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concerto de harpa que foi mais de flauta

por Zilda Cardoso, em 24.09.11
Nada do que devia acontecer naquele dia... aconteceu.
Esperava um concerto de harpa nos jardins da Quinta da Macieirinha pertença da Câmara do Porto. Tinha assistido uma vez e ficado deslumbrada: como é que a Câmara tinha podido conceber um tal prodígio! Um dia esplêndido, um sol brilhante, o rio ao lado a reflectir toda a beleza possível das imediações, a ponte... e ali o tanque, o terreiro, os gigantescos plátanos até ao céu, a fachada da casa de uma beleza simples, clássica, eterna. Um ambiente de romance. Semanas depois, o mesmo festival de harpa, a mesma organização, mas...
Entrámos e não vimos nenhumas cadeiras montadas no jardim.
Esperámos em fila. Bom, resolveram montar dentro da casa, no salão de baile. Era a alternativa,  disseram-nos, se o tempo não estivesse bom. Tenho pena, pensei, não está assim tão mau e teria gostado daquele som no jardim.
Um quarto de hora depois da hora marcada, abriram um portão que dá para um outro terreiro apertado entre muros... ao ar livre e onde já estavam ocupadas umas tantas filas de cadeiras.
  
 
 Não compreendi o que estava a acontecer. Pois.
 
  
 
Sentamo-nos, outros ficaram de pé, outros subiram umas escadas para não sei onde no alto. O responsável pelo acontecimento cultural veio explicar, mas não sei repetir o que ele disse, não cheguei a ouvir. E depois entrou o concertista com a sua flauta e a acompanhante que se sentou junto da harpa que já lá estava, como disse. Juro que das filas só se via o flautista, meio-corpo, e a ponta mais elevada da harpa, nunca a harpista. Ficaram encostados, julgo eu, a uma parede da casa, mais exactamente a uma janela com grades redondas e salientes.
Gostei de ouvir a flauta, tudo o mais se perdeu naquele desgosto.
 
E eu gostava que este tivesse sido um tempo que havia de querer recuperar e não perder. 

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publicado às 17:18


1 comentário

De Marcolino a 26.09.2011 às 20:23

Ilá, Zilda!
Delicioso...!!!
Abraço
Marcolino

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