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Sons e silêncio

por Zilda Cardoso, em 05.02.13

Por que me ocorre frequentemente o pensamento: não vou abandonar isto!? E logo: por que não? O que é que “isto” tem de interessante? Ou de essencial? De importante… a ponto de não o querer abandonar?

Nada, não sei.

São talvez todas estas doutrinas que nos impuseram desde crianças… sobre a importância do mundo… da vida…

Para quem é importante a vida? Para quem e para quê?

Toda essa filosofia… a ciência… e a religião… a martelar a mesma ideia… com palavras perturbadoras. Por vezes, falam de destino!

É o desejo de saber, e temos de ter tempo e inteligência para conseguir apreender o sentido… Mas… para quê?

As palavras perturbam, é o que sei. E não exprimem as coisas do mundo.

O mundo… O mundo?!

Há o mundo dos objectos e… o outro… onde a imaginação se pode exercitar de muito variadas maneiras antes de atingir a saturação. Este é um universo imenso, muito mais vasto do que o outro.

Aqui neste há as virtudes: a justiça, a prudência, a sabedoria… essas coisas. E também o amor, o altruísmo…O lugar onde a inadequação das palavras perturba ainda mais do que no dos objectos.

Foram os Gregos ou os Egípcios e Mesopotâmicos que procuraram explicar… com mitos?

 Gosto de mitos. Se tivéssemos continuado com mitos em vez de pretendermos usar a razão para reflectir sobre o princípio de todas as coisas, a esta hora já teríamos descoberto o princípio de todas as coisas incluindo as que aparecem, mudam e desaparecem.

Mas há a música, felizmente há a música, os sons da música que não sei a que mundo pertencem.

Quero que pertençam ao meu.

É isto que não vou abandonar, compreendo. A música… de que não conheço nada, mas que dizem ser combinação de sons e silêncios organizados no tempo. Que podem ou não ser de extrema qualidade, os sons e os silêncios!

A música diz tudo, diz de outra maneira. Diz tudo o que queremos dizer. Se formos educados, saberemos dizer o que queremos dessa forma e reconhecer o que os outros querem dizer porque saberemos lê-los.

Eu não sei, não sou educada em música. Poderei  sê-lo? Poderemos todos vir a sê-lo?

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publicado às 20:21


5 comentários

De Vicente a 09.02.2013 às 14:43

Um dia desistiu das palavras, de todas as palavras com que em vão tentou fixar o que não se deixa fixar, captar, dominar, destruindo a vida, a sua própria vida. Começou a tocar piano e não parou mais de tocar.

Pedro Paixão

De Zilda Cardoso a 09.02.2013 às 20:09

Quem me dera tocar piano! E continuar tocando sem fim...
Que vida!
E que bom que o Manel leia tanto... e saiba transmitir na ocasião adequada.
Abraço.

De Vicente a 13.02.2013 às 17:09

Quase, é uma palavra notável. Todas as pessoas deviam ter por nome próprio quase. Eu sou quase, tu és quase, ele é quase, nós somos quase. Quase qualquer coisa que não chega a ser quase. Uma equação quase perfeita. Um número quase redondo que só existe dentro das nossas cabeças atadas por fios invencíveis. Fios de aço que amarram a loucura e a mantêm obediente. Não queiras ser mais. Podes chorar todas as lágrimas que te descem pela cara sulcando traços de temperatura variável. Continuam a surgir frases por escrever, amores inacabados.

Pedro Paixão

De Marcolino a 11.02.2013 às 02:28

Olá Zilda

Estados d´alma
Quando não é o meu
Tenho dificuldade em entender
Porque dos meus estados d´alma
Nasce o meu desencanto
Nasce o meu mutismo
E quando minh´alma volta a sorrir
Tudo o mais dá em desaparecer
Estados d´alma...

Abraço
Marcolino

De Zilda Cardoso a 11.02.2013 às 07:25

Let us go and play!

Obrigada.

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