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Um belo dia: o mar é azul, ligeiríssimamente
ondulado, pleno de barcos brancos e de sol. Os barcos estão colocados,
alfinetados, ali, para ficarem bem no sítio. São de muitos tamanhos e formas,
mas em todos domina o branco cheio de luz. Passam alguns pássaros para nordeste.
A hora avança depressa, cada vez há mais sol e mais barcos destes, o mar enfeita-se
para agradar. É de seda, a superfície, crepe nalguns lugares, perfeitamente
espelhado noutros, e liso, forma desenhos geométricos que não quero entender.
Digo azul, mas quem me diz azul? Não sei de que cor se
trata, não importa, apenas gostava de explicar. Mas, ah… qualquer coisa se vai alterando, afinal... a
cor, não sou tão rápida a raciocinar, e também não tenho termo de comparação.
Que cor, meu Deus, como hei-de dizer? Como hei-de sentir?
É macia, é leve, não é transparente, tem um perfume
acentuado, frisado, forte… esta massa líquida... gosto, e isto é importante.
Alguém vai jogar xadrez com estes barcos, ou será a batalha
naval? Não, nada de batalha, nem mesmo amigável que por vezes se transforma. A
posição das peças não muda, ou talvez mude com tempo... o tabuleiro continua molemente à espera do génio
dos jogadores…
… que se importam mais com a beleza do ambiente do que com a
excelência intelectual dos movimentos do jogo.
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