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Assisi, Siena e Firense

por Zilda Cardoso, em 07.08.09
 
Vimos em Assis os belíssimos frescos de Giotto na Basílica de S. Francisco, onde se encontra o túmulo do Santo; em Siena,  (cidade que na Idade Média rivalizava em importância com Florença, visitámos a catedral gótica, de mármore preto e branco, com magníficas obras de arte no seu interior, algumas de Donatello e de Miguel Ângelo, o púlpito absolutamente excepcional e o pavimento de mármore que cobre todo o chão da igreja em painéis com belíssimos desenhos), e percorremos as ruas estreitas até à falada Piazza del Campo, onde se realizava a corrida de pólo ou palio. 
Estivemos em Pisa, lugar de muitos visitantes à procura de ocasião e de pretexto para fotografias surpreendentes, talvez esquecidos de Galileu Galilei que aqui nasceu em 1564 e frequentou a Universidade. Destinado por seu pai a Medicina, optou pela Matemática para nosso benefício, e revolucionou a Física.
No Baptistério, ouvimos os sons e os seus celebrados repetidos ecos e admirámos a Catedral tão românica como todo o conjunto. Foi a Torre inclinada que melhor serviu as tais fotos esquivas, algumas das que aqui publico feitas pelo Manel com a máquina virada para si, dada a inabilidade da avó para o pôr a empurrar a torre ou a segurá-la na palma da mão.
Pele região da Toscana, chegámos a Florença que percorremos a pé durante horas, abrasados de calor. Falaram-nos de Giotto, de Dante e de Miguel Ângelo, de Maquiavel e dos Médici; da Igreja de Santa Cruz e da Catedral de Santa Maria dei Fiori projecto original de di Cambio do século XIII que previa uma cúpula monumental. Apenas pôde ser realizada alguns séculos mais tarde com desenhos de Brunelleshi. O magnífico Duomo é uma construção muito complexa, de modo que a basílica demorou pelo menos 600 a ser completada. É na verdade uma obra colectiva como percebi que eram quase todas as obras que ali admirámos..
Tocámos cautelosamente as portas douradas do Paraíso, no Baptistério, e apreciamos  a Ponte Vecchio sobre o celebrado rio Arno.
   
(imagem da Internet modificada)
É curiosa em extremo, a ponte, talvez do tempo dos velhos romanos, possivelmente construída de pedra e madeira, destruída por uma cheia em 1333 e depois reconstruída em pedra, com três arcos em vez de cinco e alargada e adicionada de terraços que alteraram de modo surpreendente a sua traça original. Pertencera à comunidade, depois foi vendida a particulares e vê-se ainda no presente com as suas lojinhas de jóias, de obras de arte e de recordações.
Observamos a galeria degli Uffizi e o Palácio Pitti. Vimos na Piazza della Signoria as inúmeras estátuas e a fonte de Neptuno.
Ficámos de olhos recheados de beleza e tão cansados de sabedoria e de ilustração...! 
Eu tinha, para mais, o desejo de que o neto e companheiro de aventura entendesse a importância de todos os nossos passos e radiosas e difíceis antemanhãs.
Penso que compreendeu.

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publicado às 10:45

Depois de Roma

por Zilda Cardoso, em 03.08.09

 

 

 Depois de mais de uma semana de férias, encontro com prazer muitos comentários novos de gente nova, quero dizer, de pessoas que nunca tinham antes comentado, pelo menos, por escrito. O que é muito agradável. Além dos comentários dos residentes sempre amigos e tolerantes.
(Encontrei num simpático e afectuoso blogue aliado uma sugestão muito, muito interessante para que os blogues não fiquem ao abandono: arranjar blogsitters. Divertidíssimo! Por que não? Vamos pensar nisso.)
Durante estes dias de ausência, saí com o meu neto Manel para que ele desse uma vista de olhos ao berço da civilização ocidental. Ele queria pôr o dedo nas pedras quentes para ter a certeza de que existiam ainda as do Coliseu de Roma, cidade que no século II chegou a ter 1.600.000 habitantes a gastar mais água do que os actuais 2.550.000 (informação da Wikipedia).
 

Para além de irmos morrendo de calor (nesses períodos, morremos todos os dias um bocadinho), ocupamo-nos com visitas às fontes e aos aquedutos, às basílicas, ao Panteão, aos templos e aos castelos, aos arcos, às colunas, aos fóruns, às termas, aos palácios e às muralhas… Vimos as pontes e o rio Tibre.
É claro que estivemos em inúmeros McDonalds e em pizzarias mais ou menos desagradáveis e no Hard Rock Café da via Veneto. Visitámos o sítio fantástico da Ferrari em Milão (mas isso é a história de outras cidades) e lojas de artigos desportivos com o Cristiano do futebol em grandessíssimo plano, e, em menores dimensões, imagens do Figo e do Rui Costa.
O aspecto urbanístico da cidade antiga é desorganizado, confunde se pensarmos nos antigos romanos tão metódicos. Porém, numa cidade de sete colinas e estradas que iam do Capitólio e ligavam a capital a todo o Império a partir do miliarium no Fórum, mas construída e reconstruída ao longo de milhares de anos, é natural que, apesar dos planos urbanísticos, pareçam os caminhos sem sentido. Porque continua a haver templos e arcos e palácios, fóruns e mercados, termas e mausoléus, estátuas, obeliscos, monumentos e monumentais muralhas e portas para além das belas estradas e modernas vias.
E milhares de turistas que aumentavam a temperatura da cidade. Todo o Verão, há encontros de arte moderna e de teatro, de literatura, de música e de dança; e festivais do jazz ao cinema, da banda desenhada aos concertos clássicos, e exposições em igrejas e museus.

E lojas absolutamente tentadoras. Há as mesmas marcas de roupa e de calçado e de malas em todo o mundo, de modo que é indispensável apresentar aqui de forma mais sofisticada.
E conseguem – é só usar a imaginação.
 
 

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publicado às 18:57

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