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Por que me ocorre frequentemente o pensamento: não vou abandonar isto!? E logo: por que não? O que é que “isto” tem de interessante? Ou de essencial? De importante… a ponto de não o querer abandonar?
Nada, não sei.
São talvez todas estas doutrinas que nos impuseram desde crianças… sobre a importância do mundo… da vida…
Para quem é importante a vida? Para quem e para quê?
Toda essa filosofia… a ciência… e a religião… a martelar a mesma ideia… com palavras perturbadoras. Por vezes, falam de destino!
É o desejo de saber, e temos de ter tempo e inteligência para conseguir apreender o sentido… Mas… para quê?
As palavras perturbam, é o que sei. E não exprimem as coisas do mundo.
O mundo… O mundo?!
Há o mundo dos objectos e… o outro… onde a imaginação se pode exercitar de muito variadas maneiras antes de atingir a saturação. Este é um universo imenso, muito mais vasto do que o outro.
Aqui neste há as virtudes: a justiça, a prudência, a sabedoria… essas coisas. E também o amor, o altruísmo…O lugar onde a inadequação das palavras perturba ainda mais do que no dos objectos.
Foram os Gregos ou os Egípcios e Mesopotâmicos que procuraram explicar… com mitos?
Gosto de mitos. Se tivéssemos continuado com mitos em vez de pretendermos usar a razão para reflectir sobre o princípio de todas as coisas, a esta hora já teríamos descoberto o princípio de todas as coisas incluindo as que aparecem, mudam e desaparecem.
Mas há a música, felizmente há a música, os sons da música que não sei a que mundo pertencem.
Quero que pertençam ao meu.
É isto que não vou abandonar, compreendo. A música… de que não conheço nada, mas que dizem ser combinação de sons e silêncios organizados no tempo. Que podem ou não ser de extrema qualidade, os sons e os silêncios!
A música diz tudo, diz de outra maneira. Diz tudo o que queremos dizer. Se formos educados, saberemos dizer o que queremos dessa forma e reconhecer o que os outros querem dizer porque saberemos lê-los.
Eu não sei, não sou educada em música. Poderei sê-lo? Poderemos todos vir a sê-lo?
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