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Aimez-vous Brahms?

por Zilda Cardoso, em 25.01.09

Se bem me lembro, esté é o tìtulo de um romance de Françoise Sagan. De cada vez que tenho oportunidade de ouvir Brahms, repito a pergunta para mim própria. Não sei se gosto do compositor. Acho que não gosto.

 

Hoje fui ouvi-lo na Casa da Música, num concerto comentado, ao meio-dia, porque o meu amigo Obama me recomendou que fizesse coisas difíceis, essas me dariam muito maior prazer e definiriam melhor o meu carácter.

 

Estava a casa quase cheia o que me surpreendeu. Havia muito movimento, à frente das bilheteiras formaram-se filas intermináveis. O concerto principiou um pouco mais tarde e terminou minutos passados da hora marcada, demorou rigorosamente uma hora como estava previsto.

 

Foi a Orquestra Sinfónica do Porto dirigida pelo maestro Emilio Pomàrico, italiano nascido na Argentina, que tocou a nº 4 em Mi menor, op. 98, comentada por Rui Pereira.

 

Houve um grande acerto nessa combinação difícil entre o maestro, o comentador, a orquestra e a música para as interrupções constantes e as explicações que resultaram muito propositadas, sábias e estimulantes. Ficamos a entender muito melhor a música de Brahms, esta Sinfonia de Outono, bucólica e contemplativa.

Quanto a mim, terei que voltar a ouvi-la para continuar a ser convencida. Fico muito confusa, talvez porque, como se lê no programa, "a quarta sinfonia de Brahms  representa um equilíbrio perfeito entre a herança do barroco, a clareza das formas clássicas e o ímpeto do romantismo." Um equilíbrio perfeito é o que dizem os entendidos.

 

Rui Pereira tem grande capacidade  para este papel, pois além de ser diplomado em piano, é mestre em performance e doutor em musicologia, crítico musical, conferencista e professor.

Pomàrico tem um optimo curriculo como maestro e compositor, ganhou prémios internacionais de composição e é professor de direcção de orquestra em Milão.

A Orquesta, constituida como sinfónica em 1997, é composta por 97 instrumentistas e reside na Casa da Música desde 2006.

Este ano, a  programação da Casa que é um sucesso na cidade (aparentemente voltamos anos atrás quando a música parecia ser o espectáculo preferido dos portuenses), vai privilegiar compositores e maestros brasileiros.

Estas são as informações que obtive facilmente  a partir dos programas distribuidos à entrada.

Num dia tão tempestuoso e cheio de nuvens como o de hoje, achei que merecia "a oportunidade de tentar obter uma felicidade completa".

Porém, a culpa não foi do Brahms.

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publicado às 16:48


2 comentários

De Augusto Küttner de Magalhães a 27.01.2009 às 15:26

Gostei imenso de ler este post, de a ver a seguir os conselhos do Obama, fazendo coisas dificeis!!!Esperemos que a Casa da Música esteja bem viva neste ano de crise! Crise que foi chegando lentamente a Serralves, com redução em 10% referente ao orçamento de 2008. Já se nota nos horários mais reduzidos de abertura ao público. Ao que parece aqueles Ciclos interessantissimos do ano
passado de Conferências não vão acontecer! Portugal : Sim ou Não! e Critica do Contemporâneo. Mesmo assim e dado serem, estarem a ser os 20 anos da Fundação de Serralves e os 10 do Museu, esperemos que "haja alma" para Serralves ser sempre Serralves!

De Augusto Küttner de Magalhães a 29.01.2009 às 20:04

Tal como a Zilda Cardoso, o Obama vai fazendo coisas dificeis, e tão bem. Veja-se Guantanamo, já fez a parte dele e a UE agora está-se a pôr de fora!!Vá lá nós, parece que não. Continue p,f, com a sua eficiência, conhecimentos, Zilda Cardoso,. fico sempre mais entendedor quando a leio. Um abraço Augusto

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