Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Alguém anda a acelerar o relógio do tempo, tenho a certeza. Penso nisto desde há muito com alguma indecisão, mas agora estou certa.
E detesto, detesto isto. Isto que é… cada dois, três dias, ser nova semana. Este… tudo voltar atrás velozmente de mais e ser de novo contado.
E rapidamente passarmos a uma nova semana, a um novo mês, a um novo Natal, a um novo ano. Obrigando-nos a repetir os mesmos gestos, os de 2ªfeira e depois os de 3ªf. e assim por diante demasiado cedo, sem dar tempo ao tempo.
Quer dizer, sem dar tempo a que tudo se refaça e volte a ser, calmamente, ou a estar em condições de ser refeito. Por isso, nada é benfeito.
Não houve tempo de pensar, de experimentar, de recordar, de apreciar as cores, de amar o outro, de interpretar, de cantar, de ouvir a música e de dançar bem e de acordo. Tudo sai improvisado e possivelmente errado. Quase de certeza mal.
E vamos envelhecendo sem sabedoria nem coisa que o valha. E sem termos acesso àquela “maneira de ser que determina a qualidade de cada instante da nossa vida”. À alegria de fundo, já agora, que não é momentânea. Sem a felicidade da perfeição, e do equilíbrio.
Apenas porque o Sol dá a volta demasiado depressa e fica noite a meio do dia. Mas é longe, acontece longe de terem passado 24 horas de 60 minutos de 60 segundos. Cada mês é longe de ter 30 dias e cada ano 12 meses.
Está tudo viciado só porque o Sol decidiu fazer essa trapaça e acelera e o escuro vem antes do tempo, toda a gente vê isso agora.
No entanto, todos os dias, o sol parece nascer com bons propósitos.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.