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  <title>O fio de Ariadne, Zilda Cardoso</title>
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  <description>O fio de Ariadne, Zilda Cardoso - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Mon, 14 May 2012 08:20:49 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 07:44:23 GMT</pubDate>
  <title>Leitura Furiosa</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=LkTnG9ZhDC356DzNluoj&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5f0669cb/12283201_W6pC6.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;As fotografias estão péssimas e custa-me mostrá-las, mas gostava de divulgar uma actividade de grande valor social. Não é iniciativa do Museu mas foi apresentada pelo seu director.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=YA9jWTnGwqWSWFYnYhrR&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B34091e47/12283206_6y5fo.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=Jl3D80mUSMFhVaeI8NZJ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B980923ca/12283215_Cuutc.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Fiquei a saber que havia instituições como o Centro de Apoio Social dos Anjos, o Recolhimento do Convento da Encarnação, a Comunidade Terapêutica da Ponte da Pedra, o Qualificar para Incluir, o Teatro do Centro, a Escola da Segunda Oportunidade, o Centro Educativo Santo António, a Comunidade Terapêutica da Horta Nova, Biblioteca Municipal de Beja, o Centro Social de S. Cristóvão e S. Lourenço, o Centro de Dia da Sé onde pessoas de muito valor desenvolvem um trabalho interessante junto de jovens desintegrados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Ontem, domingo, na Biblioteca de Serralves foram apresentados textos de jovens que frequentam essas instituições onde recebem algum apoio para as suas dificuldade de adaptação às escolas e ao ensino, à leitura e à escrita, à vida. Eles escreveram textos e fizeram desenhos, outras pessoas leram&lt;em&gt; furiosamente&lt;/em&gt;, cantaram e tocaram e foram aplaudidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=fYz3kcKfuHnOl1pqdINO&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B92068296/12283210_8C2Pg.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Gostava de ter algumas informações sobre estas actividades de grande valor social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Reproduzo um dos textos lidos e distribuídos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Dos estudos, desisti. / De trabalho, fui mudando. / Nas drogas, mudando fui. /  De festa em internamento, / de excesso em abstinência, / de cura em recaída. / Procuro uma linha recta / depois das curvas da vida… // - Porém, será que uma recta / é o mais curto percurso / entre dois pontos, dois nós? Se são cegos esses nós, / com palavras os desato, desatei, desatarei. / Semeio pão de palavras / que são côdea e miolo. / Se delas não precisar / serão migalhas de almoço. Virão as aves comê-las. Consigo me levarão. / E eu serei pó de estrelas… &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=4TaahP2pabB3G7IdCuOt&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc90847f1/12283169_1Zl8T.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 11 May 2012 20:49:45 GMT</pubDate>
  <title>O navio de piratas </title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/132511.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Estava um vento dos diabos, mas fomos para a beira-mar. Havia dois dias que adiávamos. Eu e o meu neto pequenino, o que há-de fazer quatro anos um dia destes, gostamos de passear por ali. E procurámos os parques infantis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=nlf1Mv8jOYUzNsVOWIqB&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be2093b7c/12268498_m3kjD.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Foi um entusiasmo lá dentro, ele e eu, naqueles aparelhos coloridos de verde, de vermelho, de amarelo…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Ele imaginou-se num navio de piratas das Caraíbas. Instava vivamente a tripulação, que era eu, a atacá-los, depressa, depressa, ali, daquele lado, já. Subimos, descemos, deixamo-nos cair, subimos de novo: uma encenação veemente e esclarecedora!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;O barco grande vermelho começou a afastar-se graças ao ímpeto da nossa acção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Depois disso, eu quis vir embora, recuar a bem dizer. O vento continuava arrasador e não se justificava mais a nossa presença no grande campo de disputa com o vermelho a escapulir-se, mar largo já. Mas ele insistia, queria avançar em perseguição do monstro, ir atrás dele aos saltos, apesar dos incontáveis senões. E rodava o leme, espreitava pelo óculo ostentosamente, investigava o fundo do mar…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Meia hora depois, quando saímos (acabar a luta, abandonar o lugar – foi o cabo dos trabalhos!), estávamos esfrangalhados pelo esforço conjunto de resistir ao vento e ao inimigo, ambos selvagens, inconvenientes, espalhafatosos, ainda cheios de caprichos e, vamos lá, de gargalhadas. Que vertigem!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Subimos a ladeira verde de relva até à esplanada sarapintada de flores brancas pequenas e outras maiorzinhas amarelas. Ele chamou-me a atenção para a necessidade e o seu desejo de apanhar algumas. Apanhava-as com muito pequeno pé e elas caíam-lhe das mãos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Disse-lhe para as meter no meu bolso, as brancas e também as amarelas, coitadas. Meteu uma boa quantidade e esqueceu-as. Ainda lá estão… asfixiadas. Deixaram de sorrir para todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=uYZefTVRDAUwg9QbQOMH&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B010893d0/12268514_aVfC8.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Que faço com elas? Teve tanto empenho em apanhá-las, não compreendo. Mas deve ser próprio da extrema juventude. É? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Ou então eram para mim, para que eu tomasse conta delas, para me darem prazer, e eu é que as esqueci. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Seja como for, fiquei a pensar no entusiasmo dele seguido de abandono imediato. Não pensar muito para além do momento, do presente, talvez seja boa ideia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Há tantas coisas para pensar, tantas coisas importantes como árvores em flor, nuvens brancas e novos tons de azul no alto, perfumes ténues e delicados sabores. Tantas coisas que influenciam a nossa vida e que a nossa atitude influencia. Coisas simples e essenciais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Que temos agora então?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 05 May 2012 19:53:52 GMT</pubDate>
  <title>doer ou não doer, eis a questão</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/132174.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=NQLCoAouWQUHQUHzD2T2&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bdb09978c/12041289_wttZJ.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;“Chegou a hora de pensar mais sensatamente”. D.L.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;O que se faz, quando se não pode fazer nada? O que se faz quando não se pode fazer o que se quer... o que se tem para fazer?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Quando se não pode ler nem desenhar, nem ver cinema nem televisão? Quando se não pode fazer o que sempre se fez…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Quando se não pode usar o computador e comunicar com os amigos desse modo simples e simpático? E servir-se e empregar o computador doutras maneiras…?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Quando se não pode mesmo prestar atenção olhando? Ou só prestar uma atenção miudinha com os olhos fechados? E mesmo que isso seja feito com ligeireza a cabeça dói? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Que tem ela?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Tem de se cogitar ligeiramente, sem insistência, sem exagerar… Ir ao fundo de qualquer questão está fora de questão. Ir ao fundo implica coisas agrestes, ásperas, incómodas. E, de certo modo, desagradáveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;O melhor é pensar simplesmente. Meditar com tranquilidade. Sabem como é?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;De forma tão útil!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=SBk11rvKoBNmM5mlPo0Z&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B65092a72/12041338_9zCVN.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;368&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Separando os pensamentos ásperos dos macios. Esquecendo os ásperos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Pode-se prestar atenção à própria respiração, por exemplo – nada mais simples, é verdade. Reparar o que acontece.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Talvez ver o acontecimento em todos os pormenores – inspirar, pulmões cheios, reter por instantes como um fole vasto, expirar, esvaziar também a barriga, até ficar como um figo mirrado. E para cima e para baixo, voltar ao princípio. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Ver o movimento da respiração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Haverá pequenos ruídos no ambiente… ao longe, bonitos sons … um pássaro. Serão pequenos sonidos, um alegre background para os mais simples pensamentos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;É claro que eu penso de imediato: vou terminar de respirar, no momento. Vou ouvir-me parar agora mesmo: será uma experiência única e divertida. E vou assistir ao que se passar logo depois. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Assistir e compreender. Entender os benefícios de compreender isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Não há nada que queira mais que assistir àqueles segundos e minutos, dar-me conta deles. Ver o que acontece a seguir ao fim. Falo da respiração. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Será uma coisa nova, inteiramente nova e diferente, resplandecente, talvez. Sobretudo elucidativa. Para quem, quando, como?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Os benefícios da meditação de que falo são notórios: os pensamentos não se enrolam uns nos outros, não fazem complexas conexões que levarão a conclusões imprevistas e provavelmente erradas. Os pensamentos restam simples e, por isso, não incomodam. Pelo contrário: dão espaço e à-vontade. São aceitáveis e bem-vindos. Estamos ou passamos a estar integrados no mundo, tal como ele é. Possivelmente, tal como ele é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;E estes pensamentos aceitáveis são úteis e levar-nos-ão à paz interior e à outra. É o afastamento dos pensares perturbadores que nos liberta de enganos, é o que disciplina a mente reduzindo as emoções aflitivas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Sabemos que com ódio o cérebro não funciona de forma correcta. Pelo contrário, tratar os outros com afecto e respeito, cultivar esses sentimentos, deixa a nossa mente tranquila. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Afastei as emoções, aceito a simplicidade, estou já bem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;“O importante é que cada um seja um bom ser humano…” D.L.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/132174.html</comments>
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  <pubDate>Mon, 30 Apr 2012 14:42:57 GMT</pubDate>
  <title>Arte... ou o quê?</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/132044.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=zqWVOnDLjsn6CLv1btVJ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B23098369/11756619_hTLlb.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Por que haveria eu de querer saber o que é arte?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hoje em dia a ideia de definirmos arte é tão remota que não acredito que alguém tenha coragem de fazê-lo&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;A verdade é que quero e gostaria de partilhar convosco as conclusões da minha precária investigação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Na enciclopédia livre, Wikipedia, está muito clara a definição: técnica ou habilidade, é uma manifestação de ordem estética ou comunicativa a partir da “&lt;/span&gt;&lt;a title=&quot;Percepção&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Percep%C3%A7%C3%A3o&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;percepção&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;, das &lt;/span&gt;&lt;a title=&quot;Emoção&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Emo%C3%A7%C3%A3o&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;emoções&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; e das &lt;/span&gt;&lt;a title=&quot;Ideia&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ideia&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;ideias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;, com o objetivo de estimular essas instâncias da &lt;/span&gt;&lt;a title=&quot;Consciência&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Consci%C3%AAncia&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;consciência&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; e dando um significado único e diferente para cada obra”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=hRRhA16BOdCtmZLiONeb&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B72099998/11756712_jczVu.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;No início da História, a arte teria funções mágicas e rituais. Ao longo dos tempos adquiriu outras funções e tão diferentes que, apesar dos grandes debates actuais, continua indefinida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;Até há pouco, ainda considerava que a arte devia ter características criativas e estéticas. Mas depois de ver em Serralves a mais recente exposição ou o que é de Artur Barrio, mesmo essa ideia simples se desvaneceu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;O que é o que está na sala central do Museu de Serralves?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=Z427U3zPEVmEKcCe2OWZ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcd09ea0b/11756821_9zmL3.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;Quero dizer, é criativo… mas estético?! Tem função sociológica, lúdica,religiosa&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Moral&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Moral&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; color: #000000; font-size: small;&quot;&gt;moral&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Experiência&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%C3%AAncia&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; color: #000000; font-size: small;&quot;&gt;experimental&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title=&quot;Pedagogia&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;pedagógic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;a, &lt;/span&gt;&lt;a title=&quot;Mercado&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;mercantil&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title=&quot;Psicológico&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicol%C3%B3gico&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;psicológica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title=&quot;Político&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtico&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;polític&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;a e &lt;/span&gt;&lt;a title=&quot;Decoração&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Decora%C3%A7%C3%A3o&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;ornamental&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;como foi sugerido?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;Fiquei a saber que a definição é uma “construção cultural” variável e sem significado constante  nem sequer numa mesma época nem numa mesma cultura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reproduzo aqui alguns aspectos de que se fala no texto consultado:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;a manifestação de alguma habilidade especial;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a criação artificial de algo pelo homem;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;o desencadeamento de algum tipo de resposta no ser humano, como o senso de prazer ou beleza;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a apresentação de algum tipo de ordem, padrão ou harmonia;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a transmissão de um senso de novidade e ineditismo;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a expressão da realidade interior do criador;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a comunicação de algo sob a forma de uma linguagem especial;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a noção de valor e importância;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a excitação da imaginação e a fantasia;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a indução ou comunicação de uma experiência-pico;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;coisas que possuam reconhecidamente um sentido;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;coisas que deem uma resposta a um dado problema.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Não pode ser mais vago. E será subjectivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=pfbKTA46Nz7WGTqy8qww&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc30915ef/11756933_7vSGv.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“A arte expressa o que não existe e indica a possibilidade de transformação e transcendência”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será &quot;expressão&quot; onde “fins e meios se fundem numa experiência agradável”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Arte é a interpretação da verdade&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;”&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Expressa uma forma de fazer que ao mesmo tempo inventa a sua própria linguagem e os seus meios”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também fiquei a saber depois desta visita a Serralves que a arte não seria o resultado de um projeto determinado antes, mas encontraria simplesmente o seu resultado no processo de fazer. Penso que é isso que se pode ver na sala central …Navegações/Divagações… por entre escolhos e baixios….&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E a obra de arte só existe na sua interpretação, na abertura de múltiplos significados que pode ter para o espectador, segundo a ideia conhecida depois de Umberto Ecco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=ATQFEPcAIk7ZWR3GUdgV&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4309679f/11757039_LN15d.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Consagração institucional, autoridade, ou resposta do público ou de pessoas consideradas peritas”, pode ser uma forma de definir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou assim: &quot;um objeto artístico é em primeiro lugar um artefacto, e em segundo, um conjunto de aspectos que legitimou a sua proposta de merecer atenção especial de alguma pessoa ou pessoas agindo em nome de alguma instituição social&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A questão “foi chamada de arte pelo &apos;sistema de arte&apos;? Em nosso século, isso é tudo o que é preciso para definir arte&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Arte é qualquer coisa &quot;que foi criado com o fim expresso de ser considerado como tal e foi colocado em um contexto em que é visto como tal&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Finalmente, &lt;/span&gt;a definição da &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Encyclopedia Britannica&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Encyclopedia_Britannica&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt;Encyclopedia Britannica&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;:&lt;/span&gt; arte é aquilo que é criado deliberadamente pelo homem como uma expressão de habilidade ou da imaginação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Parece bem claro que hoje em dia mais ou menos qualquer coisa pode ser chamada de arte”.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/132044.html</comments>
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  <pubDate>Fri, 27 Apr 2012 08:02:53 GMT</pubDate>
  <title>Meditações</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/131677.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=LyK2ZIQfUOkCNJZqUbDM&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6d0921cb/11521647_jgniZ.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;356&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De vez em quando, necessito voltar a ler ou a ouvir ensinamentos de mestres na arte de viver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É o que faço com alguma frequência. E gostaria de partilhar convosco este meu interesse, que me parece ser o de toda a gente, parece-me ser a bem de todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenho comigo um livrinho &lt;em&gt;Meditações&lt;/em&gt; do Dalai Lama, edição Martins Fontes, São Paulo 2002. É uma compilação, um volume muito pequeno, que resume o pensamento de uma personalidade respeitada e amada em todo o mundo: ele, ELE, que tocou o coração das pessoas independentemente de crenças religiosas e políticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dando a conhecer as suas ideias, posso contribuir para inspirar outros para que vivam melhor e ajudem a viver melhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=ebIIWvj0pCsVe9qQJF0z&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5d0914cb/11525493_lfgCp.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;375&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Devemos ter alguma forma de política. Política é uma forma de resolver conflitos. A política que vem de uma motivação sincera é construtiva”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Todo o mundo adora falar sobre calma e paz, seja na família, no contexto nacional ou internacional; mas sem paz interior, como podemos chegar a uma paz de verdade? Paz mundial através do ódio e da força é impossível”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;“Devemos adoptar uma perspectiva mais ampla e sempre encontrar coisas em comum entre os povos do norte, do sul, do leste e do oeste. Os conflitos surgem com base nas diferenças”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;“As fontes básicas da felicidade são um bom coração, compaixão e amor. Se tivermos essas atitudes mentais, mesmo cercados por hostilidade, sentiremos pouca perturbação. Por outro lado, se nos faltar compaixão e nosso estado mental estiver cheio de raiva ou ódio, não teremos paz”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;“A verdadeira prova de honrar os Budas ou Deus é o amor que se oferece aos nossos semelhantes”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;“Raiva e agitação deixam-nos mais susceptíveis à doença”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;“A minha religião é a bondade. Uma boa mente, um bom coração, sentimentos calorosos – estas são as coisas mais importantes”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;“Às vezes, a religião torna-se uma fonte a mais de divisão e até de conflito aberto. Por causa dessa situação, acho que as diferentes tradições religiosas têm uma grande responsabilidade em proporcionar paz mental e um senso de fraternidade entre a humanidade”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;“A fim de alcançar paz genuína e duradoura no mundo com base na compaixão, precisamos de um senso de responsabilidade universal. Primeiro, precisamos de tentar o desarmamento interior – reduzindo nossa raiva e ódio enquanto aumentamos a confiança mútua e a afeição humana”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=GhwVThd04lnjILRMMd8a&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb7096f90/11521650_5YGNH.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;352&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;(Imagens de José Miguel Vieira na sua viagem à Tailândia)&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/131677.html</comments>
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  <pubDate>Mon, 23 Apr 2012 14:37:23 GMT</pubDate>
  <title>Canhões no jardim do Calém</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/131414.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Se bem que goste de vir aqui e venha com muita frequência...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=beOFzIBNKtRjHMw192Ho&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc8091296/11488484_pfS8a.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;por causa do rio... pelos pássaros... por causa do jardim... pelas pontes... pelo estuário... pela junção das águas da ribeira, do rio, do mar... pela paisagem do outro lado...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=loZp0Hl6ecAJKBUWcz3k&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6c093075/11488497_Ol0Zt.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sempre deploro isto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E pergunto: é admissível canhões bélicos pousados sobre as flores brancas do relvado? As que nascem ali sem ninguém semear? Que nascem lá porque querem e gostam de estar? Que são frágeis e brancas, ingénuas e minúsculas? Que ficam bem na cidade junto dos pombos de paz que não são brancos mas podiam ser?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=9RdDIl5DqahE5OimDpQW&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6e09e7aa/11488521_fG6An.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/131414.html</comments>
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  <pubDate>Sun, 22 Apr 2012 17:47:31 GMT</pubDate>
  <title>O velho e as histórias que conta</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/131097.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=ckhcFykZykY1M6QIawZQ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B91097f24/11482789_WRz2f.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;313&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Mesmo nos livros recentes, nas mais modernas escritas, pode haver um velho que conta histórias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Então, pode pensar-se que os velhos gostam de contar histórias. Sobretudo, histórias de viagens. Epopeias. Não sei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Vou reproduzir alguns versos do livro &lt;em&gt;Uma Viagem à Índia&lt;/em&gt;, uma &quot;aventura dramático-b&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;urlesca&quot; como lhe chama Eduardo Lourenço,&lt;/span&gt; de Gonçalo M. Tavares,  que fala de um  velho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;E das histórias que efectivamente conta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Mas ler as histórias do G.M.T. que é jovem,  é por de mais divertido. É muito mais divertido que qualquer outra coisa que alg&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;uém possa contar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;40 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Por vezes Bloom gosta de ouvir dos &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;velhos sábios histórias alegres. E &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;assim comprova que no passado também&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;existiu alegria, e que esta não surgiu&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;com a electricidade, como alguns&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; defendem. Grandes paixões e ódios,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;com mais frequência ocorrem&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;depois da meia-noite. E tal não é uma prova,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;mas uma consideração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;…………&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;42&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;E contar histórias de amor para preparar soldados&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;para a guerra é o mesmo que apontar a arma&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;para si próprio – nenhum general comete erros desses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Bloom, diga-se, também não gostava de narrativas &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;amorosas: ao lado, agora, de um velho sensato,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;pediu, pois, uma história que se pudesse escutar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;ao mesmo tempo que se bebe um vinho tinto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;e viril. E assim foi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;43&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Escutar uma boa narrativa é aproximar-me&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;mais da Índia, pensava Bloom. E o velho,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;amigo recente, começou, então,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;a contar uma história. Fazia frio, fazia vento,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;contou o velho, mas um exército levantou-se&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;inteiro de uma vez e tão sincronizado como&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;se fosse uma pessoa só. E porque fazia frio&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;e fazia vento,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;e ainda para rectificar pormenores no mapa,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;esse exército declarou guerra a outro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;..........&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 21 Apr 2012 12:09:34 GMT</pubDate>
  <title>A névoa, de manhã</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/131067.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=lfzqzOhai4bywHtn9jdW&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc109fc83/11475383_ZaJ4R.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;A névoa cinzenta  translúcida &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;humedece telhados e ruas e varandas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;o rio rochas velhas &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;árvores cerradas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Gaivotas sobrevoam sem oriente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;A água… há por ali, não cai livremente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Toca ao de leve na realidade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;E cede tudo embebido e diferente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;De outra cor de outra textura&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Divergente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 18 Apr 2012 16:43:09 GMT</pubDate>
  <title>Um amor de chuva</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/130718.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Se eu soubesse quem superintende nestes problemas, dirigia-me a ele, directamente. Escrevia-lhe e colocava o assunto que me preocupa com muita clareza e consideráveis detalhes. Por que ele é importante, o tema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;E muito valioso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=8dZl28DHjT5AO3LkIhZW&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B090989b9/11459473_9g34H.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=5W3kLO1FU20HZhNFq6yh&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd509e9d4/11459564_4AUMd.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;252&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=nwe7VIb88WQWS3ntVUSA&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bac09ac79/11459673_fbVl0.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Estou à espera que caia no mundo, à superfície da Terra, quero dizer, uma chuvada monumental, com força, uma chuvada que lave o meu carro empoeirado. Não peço muito: sei que basta um aguaceiro dos bons e ele ficará a reluzir. E também me dou conta da importância deste acontecimento, espero que toda a gente entenda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;No fundo, o que precisava que acontecesse é muito simples. Precisava que a água aquecida evaporasse e se transformasse em vapor de água &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;que, misturado com o ar subisse, formasse nuvens carregadas e escuras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;(Um dia destes, houve aqui uma nuvem espessa inteiramente negra que eu julguei - agora, sim, vai cair - e depois soube que era óleo queimado no porto de Leixões).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O vapor de água das nuvens condensa ao atingir altitudes elevadas ou ao encontrar massas de ar frias, transformando-se novamente em água que é pesada e cai como chuva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Era isto. De mais a mais, no meu sítio, onde deve haver um alto índice de evaporação da água, deviam ocorrer chuvas com muita frequência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Há quase sempre nuvens, mas chuva… este ano, não estou a ver. Há grandes ventanias, mas nada de trovoadas nem de relâmpagos. As nuvens têm agora sinalizações que evitam os choques entre elas, carregadas de água e energia? Deve ser, porque não chocam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Dizem que as estações meteorológicas conseguem prever as chuvas, observando as imagens de satélites que mostram a posição e o deslocamento das massas de ar. Considerando vários fatores, &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;dizem&lt;/span&gt; prever as horas futuras em que vai chover. O que tem acontecido ultimamente deixa supor que devem ter que mudar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;os considerandos. Nunca acreditei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Sei que na minha zona, por um lado, não há grande indústria, por isso, ainda bem, a chuva, a cair, não será ácida, mas doce ou básica, é muito bom. Se bem que toda a chuva seja minimamente ácida, porque contém ácido carbónico em mínimas quantidades, os efeitos ambientais da chuva considerada ácida são notáveis e levaram a medidas que restringem a queima de combustíveis ricos em enxofre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; No centro de uma cidade muito poluída, a chuva cheia de poluentes pode causar danos aos monumentos históricos. Mas nesta, tão perto do mar e com uma dimensão não exorbitante, quaisquer árvores dos jardins especialmenteas japoneiras estão tão felizes como os amores perfeitos que vi belamente floridos de amarelo, branco e roxo ao longo das ruas, nesta Primavera.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Com o mar tão perto e o rio, não teremos portanto chuva ácida, embora repare que muitas vezes as gotículas no vidro não são transparentes, mas cinzentas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Por outro lado e seja como for, há pessoas desmedidas que pedem coisas insignificantes ou antes que só têm significado para elas como os agricultores que, é sabido, nunca estão satisfeitos em relação a este problema: ou é demasiada chuva ou é pouca. Ou o sol é de mais ou não há sol que sobre. O granizo cai e desfaz os brotos e não vai haver colheita ou o vento leva na sua frente as preciosas pétalas que protegiam os rebentos. E nada vem quando é preciso, segundo eles, se bem que os produtos naturais tenham necessidades diferentes em tempos diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Porém, o meu pedido deve estar em primeiro lugar: eu só quero uma coisa simples. Quero não desperdiçar água da torneira, da Companhia, quero aproveitar a que cai e vai directamente para o bueiro (se no caminho se não aproveitar). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;É um pedido razoável neste tempo de crises várias, só me falta alguma informação como - quem superintende nisto?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/130718.html</comments>
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  <pubDate>Sat, 14 Apr 2012 19:24:03 GMT</pubDate>
  <title>retrato do artista enquanto jovem</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/130362.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=B7ZfDhzzVrrEKiKLpRQu&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B45093e0e/11435789_P5GJO.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;359&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Não aprecio os retratos que os artistas fazem de mim. E com isso ponho os criadores em estado de revolta e de exaltação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Eles têm razão: eu não observo suficientemente o espelho: não me conheço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Talvez devesse olhar mais para o reflexo sem receio. Seria então uma visão do exterior? Por isso, semelhante à dos outros, artistas incluídos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Não sei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Não me tem interessado olhar para o espelho, demais ultimamente, mas, sim, through the looking glass para o outro lado, para o que está por trás...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;O que vejo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Objectivamente, muitas coisas, mas quem se interessa pelo que penso, o que se me afigura, o que imagino, o que invento, o que descubro… Isso poderia ser o mais sedutor e, pelo menos, razoavelmente curioso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Porventura se importariam com os pedaços de ondas de espuma branca criadas pelo vento norte, pelas ondas sem espuma, pelo movimento simples da água… se pudessem ver o que se imagina a partir daí?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Agora, sentada nos degráus ao abrigo da nortada, olhando o mar em fúria, penso como é fascinante e por que é fascinante olhá-lo mesmo zangado e imaginar porque estará assim danado, questão de ventos e de marés, com certeza. Não é nada comigo, não é nada que eu possa ajudar a resolver. Por isso, me desinteresso. Desinteressamo-nos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Aquele retrato, visto o meu rosto de fora para dentro, podia estar bem. Foi lamentável a minha amiga húngara, que é pintora e encantadora, tê-lo destruído. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Adoraria vê-lo neste instante, tantos anos depois, que importa o que eu disse na ocasião.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Agora ela devolveu-me fotografias diversas que eu lhe tinha emprestado para ajudar a estabelecer os traços. E eu fiquei enlevada a olhá-las e a tentar recordar o momento, os momentos que foram todos festivos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Como seria eu então por dentro? As fotografias dirão melhor do que as pinturas o que se passa?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/130362.html</comments>
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</item>
<item>
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  <pubDate>Fri, 13 Apr 2012 17:23:20 GMT</pubDate>
  <title>Chuva que não cai</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/130087.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=kSl5tZ0Zit8HgIJBPThk&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb6091402/11427928_jEO1F.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Sempre gostei de vê-la cair batendo leve, levemente nos vidros da janela ou fustigando-os levada e empurrada pelo vento agreste. Achei, quando chove, que alguma coisa importante estava a acontecer, não estávamos para aqui, esquecidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=g7zZ6IH6en4Z0FIf0JrH&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb309b78b/11427936_39QrS.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sempre desejei ver a chuva, senti-la directamente sobre mim desde a nuvem, molhando-me os cabelos e os ombros, tombando do nariz em pingos grossos ou escorrendo em fio, as roupas encharcadas, os pés a chocalhar nos sapatos cheios de água... E que alegria saltitar nas poças com botas de borracha calçadas!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sinto-a como uma bênção: do céu não caem só estrelas. Cai água benfazeja, tão querida para tudo: para fazer crescer as plantas na horta e as flores no jardim e para sumir a tensão do ar e ficarmos tranquilos, os humanos e os outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguém que está lá em cima e vê melhor, tem melhor perspectiva e distância, sabe sempre quando ela deve vir. Em tempos de tradição, achava-se que valia a pena lembrar que ela era precisa. Para isto e para aquilo. Organizavam-se procissões, invocavam-se os deuses. E acontecia. E todos ficavam felizes: era uma coisa sagrada e mágica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=JGyZbh6K3OvUGLuFUCHq&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bfe09d6e3/11427945_5V5Ld.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ontem no Porto vi um rolo de fumo escuro e espesso e pensei, de tal modo estamos agora obcecados com a necessidade da chuva, que vinha aí uma tempestade torrencial. Mas quê…! Nada disso. Era um incêndio enorme na doca de Leixões!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como pude imaginar chuva ali?! Daí a pouco, todos os sinais tinham desaparecido, o céu estava azul.  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O interessante é que os meteorologistas anunciam a precipitação de gotas de água proximamente, desde há muito tempo. Todas as semanas… e ficamos à espera.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada manhã, me ergo e vou à janela. Há nuvens escuras, por vezes, não tanto como a outra de ontem, que era pesada, mas de chuva que se evapora antes de chegar ao solo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=bUjkclvBVS0CeroQPwkU&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bca09b00e/11427953_QR9jw.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje, as ruas estão molhadas, mas nenhuma água cai. Daqui a pouco estará tudo seco, o sol a rebrilhar. O vento sopra rijo, com fúria.&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt; E o meu pobre carro continua às pintas com pó e manchado de gaivotas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=5hIA3jSGqSRUI6HkADBs&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5b0906be/11428025_Se55Z.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: small;&quot;&gt;Como vamos conseguir que ela caia e se veja cair…? E lave? Não há nenhuma poesia nisto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 12 Apr 2012 13:44:38 GMT</pubDate>
  <title>Os meus heróis</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/129972.html</link>
  <description>&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=MNn3qTYqHkKlR5fKQVCI&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8f0929bf/11420444_Ywfnb.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;331&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Devemos ou não cultivar os heróis? Homenageá-los e honrá-los para sempre? Recordar as suas façanhas e a sua bravura? A sua inteligência e as suas estratégias? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há bons vinte anos, o arquitecto Álvaro Siza Vieira discutia comigo ou antes mostrava-me planos para novos arranjos na Casa da Eira em Moledo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim mesmo, no chão relvado com as chagas de várias cores decorando maravilhosamente o lugar, no background; as pedras e os muros velhos, as árvores igualmente gastas, as sombras no relvado que era mais ervado com flores miudinhas brancas que eu não deixava cortar para se não perder a iluminação natural do chão...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Moledo, aquele Moledo era um lugar mágico, pensado pelo herói Ulisses como um lugar bom para viverem humanos sonhadores, mas onde o arquitecto escolheu ficar uma vez com os seus amigos, pernoitar, quero dizer. Estrangeiros, iam divulgar e fazer programas sobre as obras do arquitecto, eram na ocasião muito importantes, e apreciaram ficar ali.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso, o lugar tinha adjectivações peculiares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Apreciei, no convívio com ele durante vários anos, a sua complexidade psicológica, social e ética e as virtudes que o homem comum não consegue mas gostaria de possuir – fé, coragem, força de vontade, determinação, paciência... É por isso que o considero herói, apoiada na definição da Wikipedia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Acredito que foi sempre guiado por nobres ideais de dignificação e de paz e os seus motivos sempre justos e aprováveis mesmo quando não me dá prazer aquilo que projecta. O que só aconteceu uma vez (o famoso plano de requalificação da avenida dos Aliados, no Porto), e decerto houve muitas razões moralmente justas que ignoro e não considerei.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;E que importância tem um só pequeno traçado, que neste caso era central na nossa modesta vida de portuenses, que importância tem comparado com as centenas de obras admiráveis que ele pensou e executou em todo o mundo? E de que nos orgulhamos tanto?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 10 Apr 2012 15:50:34 GMT</pubDate>
  <title>A cerejeira sem flor</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/129733.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot; href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_a1uukHmPrLg/S8P8c23uN7I/AAAAAAAAAO8/CGJ5n9gvuvc/s1600/IMG_0003.JPG&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_a1uukHmPrLg/S8P8c23uN7I/AAAAAAAAAO8/CGJ5n9gvuvc/s640/IMG_0003.JPG&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;640&quot; height=&quot;576&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Imagem da Internet)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mota velha e escalavrada dava pouca velocidade mas muita satisfação ao novo dono que se sentia no topo do mundo, a dominar os circunstantes e as circunstâncias. E estava em férias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Mãe tinha saído mais cedo, sozinha no carro, ele foi depois: precisava daquele instrumento de poder para se sentir importante. Independente e seguro pela estrada fora, ao vento, à aventura. Chegaria mais depressa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ambos pensaram nas cerejas, gozaram com antecedência o sabor único. À hora a que chegassem, estaria ainda fresco, sem mácula, sem influências: estariam em jejum, eles, faziam questão disso. Elas estavam lá penduradas há vários dias, a decorar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela que tinha subido à árvore antiga colhia as primeiras cerejas esbranquiçadas e duras e inigualáveis quando ouviu o ruído do motor decrépito. Sorriu. As cerejas davam-lhe muita satisfação, mas os sorrisos dele e o prazer dele a comê-las eram parte importante do processo. Tudo se revelaria muito melhor depois de ele aparecer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele pousou a mota e veio até à cerejeira perto da água. Ela brilhava cheia de bagas luzentes de cores matizadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Subiu também. Riram-se ambos do encontro, pela manhã, longe de casa, alcandorados na árvore…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De súbito, suou um estalido meio seco, um grande ramo quebrou e caiu. E ele caiu com o ramo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Caiu e ficou imóvel, enrolado sobre si mesmo, pernas dobradas, olhos fechados, imóvel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela ficou do mesmo modo parada, petrificada, olhando de cima da árvore a massa quieta do corpo sobre as pedras pequenas e lisas do empedrado, pensando o que teria acontecido, o que podia ter ocorrido na sequência de tantos sorrisos e contentamentos em ambiente prometedor e primaveril.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lembrou-se das palavras de um maestro célebre: aprecia aquele momento, o preciso momento em que a orquestra acaba de tocar com grande profusão e alvoroço de sons cintilantes, e há um silêncio profundo como se o último som demorasse a chegar aos ouvidos e aos neurónios dos espectadores. Depois irrompem as palmas e tudo se torna igual a muitas outras ocasiões de concertos. Todavia, o silêncio é sempre diferente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela desceu devagar pelo tronco e viu-o de perto. Não quero pensar mais no que pensou. Pensou: poderia esvaziar o pensamento? Por que processo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que pode ter acontecido? Murmurou baixinho mal ousando ir mais além, enquanto descia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mota estava parada a uma certa distância, nada de mau sucedeu com ela que parecia ser o inimigo nº 1.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tinha imaginado um dia perfeito, um belo dia no campo… encher-se de frescura perfumada e húmida e leve, ficar serenamente o resto do dia a observar isto e aquilo… Ou talvez escrever um poema sobre Maio, as suas flores e riqueza de cantos. Em vez disso, alguma coisa aconteceu porventura terrível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os frutos eram rijos, enfiavam-se na boca entre dentes, puxavam-se para fora pelo pé. O pé ficava na mão e os frutos aos pares permaneciam na boca e trincavam-se e saía o suco não muito doce, talvez mesmo melífluo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tinham discutido isso os dois e concluíram que não havia cerejas como as de Moledo, não havia. E essa era uma das razões por que aquele dia era tão peculiar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Olhou-o de perto, coração apertado, perscrutou-lhe os traços… Não era a primeira vez que nas suas feições havia mistério a mais, muito mais mistério do que poderia desejar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bruscamente, ele abriu os olhos, olhou-a e sorriu. Levantou-se rapidamente e… dispôs-se a voltar às cerejas, agora a partir do chão, de pés no chão, braços estirados para o alto…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Divertido. Ou com outra emoção a iluminar-lhe o rosto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Continuaram a rir-se, a apanhar, a comer até à saciação. Mas aqueles dois sons… ela não os esqueceria nunca: o estalido do ramo no ar e o baque do corpo nas pedras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O episódio terminara tão bem, que ela nunca lhe perguntou, tantos anos se foram, nunca lhe perguntou o que se tinha realmente passado nos momentos em que ele não esteve &lt;em&gt;lá&lt;/em&gt;. Que emoção…? Gostaria de ter perguntado se sentira alguma espécie de prazer com o esmagamento do seu corpo na calçada. É que lhe pareceu…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou se quis testar a sua dela capacidade de suportar o drama.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou se foi outra emoção qualquer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/129733.html</comments>
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  <pubDate>Fri, 06 Apr 2012 15:56:27 GMT</pubDate>
  <title>Compreender o funcionamento do cérebro</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/129518.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;image&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Complete_neuron_cell_diagram_pt.svg&quot;&gt;&lt;img class=&quot;thumbimage&quot; src=&quot;http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d3/Complete_neuron_cell_diagram_pt.svg/300px-Complete_neuron_cell_diagram_pt.svg.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;218&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;magnify&quot;&gt;&lt;a class=&quot;internal&quot; title=&quot;Ampliar&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Complete_neuron_cell_diagram_pt.svg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://bits.wikimedia.org/skins-1.19/common/images/magnify-clip.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;15&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;thumbcaption&quot;&gt;                        &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;thumbcaption&quot;&gt;                                Esquema de um neurônio. Imagem da internet.&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diversas instituições em cooperação informaram os cidadãos, de forma muito empenhada, sobre o trabalho que, neste momento, os cientistas no Porto, dito cidade da ciência, desenvolvem nessa área do funcionamento de cérebro. Divulgaram a sua actividade e procuraram pôr todo o mundo a reflectir sobre o impacto dos avanços científicos e tecnológicos nesta área na sociedade. Foram o IBMC – INEB Laboratório Associado, a Faculdade Medicina da U.P., a Faculdade de Psicologia e das Ciências da Educação da U.P., os Laboratórios BIAL e os Hospitais Psiquiátricos da Cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos com a Fundação Porto Social, o Porto Cidade da Ciência e a Câmara Municipal promoveram e organizaram encontros, palestras e visitas a laboratórios de investigação, de prática clínica e de farmacologia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem se inscreveu andou às voltas quatro dias distribuídos por duas semanas e apercebeu-se de como é complicado, mas que talvez tenhamos obrigação de tentar compreender. E de como nestas realidades estão envolvidos instrumentos que valem milhões e outros que são tachos de alumínio leve, valem dez reis e se colocam sobre discos eléctricos como em qualquer cabana de campistas para cozinhar. E apercebeu-se de outras coisas igualmente delicadas como esta: se percebermos o funcionamento do nosso cérebro podemos utilizá-lo melhor, de forma mais racional e útil. Mantê-lo em bom estado de conservação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu queria saber como funcionava o cérebro, essa coisa misteriosa e tão divulgada que cada um de nós tem - pelo menos um - dividido em dois, cada um com muitas áreas de funções específicas. Áreas sensoriais que recebem e interpretam informação sensorial; motoras que iniciam movimentos; e de associação que desempenham funções complexas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo muito organizado: o hemisfério esquerdo tem funções intelectuais – é responsável pela linguagem falada e escrita, pelo cálculo matemático, pela compreensão linguística e pelos pensamentos analíticos; o hemisfério direito tem tarefas visuais e espaciais, ideias e conceitos não verbais, compreensão linguística simples, percepção musical e artística, inteligência emocional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É claro que falaram de córtex e de tronco cerebral, de lobofrontal e de hipocampo, de amígdala e de mielina e de uma coisa espantosa que são os neurónios, aos milhões que funcionam em circuitos de comunicação formando redes complexas. Há as conexões entre eles e os famosos intervalos que os fazem comunicar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É um bicho esquisito, espécie de “aracnídeo” pelo aspecto, com um corpo celular e dendritos e depois um axónio com um terminal – aquilo a que chamam neurónio. E há sinapses como se denominam os intervalos entre os neurónios e que permitem a comunicação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há todo um sistema montado de comunicação com transmissores, receptores e mensagens. Imagino dois neurónios em comunicação e vejo uns desenhos expressivos: a serotonina está em vesículas na extremidade do neurónio pré-sináptico; nas sinapses a serotonina está à solta (a que foi libertada por este neurónio) e, na extremidade do neurónio pós-sináptico, há receptores da serotonina. E há transportadores de serotonina que finalmente se encarregam de recapturar e transportar a serotonina de volta ao primeiro neurónio. (Só espero que nenhum cientista ou mesmo pré-cientista veja esta minha explicação: ele matava-me com certeza).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O meu espanto é muito e progride e aumenta quando tomo conhecimento de que o mais importante não é o número colossal de neurónios ou células nervosas no cérebro mas as interconexões múltiplas que permitem, pela forma como estão organizados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sei também que a actividade do cérebro é de natureza eléctrica como qualquer actividade nervosa e pelo dicionário já tinha entendido que o cérebro é o “coroamento das vias nervosas”, que está ligado ao resto do corpo pela espinal medula, pelo bulbo raquidiano, pelo cerebelo e pelos seus 12 pares de nervos cranianos; e que a base é constituída pelo tronco cerebral – mas esta parece-me agora uma linguagem passada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que é que excita a actividade do cérebro? E o que a inibe?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será a serotonina um excitante? E as sinapses são o quê, afinal? Contactos? Terminações nervosas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu queria saber outras coisas além da fisiologia, queria saber de mais. Interessava-me o psiquismo. Como se liga o pensamento que é espiritual a uma actividade eléctrica e à química?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que nos faz pensar? E ter consciência? E vontade?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E leio: o pensamento resulta do funcionamento do conjunto de todo o entrelaçamento de nervos e fibras do cérebro, não vem muito simplesmente de uma área do cérebro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que é que isto nos diz? O que é que nos diz?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“O que está na inteligência vem dos sentidos. E pensamos com o reflexo em nós das realidades exteriores: pensamos com imagens”. É assim?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Soube que nos últimos dez anos se descobriu mais sobre o cérebro do que em todos os anos que vieram antes. Mais … nesses laboratórios…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E houve este ano, pelo menos este ano, uma Semana Internacional do Cérebro.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 01 Apr 2012 14:45:36 GMT</pubDate>
  <title>O mundo pertence-me?</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/129276.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=wHEpc7VaUdiQUuFjRztZ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc108b1ae/11018617_mZzYe.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;376&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Trocamos sorrisos e felicidade)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Aprecio muito as palavras de Anne Bogart no seu livro &lt;em&gt;and then, you act -&lt;/em&gt; palavras avisadas que gostaria de ter sempre presente. E que a todos interessa ter presente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Fala, por exemplo, em questões básicas que a arte põe, como: “Are you awake? Are you doing anything more than surviving? Or is the world shutting down around you?”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;“Can you handle that? We are a community of people dealing with each other, challenging each other”.”Can the planet be shared or does it just belong to me?”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Nenhuma vida isolada faz sentido. A vida apenas é valiosa se vivida em relação com os outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;E isto leva-me à velha questão entre gerações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Os mais velhos - idosos, seniores ou outra palavra que queiram inventar e usar com o mesmo significado – partilham o planeta com qualquer dos mais novos, teenagers, jovens, juniores… e com os de meia-idade que são naturalmente os mandões, os da primeira fila e do primeiro plano, e da responsabilidade maior, ou coisa que o valha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Partilham e devem e querem partilhar, todos. O planeta não pertence a qualquer destes grupos, mas &lt;strong&gt;cada um deles tem responsabilidades diferentes e diversas tarefas&lt;/strong&gt;. Os mais velhos sofreram desgastes físicos e mentais que são visíveis, que os fizeram sofrer, que ainda fazem sofrer e que lhes não permitem ter o tipo de actividade que já tiveram. E os muito &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;muito &lt;/span&gt;novos  estão a preparar- se e a ser preparados para se integrarem e partilharem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Os mais velhos podem ter uma actividade não menos valiosa em termos sociais do que antes, cabe a cada um descobrir o quê, aquilo que apreciam fazer, para que estão aptos ou para que podem preparar-se. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;E, para que esta actividade, seja qual for, se prolongue até ao limite da sua resistência física (talvez seja esta finalmente que impõe o limite), é necessário manter o cérebro estimulado e activo. Desse modo, deixa de ser cínica a acção de querer prolongar a nossa vida de qualquer maneira e sem condições para que ela se prolongue com independência, conforto, vivacidade e alegria. Não seremos um peso depois dos 60, dos 70, dos 80…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Como diz o Dalai Lama &lt;em&gt;enquanto for útil&lt;/em&gt; tenho um lugar aqui. Mas é importante também que todos compreendam, todos os grupos, que a vida é para ser vivida em conexão de uns com os outros: grupos, gerações, homens e mulheres. Cada um com o seu papel, como no teatro, sem desvalorizações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;A minha relação contigo é o que faz de mim quem eu sou e possivelmente o que faz de ti quem tu és. Tu dás sentido à minha vida, digo eu, eu dou sentido à tua. É assim?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=H2gCnJLPckgIAYmkPZ3G&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9108a767/11018704_yyQrM.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; (Eu dou-te do meu pão, tu dás-me a tua beleza e a tua confiança. Vivemos muito bem juntas)&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/129276.html</comments>
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  <pubDate>Mon, 26 Mar 2012 19:15:20 GMT</pubDate>
  <title>orquídias e pavões</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/128795.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=7wWz3GFKPoqQq8Z6zmH5&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bca082305/10670171_7UeBT.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Ele passeando-se)&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=sufQwv5OblFPiZZmNP0t&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B010858fa/10670265_d00v5.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Ele e ela na avenida das Tílias)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=7c7GOzKn4Zp79vav7DIp&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3608a17c/10670381_HgQpv.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; (Ela fazendo pela vida)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Houve uma 3ª exposição de orquídeas na cidade do Porto que é a 1ª internacional nos dias 24 e 25, ontem e anteontem. Foi na Biblioteca Almeida Garrett, nos jardins do Palácio de Cristal de Boa Memória, divulgada pela Porto Cultura e apoiada pela Câmara Municipal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vim de lá muito alvoroçada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aquilo era uma feira desordenada e não uma exposição preparada com determinado objectivo. Era uma feira e, como todas as feiras, chamou muito público.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi um dia de espêndido sol e os jardins estavam maravilhosos, a cidade dividia-se toda entre estes jardins e as esplanadas da Foz e do Parque da Cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De modo que ali, havia muita gente com máquinas fotográficas e sem, com crianças e sem. E havia pavões, deslumbrantes pavões, lindíssimos pavões pavoneando-se, e pavoas mais modestas depenicavam por ali. Estão todos muito habituados ao movimento de pessoas e, por isso, caminhavam pacientemente na nossa frente, deixando-se fotografar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=5M7eGNZnlPyZ8el5NVvC&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B48082c21/10670509_T2Zjg.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=THifz27nsFInmJh8kq0f&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3a08d629/10670553_veQkl.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;270&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=3eYmF0SpRi4BF64QZrLL&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0e062f58/10670635_isBW3.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vi rododendros gigantescos floridos de vermelho, esplêndidos, japoneiras, araucárias e faias e as tílias da avenida; sei que há um jardim de plantes aromáticas e outro de medicinais; e lagos que não gostaria de ver destruídos. E obras de pedra que ficam bem lá, please.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dentro da Galeria da Biblioteca e fora na recepção e nos corredores havia orquídeas envasadas no chão, sobre mesas ou penduradas nas paredes. Direi centenas, sou má calculadora, muitas centenas. Ou milhares?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A grande maioria das espécies serão pouco atractivas para ornamentação, mas das espécies vistosas os especialistas têm obtido milhares de híbridos de grande efeito ornamental e por isso também comercial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=g7GZVQYloDUouzHzFWL6&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd806a657/10670702_kmZ52.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;301&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=OzLtZjKKFNEw2JZpmZfN&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bfb06dc3d/10670750_51Gee.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;424&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=mLIfbcmdJYfZLHuiDBc7&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0f089bf0/10670832_KDn0V.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=4giBFnmLz0Tckv0qSU3W&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6e08324f/10670901_pYQJS.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;286&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E foram talvez estas que atraíram tão grande multidão, tantos gritos e atropelos, tal confusão e desassossego.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O certo é que não gostei da exposição, como foi chamado o acontecimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apreciei a palestra de Rafael Santos que ensinou a cultivar pleiones e as orquídeas em si tão variadas nas suas formas sinuosas e bizarras e intrigantes, nos seus tão diferentes tamanhos e nas estranhas cores e perfumes. Muita gente se apaixonou por elas que têm em Portugal muitos enamorados entusiastas e associações que informam e organizam palestras, visitas, exposições, reuniões.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/128795.html</comments>
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  <pubDate>Sun, 25 Mar 2012 20:34:32 GMT</pubDate>
  <title>and then, you act </title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/128649.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=iNizeSYEcwaOO0dojZe7&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1c0650af/10651390_hQBmU.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Anne Bogart é directora artística do SITI Company e professora de teatro na Universidade da Colômbia. É também autora de alguns livros de ensaios sobre arte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O livro que estou a ler trata da importância da &lt;strong&gt;acção&lt;/strong&gt; em tempos difíceis, quer pessoal quer politicamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dá muitos conselhos, eu adoro conselhos, se bem que saiba que muito pouca gente os suporta. Gosto porque introduzem novos temas de reflexão ou novas perspectivas em que convém reflectir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os deste livro &lt;strong&gt;&lt;em&gt;and then, you act&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; são conselhos inteligentes, baseados na experiência e na ponderação dos seus dados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acredito que a arte e o artista têm um papel importante a desempenhar na nossa cultura e em todas as culturas, muito especialmente em tempo de crise. A arte não é uma forma de fugir à realidade mas de a animar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“We are living in very particular times that demand a very specific kind of response. No matter the&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;immensity of the obstacles – political, financial or spiritual – the one thing we cannot afford is inaction due to despair”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Um dia”, conta Anne Bogart, &quot;particularmente desencorajada pelo ambiente global, perguntei ao meu amigo, autor de peças de teatro, Charles L. Lee Jr. como é suposto funcionarmos nestes tempos difíceis. De que modo podemos contribuir, nestas condições, com alguma coisa útil?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Bem”, disse-me ele,” tens que escolher entre duas possíveis posições. Ou te convences a ti própria de que estes tempos são terríveis e as coisas nunca ficarão melhor e decides desistir; ou escolhes acreditar que haverá um tempo melhor no futuro. Se for este o caso, o teu trabalho, nestes tempos obscuros política e socialmente, é reunir tudo o que valorizas e transformar-te numa ponte (de transporte). Embala tudo aquilo de que gostas e acarinhas e carrega-o às costas para o futuro”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há alguns anos, foi perguntado ao Dalai Lama, se quereria voltar à terra num outro século, mesmo sabendo que haveria tal pobreza, poluição e superpopulação que o planeta seria um sítio miserável para viver. Ele respondeu muito simplesmente: “Se pudesse ser útil…” (citado no mesmo livro).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=f5ryrvaaZNGBQvkrsCdV&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0d054807/10651400_4yMrm.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aí está: enquanto pudermos ser úteis, temos aqui um lugar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porém, precisamos de agir para nos mantermos úteis, cumprindo o nosso trabalho, dando-lhe qualidade como a única forma de resistir a uma cultura de banalidade, como diz Anne Bogart, atraídos apenas  pela fama, pelo sucesso, pela riqueza material.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=mAcPfu8Tt843A2nF1tmk&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7b0841c3/10651417_ylo91.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 24 Mar 2012 16:28:53 GMT</pubDate>
  <title>&quot;Dança?&quot; Claro! respondi. Quem não dança?</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/128490.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dançar é definido como uma manifestação instintiva do ser humano. Antes de polir a pedra e construir abrigos, os homens já se movimentavam ritmicamente para se aquecer e comunicar... &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela pode ser instrumento de afirmação dos sentimentos e experiências subjectivas do homem; relaciona-se com a conquista amorosa, associa-se à adoração das forças superiores ou dos espíritos para obter êxito em expedições guerreiras ou de caça e ainda para solicitar bom tempo e chuva.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tem tantas funções a dança - é “a arte de mover o corpo segundo uma certa relação entre tempo e espaço, estabelecida graças a um ritmo e a uma composição coreográfica”.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “A prática da dança pode ajudar a proporcionar uma vida realmente saudável física e mentalmente, proporcionando bem-estar, eliminando as tensões e ansiedades do quotidiano, sem contar com ao aspecto físico, pois exercita os músculos do corpo de forma suave e sem causar danos, além de melhorar a postura e deixar os gestos mais elegantes, a dança é uma maneira de se perder calorias sem pressão e com prazer”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Courier New; color: #333333; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; color: #000000; font-size: x-small;&quot;&gt;Tudo isto sobre a dança é sabedoria &quot;&lt;em&gt;electrónica&lt;/em&gt;&quot;, mas a dança é, do mesmo modo, uma das acções recomendadas pela ReAge, de Oeiras, para reaprender a vida. Pode ser imensamente agradável e útil. Quem não aprecia? Podemos desenvolver a concentração enquanto dançamos, por exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=5RtlJgVeqa4ejoe2i474&quot;&gt;Reaprende-se a vida&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7c06d9be/10640540_FUvcZ.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;494&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 23 Mar 2012 09:46:46 GMT</pubDate>
  <title>RE aprender a Vida</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/128150.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Qual é o momento em que nos devemos considerar velhos? Aos 60? Aos 70? Aos 80?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não será importante, mas o que é essencial é sermos considerados todos, independentemente da idade, pessoas com os mesmos direitos e obrigações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sempre tivemos capacidades diferentes e por isso podemos, todos nós, trabalhar em diferentes áreas e obter resultados distintos. Somos estruturalmente diferenciados, mais ou menos aptos para diversas acções, tanto física como mentalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É natural e é útil que seja assim, em razão da forma como estamos organizados em sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que não é natural nem aceitável é permitir que a palavra &lt;em&gt;velho&lt;/em&gt; se encha cada vez mais (porque a esperança de vida, vai aumentando) de conotações desagradáveis que levam à rejeição dos mais velhos pelos mais novos, mesmo estando a viver na mesma casa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A rejeição vai até ao ponto de serem considerados um peso, (“estamos a trabalhar para sustentar os reformados e não sei até onde podemos aguentar”, dizem os novos).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As ideias de uns e de outros têm que ser alteradas profundamente. Os mais velhos têm possibilidade de trabalhar de acordo com as suas preferências e isto, sim, é uma vantagem concedida, um privilégio, talvez uma forma de compensar todo o trabalho que fizeram com sacrifício durante anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para isso, é necessário manterem o cérebro activo tanto como o corpo.&lt;/p&gt;
&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=51BZaruSS9DwI4rffjw2&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B250615be/10631470_jM85z.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;430&quot; height=&quot;414&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot;&gt; &lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 17 Mar 2012 07:44:44 GMT</pubDate>
  <title>Revolucionar a Educação</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/127818.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=q5YwnkYnN7ZrvgjyTMdY&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B500667cf/10585096_crndT.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;333&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Visitei em Oeiras um espaço magnífico que me deu muita esperança de que o mundo possa ser melhor daqui em diante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;O Espaço ou o Centro propõe “expandir e exercitar o corpo e o espírito, através da conjugação de técnicas inovadoras e ancestrais em complementaridade com as medicinas tradicional e alternativa, ferramentas tecnológicas de estimulação cerebral; e actividades lúdicas e recreativas”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Um grande programa que parte de uma ideia excelente, concretizada num projecto já visível nas salas cheias de luz e de cor, abertas e divertidas, um lugar afastado do bulício da cidade, mas suficientemente perto para ser acessível a qualquer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Fundamentalmente aprende-se a “pensar, olhar, crescer, envelhecer, comer, sentir… de outra maneira”. Não é salutar?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Tudo, no que respeita a educação tem estado a ser &lt;em&gt;malfeito&lt;/em&gt;, nestes últimos anos. Então é necessário re-educar o corpo e a mente. Aqui, há ideias, programas e serviços para as crianças e para os jovens, para os adultos e para os séniores, e também para as famílias e para os técnicos da educação e de saúde. Todos são contemplados, todos devem estar bem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Este ambiente amplo e alegre é o melhor para uma aprendizagem contínua e para a estimulação de novas competências. E valoriza a ”integração intergeracional e a dinâmica de grupo”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;É um espaço para actividades “cross ages”, dizem os responsáveis. De que modo? Pergunto, confusa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Sei que a intenção é &lt;strong&gt;revolucionar &lt;/strong&gt;a educação de crianças e de jovens e a forma de tratamento dos mais velhos, querendo integrá-los, activos e inteligentes, na sociedade a que pertencem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;É um longo caminho, mas vai valer a pena, considerando que, desse modo, uma parte importante da população deixará de ser indesejável e a sociedade beneficiará das suas múltiplas experiências e sabedoria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Com a ajuda do Re-Age, aprenderemos a utilizar os dois hemisférios do cérebro em conjunto, tirando dele o melhor partido. Teremos crianças seguras de si e que se estimam e idosos seguros do seu valor que se estimam e são estimados. Uns e outros criarão melhores laços familiares e &lt;em&gt;uma nova consciência social que integre valores de inclusão e respeito pelos mais fracos, favorecendo a qualidade relacional, valorizando o sentimento de família e a criação de projectos de vida ambiciosos…&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 14 Mar 2012 21:26:52 GMT</pubDate>
  <title>Roteiro do Cérebro</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/127613.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Tenho andado a ler com grande entusiasmo os livros de Gonçalo M. Tavares que são chocantes, mas muito bons. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Talvez os livros que se publicam actualmente devam ser chocantes. Estamos na era do cru e, se não for, não é verdadeiro, não pertence a este tempo, não faz sentido, não tem prémios nem referências de ilustres como livro sublime, livro da década, livro do século, um grande livro… e por aí fora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Aquele de que mais gostei foi &lt;em&gt;Uma Viagem à Índia,&lt;/em&gt; de que ainda me não recompus, como soi dizer-se. Impressionou-me enormemente; caminhei nas nuvens vários dias;  senti-me a revisitar a “mitologia cultural e literária do Ocidente” como e com Eduardo Lourenço, entre outros sentimentos e emoções.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Fiquei fascinada com a versão de caos que o autor mostra e em que nos faz participar. Vivemos perfeitamente no caos, temos experiência disso. Fiquei surpreendida com o paraíso da viagem que todos esperamos e nunca vamos encontrar, o paraíso, claro. No fim da viagem. Mas continuamos a empreendê-la, a começá-la; na verdade, a caminhar sem lá chegar. Com esperança aconchegada e escondida na algibeira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;A epopeia (genial ideia, esta forma) é uma maneira credível de relatar a bela fuga do herói, tanto ou mais do que um romance. Ou o motivo da viagem: foi apenas um crime num mundo de agravos e delitos, de transgressões e de violações, de malfeitorias e de coimas. Apenas um.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;A chegada à Índia, ele chegou à Índia, pois… Que poderia este herói procurar na velha terra de promissão? Ele diz: sabedoria e esquecimento. Talvez seja. E terá ficado decepcionado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Mas não era isto que eu queria dizer. Não era nada disto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Queria falar do cérebro. Diz o dicionário de psicologia que o cérebro é o coroamento das vias nervosas; está ligado ao resto do corpo por meio da espinal medula, do bulbo raquidiano, do cerebelo e dos seus doze pares de nervos cranianos. A base é constituída pelo tronco cerebral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Fiquei muito baralhada. Fui procurar no Gonçalo M. Tavares e ele é muito mais expressivo: chama-lhe o instrumento de percepção do mundo. A cabeça abunda de capacidades e de desvios surpreendentes, mas o importante é o caminho central: o &lt;strong&gt;cérebro serve para não nos deixarmos matar&lt;/strong&gt;. Tem a forma e a função de uma arma, nada mais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Foi então que decidi fazer o roteiro do cérebro proposto  pela &lt;/span&gt;Porto Cidade de Ciência n&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;os dias 16 e 17, 23 e 24 deste Março. Vamos visitar laboratórios, faculdade de medicina, hospitais psiquiátricos, departamento de investigação de produtos farmacêuticos, faculdade de psicologia, laboratório  de neuropsicologia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Se, depois de toda essa actividade, eu ficar a compreender que o cérebro é a mais complexa estrutura viva que conhecemos,  conto. Se.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 10 Mar 2012 18:28:07 GMT</pubDate>
  <title>Festa à maneira do Porto</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/127477.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=y9E8fnkw9LoG8sK16LBC&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bab061736/10528527_ILcVy.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Quem disse que a cidade do Porto é granítica, cinzenta, húmida…? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Quem disse não passou por aqui hoje… não passou há muito tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;A cidade está animadíssima, primaveril, cheia de sol e de gente jovial, vestida de outra maneira. Gente que sorri porque sim e não há nada que a faça mudar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;A luz intensa inundou todos os recantos e também o rio e depois as ribeiras e depois o mar, e os castelos e as praias e o coração das pessoas. E os pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Os portuenses ficaram luminosos. Os portuenses apreciaram. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Houve a regata do Infante dividida em duas, de skippers - uma de manhã &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=tWrqSH0KIAMSRNfvOZeh&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bec08e0c6/10529124_7jky0.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; outra à tarde - 34 barcos apresentaram a vela à cidade desde a marina de Leça até ao rio Douro. &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=WJvIgwMRzrG80H0jAjrz&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6805b157/10528702_ssNQb.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=vQH7dHV1tJK4jMLfzWhS&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B660840d0/10528720_RldCL.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;O Palácio de Cristal estava num grande entusiasmo: somos doidos por camélias e havia uma exposição e concursos, trabalhos das escolas e prémios. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=cz2Jehh6dzYeUz0SM30p&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2808ecaa/10528836_bBJFw.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=eq2tzqvGSmk0hZ4PPZpB&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1908d7b0/10528857_AJezA.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=kkEzwvQMhbMlj9m83Icb&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B620503d3/10528913_MwSTq.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=kI2eE4Z3NCCJKz8QZPJd&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd506dab3/10528925_onnuo.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=swhvJ4RsF9HY87mRoUgz&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1605c38d/10528944_khynh.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=D5ZKzq6JO88DOqKNydwz&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb3083ae4/10528970_uVLaD.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=ZVJZcyoZL5ShCeEZQQFF&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B56054b74/10529009_5dQpa.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Era o dia da abertura das exposições nas galerias de arte da rua Miguel Bombarda e as pessoas circulavam em toda a zona, também as crianças que viam os dinossauros feios e monstruosos – a única coisa fora do tom. Estudantes de capa e batina, não descobri o que havia hoje com eles, aumentavam a excepcional dinâmica do lugar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/127477.html</comments>
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  <pubDate>Fri, 09 Mar 2012 11:27:27 GMT</pubDate>
  <title>O mito do Cargueiro</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/127187.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=M7zRUHgaBEoQNfsHfpPF&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B19081466/10520345_tLpeC.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;337&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=EE9QcODfBZ4KFEFlnnP1&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bed05f7a6/10519065_K7ZBS.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas realidades vistas da minha varanda lembram-me o culto messiânico do Cargueiro: os Melanésios pensam que os Brancos vivem na profusão, sabem capturar as mercadorias que lhes estão destinadas, a eles Melanésios, pelos seus antepassados retirados para os confins do mundo. Mas virá um dia em que os Brancos fracassarão e os antepassados dos Melanésios voltarão com a carga miraculosa e eles deixarão de ter necessidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=vblunRzCUy8f1c4GAnhD&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6908feb8/10519178_pw6wc.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo isto é citado no livro de J. Baudrillard, &lt;em&gt;A sociedade de consumo,&lt;/em&gt; tradução publicada pelas Edições 70 em 1975.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Os indígenas da Melanésia sentiam-se maravilhados com os aviões que passavam no céu. Mas tais objectos nunca desciam até eles. Só os Brancos conseguiam apanhá-los. A razão estava em que estes possuiam no solo em certos espaços objectos semelhantes que atraíam os aviões que voavam. Os indígenas lançaram-se então a construir um simulacro de avião como ramos e lianas, delimitaram um espaço que iluminavam de noite e puseram-se pacientemente à espera que os verdadeiros aviões ali viessem aterrar.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;... o miraculado do consumo  serve-se de todo um dispositivo de objectos simulacros e de sinais característicos de felicidade, esperando em seguida (no desespero, diria um moralista) que a felicidade ali venha poisar-se.&quot;(J. B.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=8yGC75pDhAeNTzpWyyRq&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba00658f4/10519715_u6BO0.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vamos reflectir seriamente sobre os benefícios do consumo. A opulência será, como se diz, a acumulação dos &lt;strong&gt;sinais&lt;/strong&gt; de felicidade? Digam-me o que pensam.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/127187.html</comments>
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  <pubDate>Mon, 05 Mar 2012 18:20:30 GMT</pubDate>
  <title>O meu Avô Francisco</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
  <link>http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/126816.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Era uma pessoa muito doce e tranquila que transportou consigo até ao fim a saudade da sua terra, seca e agreste, só fraga como ele dizia, mas onde eram produzidos os melhores e mais saborosos acontecimentos do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Veio viver connosco, deixando o resto da família e os amigos, a sua casa perto do Castelo, as terras e as árvores, os seus animais, o que apreciava e o que não, para uma vida mais confortável e menos inquieta na cidade. Em nossa casa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Não creio que tivesse sido uma desilusão para ele, n&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;em sempre a aldeia é o melhor lugar para viver,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;mas foi uma grande mudança na sua vida, uma enorme diferença. Ele gostava de estar connosco, de participar da nossa vida, de ser útil. Era um pilar, vigilante, atento, interessado. Todos o respeitavam, o amavam. Como se fosse o digno representante de uma vida anterior que não voltaria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Eu era a que nasceu depois de ele chegar, beneficiei mais do que todos da sua companhia e dos seus ensinamentos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Tínhamos as nossas divergências. Por exemplo, ele achava que eu devia ter frio de Inverno. Eu nunca tinha frio sobretudo porque me picavam as roupas de lã, picavam mesmo, e eram insuportáveis. De modo que só usava roupa de algodão que na época era muito fina e própria do Verão. Por alguma misteriosa razão, não constipava e ainda não constipo, eu tinha razão, mas em tudo o mais era ele.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Passeávamos pela cidade os dois, íamos dar pão aos patos na Cordoaria e voltávamos a pé pelos mesmos caminhos. Era a nossa ginástica e fazíamo-la em conjunto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;A parte espiritual também era à nossa maneira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Ele ensinava-me as orações que eu devia recitar à noite, sem falta, e aconchegava-me a roupa - o que tem para mim um grande valor espiritual. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Frequentávamos ambos a Igreja da Lapa onde ouvíamos a missa das 10 com o excelente Padre Luís, pouco demorada, destinada às crianças impacientes. Ficávamos sempre no mesmo lugar, um banco corrido logo depois da cancela que separava o vulgo da gente importante. Ninguém lhe disse nunca para ficar ali, mas era uma escolha dele, sempre modesto e moderado, e eu continuei depois a ir para o mesmo lugar, seguindo-lhe as pisadas. Acho que mudamos de lado, uma vez, da direita passamos para a esquerda, ou o inverso, e tudo continuou nos mesmos termos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;No Natal, o ponto mais alto do dia ou da noite era aquele em que o Avô se levantava e à distância (era muito importante a distância) cantava as canções do Natal da sua terra do Coa, a mesma onde terão habitado árabes e visigodos, e onde foram descobertas gravuras do Paleolítico e possivelmente da Idade do Ferro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;E contava histórias, naturalmente, muitas histórias que lhe tinham contado, aquelas que inventava e as que vivia. Algumas eram divertidas outras trágicas, umas de bruxas e lobisomens, umas de terror e de fantasmas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Eram os seus filmes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Eu... adoro aquela terra onde voltei algumas vezes - o pão e as bolas do dia da fornada eram cozidos no forno comunitário, uma vez por semana apenas para ficar mais barato. O forno era aceso num dia determinado e a forneira avisava as pessoas, que estavam destinadas a cozer o seu pão naquele dia, do momento em que podiam trabalhar a massa lêveda e levá-la para o forno, cada peça marcada pela dona com um sinal, por causa de confusões com outras que talvez não tivessem sido tão bem trabalhadas. Porventura não sei explicar...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;O pão de trigo e o de centeio, cereais cultivados e moídos ali, eram moldados em bolos grandes donde se cortavam as fatias para ir comendo com azeitonas, com presunto, com queijo. E de que se faziam as migas tão da preferência do meu Pai. As migas era uma espécie de sopa feita com fatias de pão finíssimas que se colocavam numa tigela e depois eram regadas com um caldo muito quente com alho ou um refogado de tomate ou de bacalhau.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;As pencas e os outros legumes eram deliciosos e usavam-se e sabiam bem na noite de Consoada, véspera de Natal. Os enchidos eram especialmente bem feitos e duravam todo o ano, conservados ao fumo da lareira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;O meu Avô adorava estas coisas e eu passei a apreciá-las, seguindo o seu exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Aprendi a gostar de coisas simples: de passeios a pé, de aldeias históricas, pitorescas, primitivas; de Castelo Melhor, do rio Coa, das amendoeiras em flor e, sobretudo, das oliveiras cuidadosamente podadas e azuis. Apreciei as caminhadas em Castelo Melhor para o Castelo em ruínas donde podia apreciar o mundo todo em redor – um fascínio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Foi graças a ele que aprendi uma coisa muito importante: o mundo, afinal e apesar de todas as contrariedades, é um lugar onde vale a pena viver. Se não formos muito exigentes, vemos as coisas boas que ele tem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 04 Mar 2012 09:24:34 GMT</pubDate>
  <title>Solidariedade entre gerações</title>
  <author>Zilda Cardoso</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=Q7RpeaVfO76FcutMI8jP&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B29079f2e/10478853_mT1Vd.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;375&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Saber que este é o ano europeu do envelhecimento activo e da solidariedade entre gerações só é importante porque o tema é do interesse de toda a sociedade e merece por essa razão ser discutido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É actual, portanto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E conveniente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É conveniente e oportuno por ser este um momento de crise que não é especialmente económica – merece uma revisão total das ideias aceites há muito e que nos levaram já tão longe quanto não desejávamos ter ido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quero dizer, temos recebido e gozado os benefícios dos regimes muito evoluídos economicamente, mas começamos há algum tempo a conhecer o reverso da medalha e a sofrer os prejuízos. O que nos leva a crer ou a julgar que estamos a exagerar nos desejos de abundância e de democracia. E que nos devemos inquietar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há muitas pessoas que estão a preocupar-se. E a não ficar apenas pela preocupação, felizmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi apresentado por Mário Crespo na Gulbenkian um livro com textos de Laurinda Alves e fotografias de Isabel Pinto que fala de sete projectos que em Portugal foram apoiados pela Fundação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rui Vilar falou com carinho e interesse nestes empreendimentos que foram desafios bem sucedidos e aconteceram, estão a acontecer, em Lisboa, em Aveiro, em Beja, em Bragança, em Foz Côa e em Leiria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vou falar muito sobre o tema – quero transformá-lo na minha CAUSA para os próximos anos; neste momento, reproduzo algumas palavras de Laurinda Alves a partir do livro &lt;em&gt;Entre Gerações: &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“A solidariedade entre gerações nem sempre é espontânea, mas pode ser construída. Ensinada, aprendida, treinada e estimulada de forma a haver mais continuidade e proximidade entre gerações”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“A partir dos 60 não criamos filhos, não estamos em período de construção profissional e, talvez, já não estejamos numa fase de descoberta amorosa”, dizem os que vão avançando na idade”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Convém afinar o olhar e perceber que a idade maior pode não ser só um período de declínio”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Sabemos que há diferentes maneiras de envelhecer…”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Numa sociedade que cultiva o mito da eterna juventude e ignora, desvaloriza ou despreza os idosos, é importante não ter ar de velho. Como é que isso se consegue? Tentando permanecer curioso, móvel, autónomo, presente e próximo. Como é que isso se faz? Com a ajuda das gerações mais novas, até porque estas vivem na crença de que são eternas e invencíveis”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(A imagem representa a capa do livro de que se fala, com fotografia de Isabel Pinto - é um avô e uma neta da zona de Foz Côa em amorosa interacção. Talvez sejam de Castelo Melhor, origem de alguns dos meus ancestrais. O vaso do coração natural, que eu rego e acarinho todos os dias, foi-me oferecido por uma grande amiga a quem presto homenagem).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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