários. Quanto ao Bloco, se um dia governar, não se "agarra" ao Poder'? (aquilo parece que transtorna!!!! e não se larga) ?????E o pais vai mal, sem duvida, e há coisas tão mais importantes a bem de todos, que seja todos perderem, perdermos tempo com o Freeport, algo é também necessario mudar nos "médias", na comunicação, na formação, na informação, na transparencia, nas Pessoas....e não só!

De KI a 12.02.2009 às 17:41

Agradeço-lhe Zilda a disponibilidade de nos oferecer o seu espaço para "conversarmos". E peço desculpa pelo abuso que tenho feito.

Boa semana :)

De consideracoesminhas a 13.02.2009 às 00:07

...ola,primeira vez que leio o seu blog e constato que fala de um senhor que ja privei por razoes profissionais e devo acrescentar que quando esta sem as manias de louco esquerdista e ate de boas intencoes,ele ate e agradavel de estar,contudo permita-me discordar da ideia que da de lhe interessar algo mais que ser oposicao ...esta fora das condicoes dele querer ser algo mais do que ja conseguiu,pois o patamar a seguir carece de muitas vezes se tornar bateria de mentiras e vaidades e na verdade louca ele e um tipo bastante correcto,faz da integridade moral a sua batalha e diga-se que ganha!!
...enquanto houver alguem a despertar para os exageros da ma politica ,temos de o aplaudir,mas sem duvida que ele peca por excesso!!!que gritaria!!

De Augusto Küttner de Magalhães a 13.02.2009 às 16:13

Um comentário muito interessante e lúcido, é mesmo disto que este país está a necesitar. De se conseguir com lucidez, com alguma calma, "discutir, sem agredir".

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