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Que estranha maneira de existir!

por Zilda Cardoso, em 13.09.13

Raramente leio as estrelas.

 

Prefiro o sol brilhante num céu de mil cores ou inteiramente azul e liso.

 

  

 

(trabalhos de Marcela Navascués, vistos na Vantag)

 

Concordo que um céu de estrelas é bonito, pelo menos bonito. Pode ser mesmo deslumbrante e aí rendo-me: fico a contemplá-lo da minha janela, não sinto vontade de caminhar sob.

 

Fico a contemplar.

 

Leio então e vejo que é tudo ilusão, cenário de tecido em forma de abóbada com estrelas costuradas nele até ao chão. Não há nada a fechá-lo. Pode ser facilmente atravessado, nada impede, nenhuma baliza. Nem talvez as imensíssimas distâncias, anos-luz, e muito mais que não sei contar.

 

 

 

 

As estrelas estão lá, afinal, peço desculpa, não costuradas mas soltas, cintilam muito arredadas do meu entendimento. Brincam à vontade como se fossem crianças na rua.

 

O que me permite vê-las assim de tão longe?

 

São de todas as cores que conheço. E belas, sedutoras e terrivelmente frias e distantes, como não podia deixar de ser.

 

Cintilam no tecto do meu quarto, onde eu as colei há anos. Estão lá sempre quando não há luz nem nuvens.  São tão nocturnas como as outras. Escondem-se de dia, quando o tecto é branco e mais nada.

 

Revelam-se no escuro: que estranha maneira de existir!

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publicado às 11:30


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