Depois de mais de uma semana de férias, encontro com prazer muitos comentários novos de gente nova, quero dizer, de pessoas que nunca tinham antes comentado, pelo menos, por escrito. O que é muito agradável. Além dos comentários dos residentes sempre amigos e tolerantes.
(Encontrei num simpático e afectuoso blogue aliado uma sugestão muito, muito interessante para que os blogues não fiquem ao abandono: arranjar blogsitters. Divertidíssimo! Por que não? Vamos pensar nisso.)
Durante estes dias de ausência, saí com o meu neto Manel para que ele desse uma vista de olhos ao berço da civilização ocidental. Ele queria pôr o dedo nas pedras quentes para ter a certeza de que existiam ainda as do Coliseu de Roma, cidade que no século II chegou a ter 1.600.000 habitantes a gastar mais água do que os actuais 2.550.000 (informação da Wikipedia).
Para além de irmos morrendo de calor (nesses períodos, morremos todos os dias um bocadinho), ocupamo-nos com visitas às fontes e aos aquedutos, às basílicas, ao Panteão, aos templos e aos castelos, aos arcos, às colunas, aos fóruns, às termas, aos palácios e às muralhas… Vimos as pontes e o rio Tibre.
É claro que estivemos em inúmeros McDonalds e em pizzarias mais ou menos desagradáveis e no Hard Rock Café da via Veneto. Visitámos o sítio fantástico da Ferrari em Milão (mas isso é a história de outras cidades) e lojas de artigos desportivos com o Cristiano do futebol em grandessíssimo plano, e, em menores dimensões, imagens do Figo e do Rui Costa.
O aspecto urbanístico da cidade antiga é desorganizado, confunde se pensarmos nos antigos romanos tão metódicos. Porém, numa cidade de sete colinas e estradas que iam do Capitólio e ligavam a capital a todo o Império a partir do miliarium no Fórum, mas construída e reconstruída ao longo de milhares de anos, é natural que, apesar dos planos urbanísticos, pareçam os caminhos sem sentido. Porque continua a haver templos e arcos e palácios, fóruns e mercados, termas e mausoléus, estátuas, obeliscos, monumentos e monumentais muralhas e portas para além das belas estradas e modernas vias.
E milhares de turistas que aumentavam a temperatura da cidade. Todo o Verão, há encontros de arte moderna e de teatro, de literatura, de música e de dança; e festivais do jazz ao cinema, da banda desenhada aos concertos clássicos, e exposições em igrejas e museus.
E lojas absolutamente tentadoras. Há as mesmas marcas de roupa e de calçado e de malas em todo o mundo, de modo que é indispensável apresentar aqui de forma mais sofisticada.
E conseguem – é só usar a imaginação.