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A VISITA

por Zilda Cardoso, em 14.11.13

 

 

 

 Estivemos em Lisboa há dias, fomos e regressámos de comboio. É confortável e rápido e baixo preço.

A Rita quis saber sobre comunicação e falou com a grande comunicadora que é a minha Amiga: foi um gosto ouvi-las. Tenho esperança de que o trabalho da jovem vá ser muito bem classificado. Para a minha Amiga foi um esforço grande de boa vontade, o interromper o seu trabalho para nos atender. Para responder às perguntas da Rita.

A minha Amiga sabe tudo sobre comunicação e como conseguir interessar as pessoas nas suas palavras… que são muito mais do que palavras. Ela dá-lhes um sentido seguro e digno.

E as suas atitudes acompanham o sentido das palavras que diz.

  

  

Naquele dia, ela apercebeu-se de que eu e a Rita íamos ter um intervalo comprido desde a conversa até à hora do regresso. E resolveu fazer um programa connosco…de improviso. Apesar de o telefone estar sempre a tocar e de o trânsito àquela hora ser impossível, ela esteve connosco o tempo todo: levou-nos a sua casa, contou-nos as suas histórias, fez-nos uma saborosa merenda e levou-nos à Estação do comboio. Todas estas tarefas foram gigantescas pelos seus afazeres, pela dificuldade do movimento nas ruas, por mil outras razões.

A sua é uma das casas mais bonitas que conheço: bem situada, magnificamente decorada, acolhedora, de muito bom gosto. Só pode ser a casa de uma pessoa inteligente, civilizada e culta.

  

 

Trouxe algumas imagens que não lhes fazem justiça, mas eu não soube fazer melhor.

O importante é que me comoveu a sua condescendência, a sua bondade, a sua atenção, a sua amizade e… a sua casa que resume tudo isso.

  

 

 

 

 

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publicado às 13:47


4 comentários

De Vicente a 17.11.2013 às 17:40

E de novo, Lisboa, te remancho,
numa deriva de quem tudo olha
de viés: esvaído, o boi no gancho,
ou o outro vermelho que te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,
que mais faz se é de homem ou de boi?
O sangue é sempre uma papoila errada,
cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,
e um cartaz, da parede, nos convida
a dar o sangue. Franzo a sobrancelha:
dizem que o sangue é vida; mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,
na terra onde nasceste e eu nasci?

Alexandre O'Neill

De Zilda Cardoso a 18.11.2013 às 17:29

Adoro o Alex O´Neill pela sua rebeldia ou irreverência, embora às vezes seja bastante inconveniente (que coisa para dizer de um grande escritor!). Hoje tb me deu para escrever poesia não irreverente. Não escrevo com irreverência por 2 razões que me foram fatais: detesto o conflito que a irreverência supõe. Pronto, afinal é apenas 1 razão suficiente. Nunca me soltei em relação a isso.

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