Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
Guilhermina Suggia

 

 

Assisti há dias, na rua da Alegria, no Porto, a uma apresentação que foi um acontecimento cultural: diferente do habitual e muito agradável. Ouvimos música de Bach pelo violoncelo de uma jovem executante cujo nome não posso recordar numa sala da casa onde Guilhermina Suggia viveu; rodeados dos melhores retratos projectados num ecrã, ouvimos a sua voz clara numa entrevista por telefone à RDP, de há muitos anos... e ouvimos textos trechos de A Dama do Castelo lidos pela autora do livro e pelo editor.

  

 

Mónica Baldaque fez a apresentação muito cuidada do livro que é uma biografia baseada em cartas e textos da violoncelista, despertando nos ouvintes a vontade de conhecer melhor a extraordinária artista que foi Guilhermina, uma das melhores violoncelistas do mundo.

Lembro-me dela, que morreu em 1950, nesta casa, e recordo de o meu Pai falar muitas vezes de Guilhermina com enorme orgulho, do seu singular virtuosismo, do seu incomparável sucesso internacional e… da sua falta de beleza física (como se isso tivesse importância).

Sei agora que ela se relacionou em Inglaterra, onde viveu uma boa parte da sua vida, com Virginia Woolf e com Augusto John que dela pintou o famoso retrato que está na Tate Gallery, em Londres e com muita outra gente famosa; que esteve noiva de Edward Hudson e do seu castelo na Escócia construído com pedras de um mosteiro destruído no reinado de Henrique VIII.

 

 

  

Sabia que tinha vivido com Pablo Casals e que conheceu o Bloomsbury Group: o que me fez lembrar o herói de Ulisses de James Joyce.

Vou ler o livro muito atentamente. É de Isabel Millet, e da Chiado Editora que quer que este livro seja um desafio para quem o ler. “O nosso desafio é merecer que este livro faça parte da sua vida”, da vida de quem o ler. É um desejo muito bonito.

Voltarei a falar do livro e da grande violoncelista conterrânea.

 

 

 



Por Zilda Cardoso às 20:04
link do post | comentar | adicionar aos favoritos



Sobre mim
Siga-me no Twitter
Pesquisa
 
Artigos recentes

Leitura Furiosa

O navio de piratas

doer ou não doer, eis a q...

Arte... ou o quê?

Meditações

Canhões no jardim do Calé...

O velho e as histórias qu...

A névoa, de manhã

Um amor de chuva

retrato do artista enquan...

Artigos mais comentados
58 comentários
47 comentários
32 comentários
25 comentários
Arquivo

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

tags

todas as tags

favoritos

ABRUPTO!

Parabéns, Laurinda, pelo ...

tocar sorrir amar

Missão dos Portugueses no...

VIAGEM DE UM NÁUFRAGO ENL...

Não temos de

As minhas asas

Hungria exemplar: agora s...

A importância das eleiçõe...

Ainda a entrevista ao Jor...

Ligações
Subscrever feeds