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Apesar da poluição, algumas aves selvagens voltam ao poiso
habitual. Algumas vivem ali todo o ano, outras são migratórias. É o estuário do
Douro e eu observo junto à ribeira da Granja, na margem direita do rio. Umas
são raras outras são muitas, mais que muitas - vulgares. E são quase feias, não
têm cores brilhantes. Vi uma completamente esfarrapada.
Mas eu gosto delas, levo-lhes pão, elas não apreciarão muito
(stale baguette, não é?), mas guerreiam-se para o agarrar antes de qualquer. Saber
filmar, faria jeito nesse momento que é um momento bonito de revolução na água.
Gostaria que elas partilhassem, mas não partilham, defendem
o seu bocado e nem sei com que direito é que consideram seu, o bocado que tiram
a outra. Não é questão de sobrevivência, parece-me: passariam bem sem o meu
bocado de pão seco.
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