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As duas cidades

por Zilda Cardoso, em 12.04.11

 

 

 

 

 

 

O meu lugar… são duas cidades distintas, não distantes. Numa
vivo com alegria ao sol e ao calor ameno. Na outra que me dizem ser a mesma,
pelo menos têm a mesma história, há um vento arrebatado que me empurra para
fora dela. Como hoje.

 

Não gosto desta, mas não posso viver na outra sem esta. Não
ao mesmo tempo, em tempos diferentes...talvez. Mas se sair de uma, saio da
outra. Para sempre.

 

Sinto a presença da cidade soalheira mesmo na sua ausência. Regozijo-me
de igual modo quando não está.

 

Mas estou desesperada hoje, não vivo em lado nenhum. Seria
viver o estar encafuada num sítio murado a toda a volta e por cima, sem janelas…?
É que esta é a cidade do vento lá fora. Sem cores e sem acontecimentos. Com
recordações apenas do que foi visto ou sentido de qualquer modo antes. Que
posso observar de novo? Para reflectir, para meditar? Que posso dizer sobre o
mundo em redor de mim? Escuro, nada.

 

O melhor é estar fora e ser impulsionada pelo vento. E
quando ele se for, fruir os acontecimentos, como se fosse a primeira vez, como
se nunca os tivesse sofrido antes. Procurar a diferença.

 

  

 

 De que modo usufruiria eu esta cidade maravilhosa se a outra, a do vento, não tivesse vindo mostrar como poderia ser se não fosse assim?

 

 

 

 

 

O que se vai afundar? pergunto eu, seguindo a imagem...

  

Conseguiria reinventá-la se a perdesse, torná-la possível?

Tornar possível... o quê? O Lugar? A Cidade? A Vida? (como quereria Cecília Meireles).

 

 

 

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publicado às 17:01


10 comentários

De Isabel Maia Jácome a 12.04.2011 às 23:42

Querida Zilda
Que texto e que imagens lindas...
...quem dera poder dar-lhe simplesmente um abraço!
Sempre
Isabel

De Zilda Cardoso a 13.04.2011 às 09:15

Senti-o, muito obrigada, Isabel!

De Joana Freudenthal a 13.04.2011 às 01:28

Zilda,
É uma cascata de glicínias debaixo da ponte? Como dizem os nosso jovens: brutal! (sabe o que significa para eles?)
Mais um abraço.

De Zilda Cardoso a 13.04.2011 às 09:12

É uma cascata de glicínias, imagine só! Num lugar tão rude, tão feio... aí vêm elas com a sua fragilidade e beleza tentar compor o lugar para nós...

De Zilda Cardoso a 13.04.2011 às 09:13

Joana, o outro lugar com glicínias quase brancas é na cidade!

De Joana Freudenthal a 16.04.2011 às 13:26

Que coisas bonitas nos traz a Primavera! E agora a Páscoa, sinal de recomeço, de vida nova!

Até muito breve...

De Zilda Cardoso a 16.04.2011 às 16:56

Adoro glicinias brancas! Mas é-me difícil afirmar isto, é quase difícil porque adoro tantas flores... e deste modo, parece que prefiro as glicinias. Não, não é isso. Elas pertencem ao mundo que conheço como adorável.

De lopesdareosa a 10.05.2011 às 19:26

As fotografias são fabulosas!
A escarpa não é feia, antes pelo contrário!
Até o que está a mais, o sinal de trânsito, parece ter-
-se inclinado para ficar na imagem!

E o lapso desde o dia 12 de Abril onde está?

Barros Lopes
Afife

De Zilda Cardoso a 11.05.2011 às 09:54

Muito obrigada.
Naquele dia da homenagem ao Dr Pedro Homem de Melo não cheguei a vê-lo, a conhecê-lo. Que pena! Esperei algum comentário seu... que veio.
Diga-me pf a que lapso se refere. Gostaria de continuar a ter notícias suas.
Cumprimentos.
ZC

De lopesdareosa a 11.05.2011 às 22:02

O lapso é de tempo. Intervalo em que nada foi acrescentado na sua página. Estranhei, apenas!

Quanto à homenagem ao Dr , Pedro não pude estar na Barca.

Quanto a Pedro Homem de Mello o seu mundo é inesgotável e sempre surpreendente

Na minha página irei publicando dispersamente alguns textos sobre este meu vizinho.

Moro a cem metros de Cabanas e este lugar tresanda. Ver
http:/ lopesdareosa.blogspot.com /2011/04 pedro-homem-de-mello-outra-vez.html

Barros Lopes
Afife

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