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Em tempos, as minhas semanas tinham uma duração, digamos, normal: eram constituídas por sete dias, cada um com vinte e quatro horas, cada hora etc. etc.
A ideia era que os dias iam sendo contados, ia contando os dias pelos dedos e cada-sete amarrava com uma fita vermelha num molho que colocava de lado, talvez dentro duma cesta.
Quando havia quatro desses feixes… tinha um mês. Nunca me perdia.
Foi assim durante muito tempo, mais de metade da minha vida.
Presentemente, nada disto é o que se passa. Comigo, pelo menos.
Exagero porventura quando afirmo, e tenho afirmado, que todos os dias são sextas-feiras. Mas a verdade é que, de sexta a sexta nem por sombras se passam cento e sessenta e oito horas. Fiz a conta mais do que uma vez e sempre me dá 168.
O que é um disparate: quando muito, serão… deixa lá ver… quarenta e oito? Sort of…
Não quero deixar-me enganar. E não tenho a menor dúvida.
48 e temos a semana passada. Ida para todo o sempre. Irrecuperável.
Porém, tudo se repete, na seguinte. Como?
Outra vez sexta-feira? Interrogo, não acredito: é uma simplificação deliberada e desconcertante.
Porque, na verdade, nada se repete, haverá um detalhe único que distinguirá essa semana de qualquer outra, me dirão.
É um mínimo pormenor que procuro e me interessa registar ou inscrever… não se trata de tempo. Quanto a tempo, tempo-duração, continuo a afirmar ...
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